Sakura Haruno: Uma garota determinada, que apesar de ter sofrido muito no passado nunca abaixou sua cabeça ou deixou alguém desmerece-lá...
Levi Ackerman: Um dos CEO's mais importante do mundo, frio, conservador e totalmente obcecado por limpeza...
...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Não pude deixar de rir internamente com o desfecho daquela cena: Levi Ackerman, pedindo desculpas e, de quebra, me concedendo uma semana de folga! Teria sido um momento digno de registro. Mikasa ficará chocada quando souber.
O melhor, no entanto, foi ver a fúria contida dele quando insinuei que não era minha obrigação agradecer por algo que ele provavelmente fez a contragosto. Não sou boba; sei que há o dedo da Kuchel e do Sr. Kenny por trás dessas "desculpas" fajutas e dessa folga repentina. Eu conseguia ver o quanto ele queria voltar atrás, mas algo o impedia.
Independentemente dos motivos, eu saí no lucro: uma semana sem ter que encarar aquele ranzinza já é uma grande vitória.
Após nossa breve troca de farpas, apressei-me em terminar o trabalho. Quanto mais cedo, mais cedo eu teria minha tão sonhada paz em casa.
Estranhamente, não cruzei com Levi enquanto estava na mansão, o que já era uma anomalia, pois ele sempre aparece para me perturbar ou criticar meu trabalho. Mas não iria reclamar.
Terminei tudo, guardei os materiais e olhei o relógio: cinco da tarde. Peguei minhas chaves, mas uma ideia travessa me ocorreu. Peguei um papel e uma caneta, escrevi algo rápido e subi correndo até o escritório dele. Deslizei o bilhete por debaixo da porta. Quando ele o encontrasse, eu já estaria bem longe. Seria uma pena não ver a reação dele, mas o tempo estava fechando, e eu precisava ir logo.
Chegando em casa, joguei a mochila e os tênis para um canto. A sensação do chão frio sob meus pés descalços era maravilhosa. Suspirei, aliviada e exausta. Resolvi tomar um bom banho para relaxar e garantir um sono tranquilo.
Depois do banho e devidamente cheirosa, vesti meu pijama quentinho (um blusão preto e uma calça xadrez flanelada vermelha), já que o tempo estava esfriando. Desci as escadas para procurar algo para comer, mas fui interrompida pela campainha. Bufei, irritada por não ter um minuto de sossego. Gritei um "já vai" mal-humorado e abri a porta sem olhar.
- Fala sério, o que você quer? - Abri a porta emburrada.
- Eu sei que você está brava, mas não precisa ser tão rude, pequena - a voz do meu tio, Tobirama, me surpreendeu.
Levantei os olhos e o vi segurando uma caixa grande, pacotes de comida e um fardinho de cerveja.
- Oi, Tio. Me desculpa - falei, meio sem graça pela minha atitude.
- Posso entrar ou vai me deixar na porta? - ele brincou, e eu ri.
- Fique à vontade, vossa majestade - zoei de volta, ajudando-o com os pacotes.
- Espero que não tenha jantado, porque passei no nosso restaurante favorito e trouxe tudo o que você gosta - ele piscou.
Ele mal colocou a caixa grande no chão quando minha barriga roncou, fazendo-nos rir. - É, acho que não.