Pega de volta

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- Senhor, já está escurecendo, o melhor a fazer seria acender uma fogueira para passar a noite. -

Disse Israel um dos guerreiros mais jovem de Levy, porém um dos mais fortes e esperto

- Enquanto isso Tomás leva Maite sabe Deus para onde

- Não é por nada não Laird, mas a senhora Levy me pareceu que não foi forçada a correr e sim que estava seguindo o homem.

William com uma agilidade incrível partiu para cima do homem e encostou a espada em sua garganta.

- Nunca mais repita isso, ou juro que jogo sua cabeça para os cachorros comer

Israel com brutalidade se solta de William e o encara

- Pare! O senhor sabe que o que eu disse é verdade, se o Laird não quer guerreiros honesto me diga, que agora mesmo pego minhas coisas e sumo deste reino, ignorância não é minha melhor qualidade senhor.

William suspira e ignora o rapaz

- Luís e Bart venham comigo, o resto nos encontre amanhã do outro lado da floresta, podem descansar

- O que nós faremos hoje senhor? - Perguntou Bart

- Vasculharemos essa mata de cima em baixo até termos certeza que os dois não estão aqui. Lembre-se que Maite é a rainha de TODOS vocês agora, ou seja, devem a vida a ela, então dêem seu melhor.

- O cachorro vem com a gente?

- Sim, precisamos dele.

Assim os três montaram em seus devidos cavalos e seguiram em busca da mulher.

Leopoldo que estava hospedado no Reino Negro trombou com Cláudia enquanto saia de seus aposentos

- Confiei em você a criação de minha sobrinha, e olha no que deu

- Como se o senhor se importasse com ela.

Leopoldo ergue a mão e acerta um tapa certeiro no rosto da mulher, que o encara espantada com a mão no rosto

- Aprenda a me respeitar

- Aqui Leopoldo você não manda em nada, mais uma vez que relar um dedo em mim se acertará com Levy - Falou furiosa

- Aprendeu criar asinhas Cláudia? Lembra das nossas noites? Você me obedecia como uma boa criada

- Sabe do que eu lembro? Do nosso filho sendo transportado sabe Deus para onde, é disso que eu lembro - Disse com os olhos cheios de lágrimas

- E voltamos no ponto de Eduard, Maite estava a caminho, não tinha como manter o garoto lá

- Como não? Olha o tamanho da sua fortuna covarde

- Eu já te disse um milhão de vezes e direi novamente, Eduard está melhor do que se estivesse com você, ou acha que jogaria meu filho mesmo sendo de uma criada no lixo?

-  Acho. Quero vê-lo

- Que? Ficou louca? - Perguntou rindo

- Se não me levar até meu filho por bem, pedirei ajuda a Levy, tenho certeza que ele me ajudará e todos saberão que você não é nenhum bom homem que faz votos de castidade

- Não se atreveria, eu te mato, pode ter certeza

- ENTÃO MATE, AQUI E AGORA, PORQUE EU VOU SIM ATRÁS DO NOSSO FILHO, QUEIRA VOCÊ OU NÃO.

A mulher se virou e saiu andando furiosa deixando Leopoldo preocupado.

Maite e Tomás resolvem descansar, estavam exaustos. Os dois acabaram dormindo, até que Maite sente consquinhas nos braços como algo a cheirando, antes que pudesse fazer qualquer coisa o cachorro começa latir sem cessar, Maite tenta correr porém o cachorro morde em seu vestido e não a solta, Tomás tira uma faca do bolso ia pra cima do cão, mas Maite o impede

- O que foi?

- Não vai matar o cachorro

- É nossa única opção

- Vão nos pegar mesmo assim, corre, vai

- Mas e você?

- Apenas reze por mim, se ele te pegar vai te matar, vai foge

Tomás olha pela última vez e sai correndo, segundos depois William aparece com Israel e Luís. Ele suspira aliviado descendo do cavalo e afastando o cachorro de Maite

- Cadê aquele infeliz? - Perguntou nervoso

- Não sei...

- COMO NÃO SABE? - Questionou apertando o braço da mulher

- Está me machucando - Disse nervosa

- Fale onde ele está - Falou soltando ela

- Sentamos aqui para descansar e quando acordei com o cachorro ele já não estava, deve ter fugido, não sei

- Que ele nunca mais cruze meu caminho, porque se isso acontecer ele morre, agora suba no cavalo

- Só subo se eu for guia-lo

- E eu irei onde mulher? Andando?

- Pode vir atrás - Falou ela subindo no cavalo - Ou então vá a pé

William revirou os olhos furioso e subiu na garupa enquanto os soldados davam leves risadinhas

- Luís e Bart vocês voltam e avisem os outros para continuarem a busca atrás de Tomás, vamos Maite.

Assim Maite seguiu para o Castelo. Não trocaram nenhuma palavra até chegarem.

- Maite, Maite precisamos ter uma conversinha, não? - Falou Leopoldo a repreendendo quando Maite e William pisaram na sala

- Tenho certeza que a senhora Levy não pretende conversar com o tio agora, depois conversem se ela aceitar, vamos. - Disse puxando Maite para o quarto.

Quando chegaram a morena já começou se despir sabendo o que a esperava

- Vou deixar você sozinha para tomar um banho, logo eu volto.

A jovem entrou na banheira com a água já quente, passou o sabão de ervas por todo corpo e cabelo. Quando viu que estava limpa saiu, se enxugou e penteou o cabelo, não se vestiu, não tinha motivos.

Quando William entrou no quarto ele sentiu a boca se secando e uma pressão imensa na virilha ao ver Maite nua.

- Por que não se vestiu?

- Sei que precisamos fazer...sexo agora.

- Não vamos fazer nada

- Não?

- Não

Maite então rapidamente se enrolou no lençol com um misto de surpresa e felicidade

- Sente-se aqui - Falou batendo levemente a mão ao seu lado da cama. Ela obedeceu - O que te fez fugir com Tomás?

- É... Você não me ama

- Você não estava preocupada com isso até alguns dias atrás

- Porém agora estou

- Eu posso te amar, mas e você? Poderá retribuir esse sentimento?

- É... Não sei...

- Você se arrependeu de ter se casado comigo e não com Tomás?

A mulher para e pensa por alguns segundos. Apesar de tudo que Tomás havia feito por ela, a mulher ainda achava ele um homem muito agressivo, egoísta, entre outras coisas. E via que Levy não era daquele jeito, era mais calmo, mais solidário e corajoso

- Não, não me arrependi

- Saiba que... Se não quiser continuar casada comigo pode falar eu deixo você partir com seu tio na sexta

- Não quero ir embora, me perdoe por tudo

- Tudo bem

Eles se miram por alguns segundos antes de Maite depositar um selinho no homem.

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