Capítulo 3

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​— Você realmente acreditou que Sasuke a amava? — Perguntou Ino, com escárnio, enquanto abraçava a cintura de Sasuke

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​— Você realmente acreditou que Sasuke a amava? — Perguntou Ino, com escárnio, enquanto abraçava a cintura de Sasuke. — Você não passava de uma aposta, um mero brinquedo que Sasuke descartaria assim que vencesse.

​Um nó se formou em minha garganta, e a vontade de chorar era iminente.

Respirei fundo para não ceder às lágrimas. Observei a cena com repulsa, as pessoas cochichando, rindo e apontando para mim. Para culminar, Ino e Sasuke se beijavam à minha frente, como se eu fosse invisível. Reuni o pouco de dignidade que me restava e me afastei.

Ao fundo, ouvi chamarem meu nome.

​— Sakura — a voz de Naruto se fez presente, mas, ao me virar para encará-lo, ele se tornava cada vez mais distante, assim como sua voz...

​Acordei assustada com o toque insistente do telefone. Tentei tatear o criado-mudo em busca do aparelho. Assim que o encontrei, abri minimamente os olhos, acostumando-me à claridade. O visor mostrava um número desconhecido. Bufei, irritada. Quem seria o inconveniente a me ligar às cinco da manhã?

​— Alô — respondi, com rispidez.

​— Oi, Saky, eu a acordei? — perguntou uma voz desconhecida do outro lado da linha.

​— Quem é? — Eu não conseguia reconhecer a voz, talvez por estar grogue de sono.

​— Sou eu, Saky, Mikasa! — Aquilo foi uma surpresa. Eu a ouviria primeiro e a censuraria depois; eram quinze para as seis, e ela me ligava a uma hora imprópria.

​— Ah, oi, Mika. Respondendo à sua pergunta, sim, você me acordou — respondi, com amargura. — Aconteceu algo?

​— Me perdoe, Saky, mas eu não conseguia mais esperar para falar com você. Sim, aconteceu, e é uma excelente notícia: consegui convencer Levi a contratá-la — disse, animada.
​Pulei da cama, incrédula.

​— É sério? — perguntei, eufórica. — E quando eu começo? — A essa altura, eu já não me importava por ter sido acordada tão cedo.

​— Então, ele solicitou que você compareça ao escritório dele hoje, após o término das aulas, para uma avaliação, uma espécie de entrevista, para verificar se você é adequada para a vaga. Mas relaxe, tenho certeza de que ela é sua — disse, confiante. Fiquei um tanto apreensiva com a entrevista, mas logo me recompus. Afinal, era apenas uma entrevista; o que de pior poderia acontecer?

​— Eu nem sei como lhe agradecer, Mika. Você terá minha gratidão eterna.

​— Imagine, Saky. Amigos servem para isso. Saky, preciso desligar agora. Liguei apenas para lhe dar a notícia, estava muito ansiosa para contar. Quanto ao endereço, não se preocupe, pois eu a acompanharei até a empresa. Faz um tempo que não vou lá, então aproveitarei para fazer uma visita.

𝐔𝐍𝐅𝐎𝐑𝐄𝐒𝐄𝐄𝐍 𝐏𝐀𝐒𝐒𝐈𝐎𝐍, 𝗟𝗲𝘃𝗶𝘀𝗮𝗸𝘂Onde histórias criam vida. Descubra agora