Capítulo 13

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O dia estava corrido

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O dia estava corrido. Tive que sair com meu pai para resolver alguns assuntos e ainda teríamos o jantar de negócios com a família Senju à noite. Minha mãe tinha ido a um Spa, então seríamos somente eu e ele.

​— O que está achando da Sakura? — ele perguntou de repente.

​— Por que a pergunta tão repentina? — eu o respondi com outra pergunta, desconfiado.

​— Nada, só curiosidade. Normalmente, as pessoas que você contrata não duram uma semana — Ele deu de ombros.

​— Por incrível que pareça, aquela petulante sabe trabalhar — respondi seco. Acho que fiz uma careta, pois ele deu uma risada fraca.

​— Cuidado, filho. Essa petulante ainda pode te causar muitas surpresas — ele disse, e eu fiquei confuso.

​— O que quer dizer com isso? — perguntei.

​— Nada, filho. Vamos, temos muitas coisas para resolver em tão pouco tempo — Ele respondeu, mudando de assunto e entrando na empresa.

​Eram cinco horas quando saímos da empresa. Tivemos uma longa reunião com os funcionários, Hange e Erwin, onde meu pai decidiu que, a partir de hoje, eu definitivamente trabalharia somente em casa e iria à empresa apenas quando necessário. Erwin e Zoe ficariam responsáveis por tudo agora, e eu apenas os auxiliaria de longe. Eu fui contra, claro. Não por não confiar neles para o serviço, mas porque não sei se vou conseguir me adaptar à rotina de ficar o dia inteiro dentro de casa. Mas, infelizmente, terei que acatar as ordens do velho. Segundo ele, já estava passando da hora de me casar e formar uma família, e se eu continuasse só a trabalho, não conseguiria nunca. Eu não estava preocupado com isso, me casar nunca foi uma prioridade, mas, por enquanto, irei ceder às suas vontades.
​Fomos o mais rápido possível para casa.

O jantar seria às oito, mas meu pai já tinha combinado com o Sr. Hashirama que chegaria mais cedo para poder pôr os assuntos em dia com o velho amigo.
​Ao chegar, fui direto tomar um banho. Assim que saí do banheiro, meu smoking já estava em cima da cama. O vesti rapidamente, ajustando-o, e fiz o nó na gravata borboleta preta. Penteei meu cabelo para trás e, após fazer o necessário, desci, já encontrando meus pais na sala. Minha mãe estava elegante em um vestido longo salmão. Meu pai estava exatamente igual a mim, exceto pela gravata vermelha.

​— Vamos? — perguntei.

​— Ainda falta a Mikasa — minha mãe disse calmamente.

​— Tsc — estalei a língua, impaciente.

​— Pronto, estou aqui. Não precisa ter seu ataque de chilique, Rivalle — Mikasa surgiu nas escadas, ainda colocando os saltos vermelhos no pé, e eu revirei os olhos.

​— Se você sabe que vai demorar tanto para ficar pronta, por que não se arruma mais cedo? — perguntei, tentando manter a calma.

​— Então, como estou? — ela perguntou, girando seu vestido vinho e ignorando totalmente minha pergunta.

​— Linda, minha filha. Agora vamos, porque tenho muito a conversar com meu velho amigo — meu pai disse, entusiasmado.

​— Velhos — ela murmurou baixinho do meu lado.

​— Quando tiver a minha idade, entenderá, meu anjo — meu pai disse com humor enquanto íamos para a garagem. Assim que todos estavam no carro, meu pai saiu rumo à mansão dos Senju.

​Ao chegarmos, fomos recebidos pelo próprio Sr. Hashirama e sua esposa. Ela ficou bem surpresa ao nos ver. O Sr. Tobirama também já havia chegado, assim como Erwin e Hange. E, para minha surpresa, Kakashi também estava lá. Não sabia que ele era da família.
Meus pais logo iniciaram uma conversa animada com os Senju, e eu e Mikasa ficamos de lado, junto a Erwin e Hange, até Kakashi aparecer e puxar assunto conosco.

​— Olhe, confesso que fiquei surpreso quando vi vocês passando por aquela porta — ele disse, bebericando seu uísque.

​— Faço das suas palavras as minhas. Não sabia que você era um Senju — comentei.

​— E eu não sou — Ele deu de ombros. — Meus pais eram amigos da família Senju, então eu acabei me tornando da família, ainda mais depois que fiz amizade com a neta do vovô Hashirama — ele disse por fim. Eu fiquei um pouco curioso sobre essa garota.

​— Não sabia que eles tinham netos. Nunca vi nada sobre nas colunas sociais, e ela não deveria estar aqui, já que é um jantar em família — Mikasa, inconveniente como sempre, comentou.

​— Eles têm, mas é só uma. O fato de vocês não saberem da existência dela é que ela não gosta de holofotes. E sim, ela deveria e está aqui. A tia Tsuna está a ajudando a se arrumar. Já já elas descem — Ele disse, estranhamente animado.

​— Como você acha que ela é? — Mikasa sussurrou ao meu lado.

​— Sei lá — Dei de ombros.

​— Bem intensa, eu diria — Kakashi comentou do nosso lado, dando um sorriso leve.

​Ficamos mais alguns minutos jogando conversa fora. Mikasa e Hange logo voltaram com taças de champanhe. Logo em seguida, fomos interrompidos por tilintares na taça, feitos pelo Sr. Tobirama.

​— Bom, estamos aqui reunidos para comemorar o sucesso da nossa parceria — Ele disse, animado. — E eu queria aproveitar essa ocasião para lhes apresentar uma pessoa muito especial para nós. Acho que vocês não sabem, mas meus pais têm uma neta, minha sobrinha, afilhada e única herdeira Senju. E hoje vocês vão ter a honra de conhecê-la pela primeira vez — Ele disse, o que era bem estranho de se ver.
— Tsuna! — ele chamou, e logo em seguida, uma loira apareceu no início da escada.

​Alguns segundos depois, ela fez sinal para alguém que estava fora do nosso alcance visual, e a cena a seguir foi um tanto inusitada. Tão inusitada que Mikasa cuspiu o champanhe que estava tomando.

​Nem em um milhão de anos eu poderia acreditar que ela era a única herdeira Senju. Ela estava de braços dados com um homem de cabelos longos e brancos, parecia um pouco nervosa e perdida. Mas quando nossos olhares se cruzaram, sua feição mudou para surpresa.

Acredito que ficou tão surpresa que até perdeu o equilíbrio dos saltos que usava; se não fosse pelo homem ao seu lado, com certeza teria caído escada abaixo.
​Mikasa ainda estava embasbacada, e Kakashi tinha um sorriso estampado na cara. Olhei ao redor e pude ver Hange, vermelha de tanto tentar segurar a risada, e Erwin com cara de bobo, sem entender nada. Minha mãe parecia tão confusa quanto nós, mas meu pai tinha um sorriso estranhamente satisfeito na face, o que me intrigou. Ele sabia de algo, e eu iria descobrir.

𝐔𝐍𝐅𝐎𝐑𝐄𝐒𝐄𝐄𝐍 𝐏𝐀𝐒𝐒𝐈𝐎𝐍, 𝗟𝗲𝘃𝗶𝘀𝗮𝗸𝘂Onde histórias criam vida. Descubra agora