Capítulo 8

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​Acordei no meio da noite um tanto desnorteada

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​Acordei no meio da noite um tanto desnorteada. Peguei o telefone e olhei o visor: quatro e quinze da manhã. Que chatice essa insônia! Desde a perda dos meus pais, ela se instalou na minha vida, e quando ataca, passo o dia inteiro com um mau humor terrível. Hoje não vai ser diferente, e é melhor o Levi não fazer nenhuma gracinha, porque eu estou no limite.

​Saí da cama e fui para o banheiro. Tirei a roupa e entrei no chuveiro de água fria. Me arrepiei um pouco com o contato da água gelada na pele. Lavei o cabelo, deixei na hidratação enquanto me ensaboava, enxaguei bem e retirei o excesso de água, enrolando-o na toalha. Escovei os dentes e voltei para o quarto.
​Vesti uma calça tactel preta e uma camiseta da mesma cor. Essa era minha roupa escolhida, já que depois da faculdade eu iria trabalhar. Era ideal para a faxina, por ser leve e folgada — adoro roupas largas. Às vezes eu seguia meu "famoso estilo indie", como a Mikasa diz, e levava outra muda para trocar, mas ir já com a roupa certa me fazia ganhar tempo.

​Tirei a toalha do cabelo e o desembaracei. Calcei meu All Star, peguei a mochila e o celular, e segui para a cozinha. Ainda eram quatro e cinquenta, ou seja, tempo de sobra.

Preparei um café, coloquei uma boa quantidade na minha xícara e o restante na garrafa térmica. Comi umas torradas e lavei a louça que sujei. Peguei o celular e sentei no sofá, aguardando a hora de ir.

​Ainda bem que a casa estava limpa; se não, eu teria um impulso de limpeza e acabaria faxinando tudo para passar o tempo. Abri o WhatsApp e vi algumas mensagens do pessoal no grupo e da minha tia, avisando que passaria aqui mais tarde com o vovô porque tinha um presente para mim. Estranhei, mas deixei para lá. Tia Tsunade é totalmente imprevisível, então não era motivo de surpresa.

​Entrei no Instagram para checar as solicitações para seguir e meu privado.

Eu não gostava que as pessoas bisbilhotassem minha vida, e como todos me conheciam como Haruno, eu usava o nome Senju, pois era mais difícil de acharem minhas redes. Pelo menos era o que eu pensava, até ver mais de 10.000 solicitações, que ignorei completamente. Eu não sou de postar fotos e não gosto de atenção; prefiro ver as publicações das minhas bandas favoritas e as páginas de anime que eu sigo. É para isso que uso as redes sociais — nem tenho Facebook, nem interesse.

​Ao rolar alguns nomes, levei um pequeno susto: Itachi Uchiha. O irmão mais velho do Sasuke tinha pedido para me seguir. Cliquei no perfil dele. Ele era bem famoso, com poucas fotos, apenas algumas dele e outras com amigos e família. Saí do perfil e ignorei o pedido. Não aceitaria de jeito nenhum. Vai saber se ele está tramando algo. Aprendi a ser cautelosa com Uchiha. Continuei no celular até dar a hora de sair. Quando o relógio marcou seis e dez, tranquei a casa, peguei minha moto e segui em direção à faculdade.

​Chegando à faculdade, estacionei a moto e fui andando calmamente com as mãos nos bolsos até onde o pessoal estava, com as meninas aparentemente no meio de uma discussão.

𝐔𝐍𝐅𝐎𝐑𝐄𝐒𝐄𝐄𝐍 𝐏𝐀𝐒𝐒𝐈𝐎𝐍, 𝗟𝗲𝘃𝗶𝘀𝗮𝗸𝘂Onde histórias criam vida. Descubra agora