Sakura Haruno: Uma garota determinada, que apesar de ter sofrido muito no passado nunca abaixou sua cabeça ou deixou alguém desmerece-lá...
Levi Ackerman: Um dos CEO's mais importante do mundo, frio, conservador e totalmente obcecado por limpeza...
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— Oi, Saky — Mikasa me cumprimentou com um sorriso. Fiquei perplexa. O que ela estava fazendo ali? E como descobriu meu endereço?
— Ah, oi, Mika. O que te traz aqui? — perguntei.
— Eu queria conversar com você — respondeu, com um sorrisinho um pouco tenso.
— Certo, entre — Dei passagem para ela. Ela entrou, observando a sala, e eu a guiei até o sofá. — Como conseguiu meu endereço? Não me lembro de ter te passado.
— Sua casa é bem bonita, Saky — falou, animada. — Eu consegui pelo seu currículo. Você o esqueceu no escritório — explicou, sentando-se.
— Entendi. Obrigada. Então, sobre o que queria conversar? — perguntei, curiosa.
— Então — começou, mexendo os dedos — o Levi me ligou há pouco e disse que estava disposto a te dar uma segunda chance — Deu um sorriso amarelo. Fiquei surpresa e irritada ao mesmo tempo.
— Mikasa — suspirei. — Eu agradeço, de verdade, mas dispenso. Seu irmão é um indivíduo mimado, mal-educado e grosso — declarei, com desdém.
— Saky — fez uma pausa, olhando-me nos olhos. — O Levi pode ser tudo, mas mimado ele não é. Ele sempre batalhou para conseguir o que tem e nunca aceitou nada fácil dos nossos pais. Isso, aliás, é algo que vocês têm em comum.
Olha, eu sei que o começo foi caótico, mas o Levi é uma ótima pessoa, ele só devia estar em um dia ruim — argumentou. Por um instante, pensei se tinha sido muito dura, mas logo afastei a ideia. Ele mereceu.
— Olha, Mika, me desculpa se interpretei mal o seu irmão, mas minha decisão já está tomada — Olhei-a com seriedade.
— Ah, Saky, qual é? — Sua voz subiu de tom, quase desesperada. — Você devia deixar esse orgulho de lado. Até o Levi cedeu um pouco. Você precisa de um emprego, não precisa? — Afirmei com a cabeça. — Então, o que te impede de aceitar? Recusar só vai complicar as coisas para você e, de quebra, vai dar a ele a satisfação de que te intimidou. Se eu fosse você, não daria esse gostinho a ele — Ela deu um sorriso malicioso.
Comecei a ponderar. Se eu recusasse, poderia demorar para aparecer outra oportunidade, e minhas economias logo acabariam. Além disso, eu tinha as despesas da faculdade (os materiais eram minha responsabilidade). E meu orgulho definitivamente não daria a vitória para aquele idiota. Mas se eu aceitasse, teria que aturá-lo. Que decisão difícil! Pensei mais um pouco, suspirei e decidi.
— Ok, você venceu, eu aceito — disse, levantando os braços em rendição.
— Isso! — gritou, pulando em cima de mim. — Vou avisar ele! — começou a digitar no celular.
— Mas já vou avisando, qualquer gracinha ou falta de respeito dele, eu o jogo pela janela e digo que ele tentou suicídio — cruzei os braços, e ela começou a gargalhar.