Capítulo 11

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​Acordei antes do despertador com uma dor de cabeça forte

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​Acordei antes do despertador com uma dor de cabeça forte. Demorei um pouco na cama até o alarme tocar e, depois de desligá-lo, fiquei mais alguns minutos enrolada no cobertor. Quando finalmente tomei coragem, levantei e segui lentamente para o banheiro, tomando um banho frio para ver se aliviava a dor.

​Fiz minha higiene matinal e voltei para o quarto, pegando uma calça cargo jeans e uma camiseta de mangas compridas do Led Zeppelin. Coloquei meu All Star preto, peguei minha mochila e desci para a cozinha.

​Após passar o café, bebi um gole generoso. Estava sem fome, então decidi não comer nada, apenas virei o restante do líquido na garrafa térmica, guardei-a na mochila e segui para a faculdade.
​Ao me aproximar do estacionamento, vi o pessoal já reunido perto do carro de Mikasa. Estacionei ao lado deles, aproveitando a vaga vazia, desci da moto e os cumprimentei.

​— Sasageyo — falei, um pouco desanimada, mas sem esquecer do nosso cumprimento oficial.

​— Sasageyo, Saky — responderam em uníssono.

​— Saky, está tudo bem? — Historia perguntou, com uma feição preocupada, assim como todos os outros.

​— Está sim, estou só com dor de cabeça — falei, massageando as têmporas. — Vocês se importam se formos para a sala? — perguntei, e eles assentiram, acompanhando-me para a entrada da Universidade. — A gente se vê no intervalo — falei, e eles concordaram.

​— Qualquer coisa, ligue, que a gente vem correndo — Connie disse, e todos concordaram. Senti meu coração aquecido com aquela demonstração de carinho. É incrível como criamos um laço tão forte em tão pouco tempo de amizade.

​Fomos as primeiras a chegar na sala. Faltavam uns vinte minutos ainda para o sinal. Apenas joguei minha mochila na carteira e me debrucei sobre ela, baixando a cabeça.

​— Saky, você tomou algum remédio? — Mikasa perguntou, preocupada, e eu neguei. — Eu tenho aqui, você quer? — Ela perguntou, e eu neguei novamente.

— Mas se você não tomar, a dor não vai passar — disse, agora mais séria.

​— Eu não gosto de tomar essas coisas, Mika. A dor vai passar, só preciso fechar os olhos um pouco — falei, e ela concordou, a contragosto. Voltei a deitar a cabeça sobre a mesa, mas antes de fechar os olhos, pedi a Annie que me chamasse assim que a professora chegasse, caso eu dormisse.

​Não sei exatamente em qual aula estávamos, só sei que, neste exato momento, a professora Anko estava agachada na minha frente, me chamando.
​— Sakura, você está bem? — Ela perguntou, baixinho, para não chamar a atenção dos outros alunos.
​— Estou sim, professora. Desculpe dormir na sua aula — falei, um pouco envergonhada.
​— Tem certeza? — Ela perguntou, desconfiada, e eu apenas confirmei. — Tudo bem, então. Peça a Mikasa ou a Annie para te passarem as anotações e as atividades. Se você está melhor, isso é o que importa — Eu apenas concordei com a cabeça, e ela seguiu para a mesa dela.

𝐔𝐍𝐅𝐎𝐑𝐄𝐒𝐄𝐄𝐍 𝐏𝐀𝐒𝐒𝐈𝐎𝐍, 𝗟𝗲𝘃𝗶𝘀𝗮𝗸𝘂Onde histórias criam vida. Descubra agora