Sakura Haruno: Uma garota determinada, que apesar de ter sofrido muito no passado nunca abaixou sua cabeça ou deixou alguém desmerece-lá...
Levi Ackerman: Um dos CEO's mais importante do mundo, frio, conservador e totalmente obcecado por limpeza...
...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Sentada em minha cama, esfreguei os olhos e peguei o celular: seis da manhã. O dia se anunciava exaustivo e, pela terceira noite consecutiva, o sono me havia negado o repouso. Minha tia recomendara um medicamento para insônia, mas eu me recusava terminantemente a desenvolver dependência de tais substâncias. Talvez a infusão de ervas que minha mãe me ensinou fosse a solução; tentaria mais tarde.
Reunindo uma dose de determinação, levantei-me e dirigi-me ao banheiro. Detive-me diante do espelho e encarei meu reflexo abatido, com olheiras proeminentes. Suspirei, observando meus cabelos rosados, que quase alcançavam o meio das costas. Era evidente que a hora de cortá-los havia chegado. Desde a infância, a cor dos meus cabelos e a marca em losango no centro da testa foram motivo de questionamento. Meu pai, mais tarde, explicou tratar-se de uma anomalia genética na pigmentação, herdada de minha avó paterna.
Não cheguei a conhecê-los, pois ambos faleceram antes do meu nascimento. Somente aos sete anos conheci meus avós maternos, os Senju. Eram pessoas notoriamente ocupadas com suas empresas, que, embora não estivessem no topo do ranking de Tóquio, possuíam um nome respeitável. Após a abertura de uma filial na capital, eles se estabeleceram ali, e pude desfrutar de seu afeto. Foi então que compreendi a singularidade da minha marca de nascença: uma característica herdada por quase todas as mulheres Senju, um emblema da família. A Vovó Mito e a Tia Tsunade a possuíam; minha mãe foi uma rara exceção. Quer gostasse ou não, eu a herdei.
Muitas vezes considerei tingir os cabelos e dissimular a marca, mas meus pais sempre me dissuadiram, afirmando que era o meu maior charme. A decisão final, contudo, veio após uma conversa séria com meus avós, que me incentivaram a ter orgulho de minhas heranças, e, claro, após uma ameaça de Tia Tsunade, que prometeu me "partir em duas" se eu alterasse minha aparência. Para ser sincera, minha tia, apesar de carinhosa, é intimidante quando irritada; apanhar dela era o mesmo que flertar com o fim. Entendo bem o que Naruto dizia sobre minhas mãos pesadas.
Encarei o espelho uma última vez, respirei fundo e abri a gaveta lateral do armário, retirando uma tesoura. Penteei os cabelos para trás, prendi o elástico na altura desejada e realizei um corte em bico perfeito, na altura dos ombros. Nunca precisei ir a um salão; a autossuficiência sempre foi minha aliada, o que resultava em menos despesas.
Após limpar os fios da pia e descartar a parte cortada, prendi o cabelo em um rabo de cavalo. Despi o pijama (uma t-shirt da Nirvana três vezes maior que meu tamanho) e entrei sob a água fria. A sensação da água gelada na pele era revigorante, como se o cansaço escoasse pelo ralo. Concluídas minhas higienes, enrolei-me na toalha e segui para o guarda-roupa, onde o preto dominava absoluto. Selecionei uma calça jeans preta com rasgos nos joelhos, uma blusa de manga comprida da mesma cor e um camisetão cinza. Calcei meu All Star vermelho de cano médio. Soltei o cabelo e o ajeitei. Não sendo adepta de maquiagem, apliquei apenas rímel, ignorando as olheiras. Peguei a mochila que havia organizado na noite anterior e desci para a cozinha.