Sakura Haruno: Uma garota determinada, que apesar de ter sofrido muito no passado nunca abaixou sua cabeça ou deixou alguém desmerece-lá...
Levi Ackerman: Um dos CEO's mais importante do mundo, frio, conservador e totalmente obcecado por limpeza...
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Era domingo, e logo eu voltaria para minha rotina de sempre. A semana tinha passado voando – não sei se pela correria (treinos e preparativos para as provas) ou pela imensa vontade de conversar com o Levi. Estava claro que ele tinha me dado a semana de folga para evitar meus questionamentos. Eu estava supercuriosa, sem entender o porquê de ele ter feito aquilo por mim, já que só sabíamos discutir e trocar farpas.
Eu estava deitada na cama com Aoda na barriga, sentindo um tédio enorme.
Embora tivesse recusado o convite do pessoal para sair, a companhia deles é ótima. No entanto, preferi tirar o dia para mim, digerir o que aconteceu na universidade e o que está por vir. Minha "apresentação ao mundo", como minha tia chamou, estava próxima, e eu não me sentia preparada. Os dias na faculdade têm sido cansativos, os olhares e cochichos me incomodavam. Estava exausta de ser o centro das atenções.
Afastando esses pensamentos, decidi silenciar minha mente e dar uma volta com Aoda. Iríamos a uma praça ali perto. Ele adorou a ideia, animando-se na hora que peguei a guia. O pobrezinho estava tão entediado quanto eu.
O caminho foi tranquilo. Soltei Aoda e o deixei livre para brincar. A praça estava calma; havia alguns casais e donos de cachorros com quem Aoda tentava interagir – fofo demais, já que todos eram maiores que ele.
Sentada na grama, observando Aoda, senti uma presença.
— Posso? — Gaara perguntou, e eu só fiz que sim com a cabeça, vendo-o sentar ao meu lado. — Como é que você está?
— Melhor — e era verdade. — Se você me perguntasse isso há uns anos, eu provavelmente mentiria, mas realmente estou melhor. Não é a situação mais fácil de lidar, mas com o tempo, a gente aprende a contornar algumas coisas — dei de ombros.
— Fico feliz em saber disso. Não foi algo bom de se presenciar, e eu gostaria de ter feito mais por você — ele declarou.
— Vocês não tinham como saber, então não havia nada a ser feito. Só de vocês estarem ao meu lado já é o suficiente — sorri, de leve.
— Sabe, nunca imaginei que você seria alguém do alto escalão do mundo inteiro, praticamente — ele brincou, dando um empurrãozinho leve no meu ombro.
— É, muita gente não sabe — suspirei. Não era algo de que eu gostasse de me gabar.
— Tenho certeza de que, depois da grande revelação, todo mundo naquela universidade vai evitar até pisar onde você pisa — ele riu.
— Não sei se isso é bom ou ruim — falei, brincando com umas folhas de cerejeira no chão.
— Na minha opinião, é bom. Às vezes, a gente precisa usar o poder que tem para botar alguém no lugar — ele deu de ombros.
— Pode ser — disse, incerta. — Mas me conta: por que está aqui? Achei que estaria com o pessoal.
— Eu estava, mas resolvi ir embora. Não estava com cabeça para interagir — confessou, fazendo carinho em Aoda, que havia voltado da sua corrida.
— Mas você está interagindo agora — ironizei, fazendo-o rir.
— É, você tem razão — ele riu, baixinho, e respirou fundo. — Na verdade, eu queria te dizer uma coisa. Estava passando por aqui e te vi, então achei que seria uma boa oportunidade. — Ele fez uma pausa, meio sem jeito. Eu toquei o ombro dele, como um sinal para prosseguir. — Sabe, Sakura, o que rolou entre a gente foi legal, eu gostei, de verdade. Eu até tentaria algo a mais, se fosse possível, mas depois de tudo que aconteceu, percebi que não tenho chances. — Ele pausou rapidamente, buscando as palavras certas. — Percebi que já tem alguém que tem um lugar aí dentro — apontou para o meu peito — e, mesmo que você não tenha notado, logo irá. Não quero ser um obstáculo. O que tivemos foi momentâneo, e sei que você não tem sentimentos por mim, mas quero deixar claro que, se um dia algo der errado, eu estarei aqui: como amigo, confidente, ou até algo mais, o que você quiser. Vou guardar o que sinto por você com carinho, e seguir sendo seu amigo. E eu espero que você seja feliz, independente de qualquer coisa — finalizou, acariciando meu rosto.
— Nossa, eu nem sei o que dizer — falei, sem graça.
— Não precisa dizer nada. Sei que foi algo repentino — ele sorriu, levemente.
— Eu que o diga! Você fala como se já soubesse que eu vou me envolver com alguém — disse, envergonhada.
— Quando você menos esperar, você verá que eu estava certo. E para mim, está tudo bem. Só quero que você fique bem e seja feliz, como realmente merece — Ele se levantou, me dando um beijo na testa. — Até mais, Rosinha, a gente se vê amanhã. — Ele se despediu sem me dar tempo de questioná-lo mais sobre o assunto.
Eu havia sido pega de surpresa, tanto pela confissão quanto por ele saber de quem eu estava falando. Gaara era um cara legal, um pouco fechado, mas carinhoso com quem ama. Eu gostaria de conseguir retribuir os sentimentos dele, mas ele estava certo: já fazia um tempo, mesmo antes de nos envolvermos, que outra pessoa havia se instalado na minha cabeça. Alguém que eu tentava a todo custo evitar: o Levi.
Cada discussão, cada alfinetada... tudo girava em torno dele. E eu estava ficando irritada com isso, até acontecer tudo o que aconteceu. A incerteza de suas intenções me corroía. Afinal, ele era um carrasco comigo, mas me protegeu com tanto empenho! Minha ansiedade grita para questioná-lo, mas o medo me freia.
Suspirei, cansada de tanto pensar. Resolvi ir para casa e tentar esquecer tudo isso. Chamei Aoda, e seguimos para casa novamente. Eu decidi: vou esquecer esse assunto por um tempo. Não vou questionar Levi sobre algo que provavelmente é só um grande engano e não vale a pena ser discutido. Vou seguir minha vida normalmente e aceitar a trégua entre nós, e será apenas isso.