Capítulo 57

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POV Klaus

Meus olhos ficam embaçados por conta das lágrimas que insistem em vir, mas eu não me importo. O cheiro de Izze, seu corpo, sua pele... É indescritível o alívio que estou sentindo por tê-la de novo.

Ainda estamos abraçados, quando Elijah puxa o braço dela delicadamente para que ela me solte. No entanto, eu não permito e a seguro pela cintura ainda junto a mim, mas Elijah não solta seu braço.

- Você precisa ir... - Ele diz a ela que nega com a cabeça.

O encaro. Estou prestes a dizer algo, mas sou interrompido pela entrada de alguém. Quando olho para ver quem é, vejo Esther. Nossa mãe.

Elijah respira fundo, a olhando e se coloca a frente de Izze como proteção.

Não sabemos o que podemos esperar dessa mulher e eu digo que nunca é coisa boa.

Desvio meu olhar do dela quando ela se aproxima de mim.

- Olhe para mim. - Ela pede, mas eu a ignoro - Olhe para mim, Niklaus!

Mesmo contra a minha vontade, levanto meus olhos para ela e ela me olha de forma profunda.

- Você deve imaginar por que eu estou aqui.

Aceno levemente com a cabeça meio que não querendo acreditar ou aceitar.

- Você veio me matar. - Digo com dificuldade para aceitar isso.

Izze olha pra mim e franze o cenho, seus olhos assim como os meus estão marejados.

- O que? - É nítida a surpresa no tom de voz de Izze. Ela me olha sem entender, mas eu evito olhar me seus olhos e mantenho a cabeça baixa, me sentindo derrotado. - Não...

Respiro fundo e a aperto ainda mais sua cintura pressionando seu corpo contra mim, enquanto Elijah segura sua mão e a aperta como consolo.

- Eu não vou te matar... - Esther diz sorrindo - Você é meu filho! Eu jamais faria isso...

Arqueiro a sobrancelha confuso.

- Então, por que está aqui?

- Eu quero juntar a minha família.

°°°

Após Esther dizer algumas coisas e repreender meus irmãos por terem tentado me matar, eu pego o braço de Izze e a puxo para fora.

Ao sair da casa, olho ao redor para ver se não tem ninguém.

Meu coração acelera ao constatar que estamos sozinhos e não consigo esconder os meus sentimentos.

- Como...? - Digo com dificuldade colocando minhas mãos em seu rosto - Como você está aqui?

Izze sorri e segura meus braços.

- Eu não sei... - Ela diz incerta - Stefan, ele planejou...

- Eu vou mata-lo! - A interrompo.

No entanto, Izze ri e coloca sua mão em meu rosto.

- Ele só estava querendo me ajudar. - A olho sem entender e ela continua - Ele pensou que você tinha me hipnotizado ou algo do tipo... Assim como você fez com ele.

- Ele queria que você fosse livre. - Digo entendendo o que ela quis dizer.

Izze acena que sim com a cabeça.

Damon Salvatore Onde histórias criam vida. Descubra agora