014 - Amar é florescer

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       QUANTO MAIS OS DIAS IAM passando, mais ansiosa eu ficava para que chegasse o tão temido dia: o dia do meu vestibular

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QUANTO MAIS OS DIAS IAM passando, mais ansiosa eu ficava para que chegasse o tão temido dia: o dia do meu vestibular. Quando finalmente chegou eu fiquei apavorada, tão nervosa que no dia anterior fiquei doente, mas felizmente me recuperei para o grande dia. Era psicológico.

Agora que passou, eu posso dizer que me sinto menos sobrecarregada, mas isso não quer dizer que estou mais tranquila. Agora é que vem a parte mais angustiante, a espera por uma resposta. Não sei o que pensar, quero pensar que fui bem e os resultados também serão, mas ao mesmo tempo, não quero criar muitas expectativas e descobrir que falhei. Os resultados só saem no início do ano que vem, então até lá, ficarei nessa agonia.

       E por falar em agonia e provas, Yuna está fazendo a sua última prova do vestido. Faltam apenas mais algumas semanas até o grande dia dela, minha irmã parece cada dia mais nervosa e estressada, eu não sei como o Bang ainda não cancelou o casamento. Eu já teria cancelado.

Porém, parando para pensar um pouco melhor, ele já sabia no que estava se metendo quando propôs. A minha irmã sempre foi um pouco impaciente, estressada e apressada, não é atoa que veio falar com a estilista a dois anos atrás, quando Christopher ainda nem tinha feito o pedido de casamento. Pelos menos uma coisa é certa, Kang Yuna é determinada.

Desde o pedido até agora, ela já deve ter vindo neste mesmo ateliê no mínimo seis vezes, há sempre algo que ela deseja mudar, acrescentar, retirar ou para ajustar, já que desde os últimos seis meses a minha irmã vem perdendo peso. Nosso pai disse que é normal, apenas o estresse do casamento, que ela deveria relaxar e se alimentar melhor. Acho injusto, quando foi comigo o sermão foi maior, com Yuna foi apenas uma frase.

Como é a última prova, as três mulheres da família Kang vieram juntas, a última vez que isso aconteceu foi na prova de quatro meses atrás, quando Yuna estava cogitando trocar de vestido. Mamãe e eu nos sentamos no sofá da salinha, enquanto a noiva se troca atrás das cortinas.

— O que você fazia com o filho mais novo dos Bang, ontem? — a mais velha me pergunta, de repente.

— Felix? — faço uma pergunta boba. Quem mais poderia ser? É claro que mamãe confirma. — Nós fomos em um karaokê, nada demais. — respondo.

       — Eu não sabia que vocês são amigos. Mas eu deveria imaginar. Estou sentindo vocês bem próximos ultimamente. — ela fala, um tanto que desconfiada.

       Felix e eu tentamos ser discretos, o que temos não é algo sério e, portanto, não deve ser exposto para as nossas famílias ainda. É verdade que Yuna nos pegou trocando beijinhos uma vez, mas não foi proposital. Por enquanto pretendo manter essa relação longe da minha mãe.

𝐒𝐎𝐔𝐋𝐌𝐀𝐓𝐄; 𝗹𝗲𝗲 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘅Onde histórias criam vida. Descubra agora