Capítulo 16

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POV Izze

- Onde você vai? - Alec pergunta quando me direciono a porta.

Me viro e o encaro. Jace aparece logo depois descendo as escadas.

- Preciso que cuide de Damon até eu voltar... - Digo a Alec e encaro Jace - E você? - Falo a Jace - Vem comigo.

Eles não discutem e fazem exatamente o que digo.

Saio da mansão Salvatore e Jace não diz nada até que já estamos andando por alguns minutos.

Ouço ele suspirar.

- Sei que está indo atrás de Klaus... - Ele diz.

- Que bom - Continuo andando - Vou atrás dele até New Orleans se precisar.

Ouço Jace ri.

- Não vai precisar... Klaus está na cidade.

O olho incrédula e não sei bem se confio na palavra dele, mas resolvo arriscar.

- Me leve até lá.

Chegamos a uma grande casa.

- Pelo menos ele tem bom gosto - Digo me aproximando da porta.

Bato na porta algumas vezes até que alguém abre. Olho para a pessoa um tanto surpresa.

- Elena? - Pergunto com o cenho franzido.

Ela ri.

- Ah, não, não querida... Tente de novo...

Hum...

- Katherine Pierce... -

Ela sorri.

- Eu já ouvi falar de você... - Digo - A vampira vadia que só ama a si mesma.

Ela ri e finge pensar.

- Que estranho...  As pessoas costumam falar mal de mim.

Reviro os olhos.

- Onde Klaus está?

Katherine desfaz o sorriso.

- E quem é você exatamente?

- Izze...? - Ouço uma voz famíliar vir de trás da Katherine.

Sem esperar por convite. Entro na casa e vou de encontro ao dono daquela voz.

- Klaus...

Ele sorri.

- A que devo a honra dessa visita um tanto ilustre?

Ele me encara, mas eu não desvio o olhar.

- Preciso...

- Não veio atrás de Stefan, veio? - Ele pergunta me interrompendo.

Respiro fundo tentando não avançar em cima daquele híbrido.

- Você mandou Jace para me matar...

- E ele fez um péssimo trabalho, aparentemente.

Encaro Klaus.

- O fato é que ele deixou uma pequena lembrancinha lá na mansão Salvatore... - Klaus vira pra mim, prestando atenção em minhas palavras - Ele mordeu Damon... E eu...

- E você veio até aqui para pedir que eu lhe entregue a cura... Suponho - Novamente Klaus me interrompe.

Aceno que sim com a cabeça.

Ele se senta no sofá despreocupado.

- E por que eu faria isso?

Minha raiva cresce.

- Tenho certeza que em você não existe nada que possa ser relacionado a algum tipo de sentimento... Muito menos bondade...

Klaus sorri, parece que eu acabei de elogia-lo.

- No entanto, sei bem que mesmo depois de Stefan ter passado esse tempo com um ser desprezível como você, ele não esqueceu do seu irmão... - Ando pela sala - Se Stefan souber que Damon está a beira da morte, ele com certeza irá voltar pra casa e você pode esquecer qualquer plano maligno que tenha com ele.

Klaus pensa um pouco.

- Hum... - Ele desvia o olhar - Não é o bastante.

De repente, ele se levanta e em velocidade vampirica vem até a mim forçando meu pescoço para que eu o olhe nos olhos.

- Izabella... - Ele diz meu nome e analisa meu rosto cuidadosamente - A garota que conseguiu o amor dos dois Salvatores...

Franzo o cenho, mas não digo nada.

- O que eles viram em você? - Klaus faz uma pergunta retórica - Adoraria saber...

Ainda forçando meu pescoço, ele aproxima seu rosto do meu e tenta encostar nossos lábios.

Eu estou prestes a usar meus poderes nele, quando somos interrompidos.

- Irmão! O que estás fazendo?

Klaus sorri e se afasta de mim. Olho perto das escadas e vejo um homem, acho que um pouco mais velho do que Klaus. Ele veste um terno preto e sua postura é impecável.

- Elijah...

- Quem é essa jovem? - Elijah pergunta.

- Ninguém importante.. - Klaus da de ombros e se senta novamente no sofá - E também ela já está de saída.

O que?

Me aproximo de Klaus.

- Não! - Aumento meu tom de voz - Eu não saiu daqui sem a maldita cura!

Klaus sorri.

- Eu admiraria sua coragem se não fosse uma completa estupidez.

Meus olhos se enchem de lágrimas.

- Klaus... - Me ajoelho perante ele - Por favor... Eu faço qualquer coisa...

Klaus nem presta atenção em mim. Parece pensar em algo bem distante, até que se repente, volta a si.

- Talvez seja por que você é humana... - Ele diz de repente.

Franzo o cenho.

- O que?

O sorriso em seu rosto mostra o quanto ele está se divertindo com a minha confusão.

- Está mesmo disposta a qualquer coisa? - Ele pergunta.

- Sim... - Respondo mesmo incerta.

Klaus dá um sorriso de lado.

- Beba isso - Ele me entrega um copo com sangue.

Olho para ele sem entender.

- O que vai fazer com a garota, Niklaus? - Elijah se aproxima do irmão.

- Fique quieto, Elijah... Se não gostar, a porta está aberta.

Elijah se enrijece, mas permanece no lugar.

Klaus volta sua atenção para mim.

- Apenas beba.

Mesmo incerta, pego o copo e começo a beber o sangue que está ali.

Grr que gosto horrível...

Quando acabo. Klaus de repente vem até a mim e quebra meu pescoço.

Damon Salvatore Onde histórias criam vida. Descubra agora