Abraço em família

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Maite abria os olhos lentamente, a claridade do Sol a impedia de fazer o ato com rapidez. Suspirou aliviada quando conseguiu enxergar William e o filho a mirando esperançosos

- Graças a Deus - Disse o homem com as mãos erguidas em forma de agradecimento

- O que aconteceu? Vencemos?

- Claro que sim, você ainda tinha dúvidas? - Perguntou brincalhão

- Senti tanto medo de te perder mamãe - Disse rodeando os braçinhos por cima da mulher que ainda estava deitada

- Acordou a desmaiada - Chegou Cristopher sorrindo, fazendo Levy revirar levemente os olhos

-  Por que? Quanto tempo eu estou apagada?

- 10 dias

- O que?

- Você passou por altos e baixos Mai, inflamou onde a flecha pegou, você estava aparentemente com uma febre muito alta desde anteontem, sinceramente achamos que você não iria resistir - Contou William

- E a Cláudia? Cadê ela?

- Ela foi ferida - Disse Christopher cabisbaixo

- Não pode ser - Disse se sentando rapidamente, e gemendo de dor com ato, foi aparada rapidamente pelos dois homens

- Estamos aguardando ela reagir, ela foi ferida com uma espada no meio das costas, e... -  O mesmo não conseguiu terminar de falar, lágrimas escorriam pelo seu rosto, e as mãos de Maite sobre as suas o acariciando lhe davam um pouco de forças

- Vamos orar por ela Christopher, ela precisa se recuperar - Disse também entre lágrimas, Cláudia fora como uma mãe para ela

William percebendo que estava sobrando ali, tomou o filho pela mão e saíram, deixando Uckermann e Maite sentirem pela dor em comum que tinham.

- Por que saímos do quarto papai?

- Vamos deixar sua mãe e Uckermann um pouco sozinhos, não amamos Cláudia como eles, portanto não sentimos tanto como eles

William deixou o filho tomando banho e saiu para fora, as marcas da guerra ainda estavam ali, havia sangue por todos os lados, apesar das mulheres estarem limpando todos os dias. Seguiu para o cemitério do Reino, diversos túmulos mostravam a verdadeira consequência da guerra, que eram as mortes. Os corpos dos inimigos foram queimados depois de uma breve cerimônia religiosa, com todo respeito possível já que eles apenas cumpriam ordens.

- Perdemos muitos... - Disse Maite atrás de Levy

- O que faz aqui? Fique descansando lá na cama - Falou preocupado

- Não aguento mais, 10 dias deitadas precisava dar uma andada, mas meu coração dói com essa imagem

- Eu compreendo, é muito triste mesmo

- Até conseguirmos repor todos esses homens que foram mortos, levará tempo

- Sim, mas um dia vamos conseguir

- Pode relaxar, mandei Christopher  embora para ficar com Cláudia, não é justo mantê-lo aqui comigo boa se a mãe dele está muito mau

- E como você está com tudo essa situação?

- Triste claro, ela foi praticamente minha mãe, e eu a amo. Queria ir vê-la, mas o médico disse para eu  ser sensata, já que a viagem seria extremamente dolorosa, eu correria o risco de "cair" novamente

- Você lá ou aqui não irá fazê-la melhorar, o máximo que você pode fazer é orar

- E farei, com certeza

- Vamos entrar, Willou deve estar terminando o banho

Juntos, em silêncio voltaram para dentro, onde o menino já brincava com uma espada sem corte na sala

- Mamãe, papai o que acham dos meus golpes? - Disse fazendo movimentos com a pequena espada, todo concentrado

- Acho que você está cada vez melhor - Disse a mulher

- Você será o melhor guerreiro do mundo daqui alguns anos

- Vai demorar? - Perguntou com os olhinhos brilhando

- O tempo passa voando meu filho, quando menos esperar sua mãe e eu estaremos velhinhos, fracos, e você será grande, forte e ágil

- Mas não quero que vocês fiquem velhos e fracos - Disse cabisbaixo

- Mas essa é a lei da vida querido, não há nada que possamos fazer - Respondeu a morena

Willou não disse nada, simplesmente junta a mãe e o pai e os abraça, inicialmente Maite e William ficam meio envergonhados, mas cedem e juntos se abaixam ficando da altura do filho e dão um verdadeiro abraço em família.

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