Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
POR QUE O AMOR TEM QUE SER tão confuso? Eu estava bem sem todo esse caos. A minha vida era tranquila, na medida do possível, até à chegada desse sentimento bobo. Mas eu devo aceitar, é minha a culpa, eu quem fui atrás.
Eu a vi naquela festa, eu fui conhecê-la, eu quem me apaixonei. Nunca pensei que chegaria nesse ponto. Durante todos esses anos, nunca fui pessoa de querer algo sério, era tudo mais fácil quando não envolvia sentimentos fortes e reais. Pensei que com ela não seria diferente, que nos divertiríamos juntas e estaria bom para nós duas, mas cometi a enorme burrada de me apaixonar. Não é como se eu pudesse evitar.
Kang Yumin tinha razão em um ponto, Yeji e eu precisamos ter uma boa conversa. Toda essa situação está me deixando doente.
Enquanto caminho pelas ruas movimentadas de Seoul, me pergunto o que direi quando chegasse lá. Será algo como: "Oi, sou eu, a garota que você beijou e depois fingiu que não existe."? Ou talvez um: "Olá, meu nome é Shin Mina. Até antes de ontem você sabia".
Argh, Yeji! Eu sempre sou a pessoa que acaba destruindo tudo, é natural, estou acostumada. Então por que desta vez teve que ser você? Eu já estava acostumada a ser a errada, o motivo das coisas não funcionarem, quem tem que pedir desculpas, mas agora que estou do outro lado da conversa, eu me sinto horrível. Talvez seja karma. O amor é o meu karma.
Por mais que eu tente, é difícil de me colocar no seu lugar, já que nem mesmo entendo bem essa situação. Não consigo enxergar um propósito em tudo o que está acontecendo.
É tudo culpa dela. É culpa dela por chegar na minha vida e fazer ela virar de ponta cabeça, por fazer eu me apaixonar assim tão rápido. Nunca entendi como Yeji me capturou tão depressa. Na verdade, são poucas as coisas que eu entendo com clareza, apenas finjo que sei do que estou falando. A alguns dias atrás eu estava apenas atormentando Yumin, dizendo que ela parecia uma idiota, toda apaixonada. Agora eu quem sou a idiota.
Após pensar mais e mais, chego a conclusão de que não importa o quanto eu pense ou imagine a cena na minha cabeça, eu nunca saberei como iniciar a tal conversa e nem mesmo terei tempo suficiente para fantasiar com isso, pois quando percebo, já estou parada em frente à porta do estabelecimento, o seu local de trabalho.
Sendo honesta, eu realmente cogitei a hipótese de fingir demência e dar meia-volta, mas fugir dos meus problemas nunca os resolveram, cedo ou tarde eles acabavam batendo na minha porta outra vez. Lá no fundo, eu sei que me arrependerei dessa decisão, todavia, adentro o local, sendo recebida pela sua voz doce e calorosa.
— Bem-vin... — a Hwang para de falar assim que percebe que sou eu quem acaba de entrar. — ...da.
Em passos curtos, me aproximo do balcão, adiando ao máximo aquela conversa que imaginei, por mais que ela se faça necessária.