Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

TPM

288 43 16
                                        

Estavam todos reunidos no quarto, quando Willou lentamente começou abrir os olhos. Maite sorriu emocionada abraçando Christopher que também sorria aliviado

- O que está acontecendo? - Perguntou se sentindo meio deslocado

- Você foi picado por uma cobra querido, e ficou entre a vida e a morte - Disse Maite segurando a mão do filho e depositando um beijinho na testa do mesmo

- Por que você foi para a floresta daquele jeito? - Perguntou Uckermann

Willou então recordou das coisas que aconteceram, e que o fizeram parar na floresta

-  Eu... Ouvi a conversa sua e de William

- Qual parte?

- Da que você é meu pai

Maite, William e Christopher se entreolharam. A morena estava morrendo de raiva, sabia que as discussões dos dois fariam o menino descobrir a verdade, e ela não queria que fosse daquele jeito

- Que? Claro que não você ouviu errado - Disse Christopher tentando enganar o menino

- William é sim seu pai - Falou a morena acabando com rodeios

-Por que me escondeu isso mamãe? - Perguntou com os olhinhos marejados

- Queria te proteger - Disse cabisbaixa

- Do meu próprio papai?

- Willou... Não culpe sua mãe, ela tinha motivos para não querer que você soubesse de mim. Eu fui um péssimo homem, mas estou arrependido e disposto a mudar, me perdoa? - Disse sincero e Willou fingiu pensar por alguns segundos

- Tá brincando? Eu sempre quis conhecer meu pai, claro que eu te perdôo - Disse sorrindo, e sendo abraçado por Levy que estava emocionado

Maite e Christopher olhavam aquela cena como se fosse o fim, a mulher saiu dali estressada e foi seguida por Uckermann. Acabaram indo parar na sala de espera.

- O que vai acontecer agora? - Perguntou o homem

- Eu não sei...

- Devíamos... Mata-lo

- Não vamos fazer isso, Willou nunca nos perdoaria

- Ele não precisa saber

- Mesmo assim, é uma crueldade com ele

- Então vamos aturar esse homem? Até ele decidir pegar o menino e o levar para viver com ele naquelas ruínas - Disse estressado

- William não seria tão idiota, ele sabe que fazendo isso eu teria um motivo para ataca-lo, e ele é esperto o bastante pra saber que eu consigo destruir o Reino dele em menos de 10 minutos

- Ele vai te causar muita dor de cabeça, e você sabe disso. Eu preciso voltar para meu império, fiquei muito tempo fora, tento fazer uma visita o quanto antes. Quer que eu deixe Cláudia aqui?

-Já sou bem grandinha Christopher, sua mãe não seria tão útil assim - Disse revirando os olhos

- É você tem razão, qualquer coisa me avise, que venho imediatamente, você sabe disso

- Eu sei, obrigada - Disse o abraçando

Uckermann então chamou sua mãe, e juntos voltaram para a "casa". Enquanto William tomava um banho, Maite seguiu para o quarto do filho

- Como se sente?

- Traído

- Willou, eu sou sua mãe. Jamais faria algo pensando em seu mal

- Eu tinha o direito de saber

- Você até tinha, mas Levy quem não tinha o direito de saber de você

- Seja lá o que ele tenha feito, foi contra você mamãe. Ele não iria querer meu mal

- Vou mandar preparem uma água para você tomar um banho, seu cheiro está péssimo - Disse autoritária - Ah! E você está de castigo, não pode sair de dentro desse Castelo pra nada, eu descobri por onde você fugiu, e o buraco já está tampado - Contou saindo do quarto

Maite se manteve dentro do quarto toda a tarde, estava impaciente com tudo, a tpm a pegou com tudo naquele dia, até o canto dos pássaros que ela adorava estava lhe dando nos nervos. Pela posição da Lua viu que a hora de jantar havia chegado. Então desceu, na sala de jantar não havia ninguém

- JÚLIA! - Gritou a criada

- Pois não senhora?

- Demorou por que? Vá buscar Willou para jantar

- Não quer que os servimos na cama?

- Se eu quisesse isso não teria te chamado para buscá-lo, se preciso mande algum guerreiro trazê-lo no colo, caso o pé dele esteja doendo

- Não há necessidades Júlia, cá estamos nós - Disse William chegando com o filho no colo, os dois estavam vestidos praticamente iguais, ambos com o cabelo molhado, e sorrindo. A semelhança dos dois fez Maite revirar os olhos

- Anda Júlia, sirva o jantar

William sentou Willou de um lado e ele do outro lado, já que Maite estava na ponta da mesa, como tinha de ser.

- Está estressada hoje Perroni? Devia estar pulando de alegria, seu filho está bem

- Óbvio que estou feliz por isso, mas também tenho o direito de não estar nos meus melhores dias - Disse nervosa

- Sempre tem um período do mês que a mamãe fica assim, irritada

- Um dia o papai aqui te conta um negócio muito maluco que acontece com as mulheres, uma vez por mês

Willou o mirou curioso, mas logo se distraiu quando a comida toda foi servida. Eles comeram enquanto ouviam Maite reclamar de tudo, segundo ela a sopa de veado estava aguada, o cordeiro estava mal assado, os pães de ervas estavam duros, e o suco de maçã muito forte. Os dois rapazes da mesa não diziam nada, eles estavam achando tudo maravilhoso, mas sabia que contrair Maite não seria algo bom naquele momento

- Vê se melhora essa comida amanhã - Disse as criadas que estavam todos ali em pé ouvindo as queixas da Rainha

- Perdão senhora - Se desculpou Rosa a cozinheira

- Não peça perdão, simplesmente melhore, será que é difícil entender isso?

- Entendemos tudo senhora

- Ótimo. Agora me levem mais toalhas, está descendo mais que o normal hoje

- Percebemos - Disse baixinho, porém não passou despercebido pela audição apurada de Maite

- Muito esperta você Júlia, achei que precisava de dinheiro para sustentar seus pais - Falou com um olhar assassino

- Preciso... Perdão

- Façam o que pedi

Maite seguiu para seu quarto, xingando todos os nomes possíveis. Pai e filho riram quando a mesma já havia sumido

- Sua mãe é louca

- Ouvi dizer que as mulheres ficam assim quando sangram, será que ela está machucada? - Perguntou preocupado

- Que bobeira querido - Disse sorrindo da inocência do filho - As mulheres sangram todo mês, e acontece para mostrar a elas que não estão grávidas

- E por onde sai esse sangue? - Perguntou curioso

- É... Não sei, e melhor nem descobrirmos - Disse enganando o pequeno

- Eu queria um irmãozinho - Falou  zangado

- Vou tentar convencer sua mãe a fazermos um pra você - Disse sorrindo

- Você vai procurar a sementinha para plantar no umbigo dela? - Perguntou com os olhinhos brilhando

- Vou procurar até embaixo das pedras se necessário - Disse se divertindo com a situação

- Eba - Comemorou batendo palminhas.

Reino NegroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora