Sakura Haruno: Uma garota determinada, que apesar de ter sofrido muito no passado nunca abaixou sua cabeça ou deixou alguém desmerece-lá...
Levi Ackerman: Um dos CEO's mais importante do mundo, frio, conservador e totalmente obcecado por limpeza...
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Confesso que minha consciência estava um pouco incomodada pelo ocorrido de ontem, mas é claro que não admitirei isso em voz alta. Posso ter errado ao causar um transtorno com a "cabelo rosa" e sua família, mas também não é como se fosse o fim do mundo. Toda família tem seus problemas, e eles sempre acabam sendo resolvidos, o que não seria diferente com eles, ainda mais se tratando dos Senjus.
Senju...
Eu me pergunto desde ontem como ela conseguiu esconder sua verdadeira origem e o motivo disso. Essa questão estava martelando em minha mente.
Enquanto Erwin não me entregar o relatório completo, não vou sossegar. Ele costuma ser bem rápido; não sei por que está demorando tanto desta vez. Muitas perguntas me assombravam: Por que ela se "escondia"? Como meu pai a conhecia? Por que a família dela era tão protetora, principalmente o Tobirama?
Todos esses porquês só seriam respondidos quando Erwin aparecesse. Aposto que aquele vagabundo encheu a cara e se esqueceu do que eu pedi.
Resolvi esperar pacientemente (ou pelo menos tentar) por notícias de Erwin enquanto resolvia a papelada final da sociedade com os Senjus. Estava terminando o último documento quando alguém deu três toques na porta. Dei permissão para entrar, e meu pai adentrou o escritório.
— Oi, filho, sua mãe está te chamando para o almoço — ele disse, parando em frente à mesa e observando a pilha de papel ao meu lado.
— Já vou, só estou finalizando a papelada da sociedade — respondi, sem olhá-lo. — A mamãe vai sair hoje? — perguntei, imaginando a resposta, já que eram os últimos dias deles em Tóquio.
— Sim — ele murmurou. — Ela e a Mikasa combinaram de passar a tarde juntas no Spa, a "tarde das meninas" — ele piscou. — Você sabe como é! — Dei uma risada nasalada, concordando e colocando a última folha na pilha.
— Acho melhor eu me apressar, então, antes que a Dona Kuchel comece um discurso dramático de que eu não dou atenção a ela — Levantei-me, alongando-me um pouco e ouvindo meus ossos estalarem.
— Você sabe que o principal motivo de ela ainda estar esperando você para almoçar é porque você vai levar uma bronca daquelas, não sabe? — ele disse, rindo. Xinguem internamente. Foi uma burrice achar que sairia ileso de ontem, ainda mais depois de ela dizer aquele "em casa a gente conversa".
No auge dos meus vinte e oito anos, eu estava prestes a receber uma boa lição de moral da minha amada mãe. Meu pai assistiria tudo de camarote, pois ele também não gostou da minha atitude, mas, diferente da minha mãe, ele não falaria nada, justamente porque ele sabia que minha mãe sempre me corrigiria, da melhor ou da pior forma.