Maite levantou mais tarde do que devia, olhou para a janela e viu que o Sol já estava no meio do céu. O Castelo estava em um silêncio agoniante, a mulher estranhou tudo aquilo.
- O que está acontecendo? - Perguntou Cláudia entrando preocupada no quarto de Maite
- Por que?
- Está tudo estranho demais, ninguém está trabalhando, nem as cozinheiras.
- Onde está o Laird?
- Sentado na sala de frente a fogueira... Como se estivesse conversando com forças de outro mundo - Disse estremecendo
- Não seja ridícula Cláudia, e acenda essas lamparinas
- Benta uma das criadas disse que não é para acender
- Que raios está acontecendo com William? Ele vai voltar ficar naquela fossa? - Disse saindo estressada do quarto em busca do marido, não achava justo depois de tudo que estava rolando entre eles o homem voltar a ser como era antes - Que porcaria é essa William? Acenda essas malditas luzes - Falou alterando a voz
- Fique quieta - Disse calmo, contemplando a fogueira sem mirar a mulher
- Fique quieta? Parece um demente, está fazendo o que olhando essa droga de fogo? Invocando Satanás?
- Saia daqui, é uma ordem
- Você acha que é quem?
- Querendo ou não Maite eu sou seu Laird, esse é meu Reino, e gostando ou não você me deve respeito. Mas quer saber não vou impor meu poder para te tirar daqui, vou ser educado coisa que você não é, e pedir por favor para que se retire, quero ficar sozinho
Maite o mirou por alguns segundos, antes de virar e sair. Chegou na cozinha, onde encontrou uma mulher de uns já 50 anos sentada a mesa orando
- Olá - Disse sentando na frente dela - Você deve ser a Benta
- Sou sim senhora, perdão por estar sentada, pode ficar e... - Disse se levantando rapidamente
- Não, por favor fique aqui comigo
- Mas senhora, eu sou uma criada
- Não me importo - Respondeu sorrindo
- Obrigada, eu estava aqui rezando pela falecida e o filho do Laird
- Ele te obrigou fazer isso?
- Jamais, todo ano no dia da morte deles faço minha oração, ela era muito boa comigo
- Hoje é a data da morte deles?
- Sim senhora, não sabia?
- É... Não - Disse abaixando a cabeça arrependida pelas coisas que disse a William
- A senhora não está com fome? Se estiver tenho certeza que o Laird não se importará que eu faça pelo menos um caldinho de legumes
- Muito obrigada Benta, mas estou sem fome, vou atrás de Levy, eu cometi um grande erro - Falou se levantando
- Creio que agora ele deve estar visitando a tumba deles, ele nesse dia faz as orações e súplicas frente à fogueira e depois vai até onde foram enterrados
- E onde é?
- No porão, lá tem um grande cemitério
- Obrigada Benta - Disse apertando levemente a mão da mulher em forma de agradecimento e saindo em seguida
Com o auxílio de um dos guerreiros Maite conseguiu chegar até a porta do porão
- Obrigada Justino - Agradeceu sorrindo ao guerreiro de mais ou menos uns 20 anos que havia lhe levado até lá
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Reino Negro
RomanceMaite Perroni perdeu os pais muito cedo, sozinha com apenas 8 anos foi morar no Reino do seu tio Leopoldo, o mesmo não queria ter ficado com a garota, mas foi obrigado. Hoje Maite já tem 19 anos, e Leopoldo quer se ver livre da sobrinha, como soluçã...
