Capítulo 5

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Fiquei perplexo

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Fiquei perplexo. Essa é a palavra. Ninguém jamais havia falado comigo daquela forma, ou melhor, nunca tiveram coragem suficiente, até o surgimento daquela baixinha atrevida. Tudo bem que sou baixo, mas ela é realmente pequena; o que lhe falta em altura, sobra em coragem.

​Quando Mikasa disse que uma amiga tentaria a vaga, imaginei que seria alguém da idade dela ou até mais velha. Mas, poxa, aquela garota parecia ter uns quinze anos. Julguei errado? Sim, mas quem não julgaria, ainda mais com aquele cabelo rosa. Ela era muito bonita, isso não posso negar, mas incrivelmente ousada. O jeito que ela me tratou, como se eu fosse qualquer um, me pegou de surpresa. No início, não demonstrei, mas quando ela me chamou de "baixinho de merda", confesso que senti o golpe.

​Eu sabia que tinha uma reputação difícil com os ex-funcionários, mas ninguém ousou me dizer um "a" na cara. E essa garota simplesmente verbalizou tudo o que eles pensavam sem pestanejar, reagindo com total indiferença quando falei em processá-la. Quando eu ia responder, ela simplesmente me ignorou e foi embora.

​— O que... foi isso? — perguntou Mikasa, entrando na sala com uma folha nas mãos. Decidi fingir que nada me abalou.

​— Digo o que foi: você me fez desmarcar uma reunião importante com os Senjus só para eu ouvir insultos de uma garota petulante e atrevida — retruquei, fingindo desinteresse, num tom de poucos amigos.

​— Se você não tivesse falado aquelas coisas, ela não teria sido "petulante e atrevida" e não teria dito umas verdades na sua cara — fez aspas com os dedos e cruzou os braços.

​— Verdade, nada! Eu não sou mimado — falei, irritado.

​— Isso eu sei que você não é, reconheço seus esforços. Mas, no restante, ela está certa, Levi. Você não podia ter falado daquele jeito.

​— Tsc. Não tenho culpa se ela parece uma criança — Sentei-me novamente na cadeira.

​— Claro que não — ironizou. — E por isso se achou no direito de falar a primeira coisa que veio à sua cabeça — revirou os olhos.

​— Vai me dizer que não pensou a mesma coisa quando a conheceu? — Lancei um olhar desafiador.

​— Não vou negar, pensei, sim, mas não fui idiota como você. Essa era a sua única chance, e você a estragou por causa da sua boca grande. E mesmo que você pedisse desculpas, ela não aceitaria. Ela é orgulhosa igual a você — disse, brava.

​— Sem drama, Mika. Podemos conseguir um funcionário qualificado por meio de uma agência — falei, já de saco cheio do assunto.

​— Claro — revirou os olhos. — Nós conseguiríamos — deu ênfase — se você não tivesse a fama que tem — bufou.

​— Não exagere, Mikasa — revirei os olhos.

​— Exagero, Levi? Trocamos de funcionários como trocamos de roupa, e a culpa é sempre sua — Apontou o dedo para mim.

𝐔𝐍𝐅𝐎𝐑𝐄𝐒𝐄𝐄𝐍 𝐏𝐀𝐒𝐒𝐈𝐎𝐍, 𝗟𝗲𝘃𝗶𝘀𝗮𝗸𝘂Onde histórias criam vida. Descubra agora