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015 - É isso que melhores amigas fazem

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       — YUYU, VOCÊ PODE CONVERSAR agora? — Mina me pergunta, parada atrás da porta do meu quarto

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YUYU, VOCÊ PODE CONVERSAR agora? — Mina me pergunta, parada atrás da porta do meu quarto. No primeiro instante já acho estranho, sua voz sempre animada e divertida agora carrega um cansaço e tristeza que me preocupa.

       — Claro. — eu afirmo. — Entra. — peço.

       A Shin entra no cômodo, tranca a porta e se joga na minha cama em seguida, com os braços abertos, cabelos espalhados pelo edredom e um bico nos lábios. Eu, que estava sentada na minha penteadeira terminando de passar hidratante labial, levanto e vou até ela. Tomo um susto ao perceber seu nariz e olhos vermelhos, entregando que ela chorou pouco tempo atrás. É a primeira vez em muito, muito tempo que a vejo assim.

       Minha melhor amiga sempre foi alegre e espirituosa. Shin Mina, por onde passava, espalhava seu bom senso de humor. Vê-la triste assim, além de novo, é perturbador. Por mais que em algum momento ela tenha ficado irritada ou chateada com algo, é a primeira vez que a encontro assim. Em todos esses anos de nossa amizade eu só a vi chorar uma outra única vez, quando os seus pais contaram sobre o divórcio.

       Eu ainda ia arrumar o meu cabelo, hoje vou com Felix até a casa de Hyunjin, mas quando a vi prestes a desabar em lágrimas novamente, imediatamente parei tudo o que estava fazendo e me juntei a ela. Sento-me ao seu lado, ela deita a cabeça sobre minhas coxas.

       — O que aconteceu? — eu pergunto, afastando o cabelo do seu rosto.

       — É a Yeji... — ela diz, o que me surpreende. As duas têm se dado tão bem ultimamente que eu jamais pensei que surgiria algum problema. Mina fica agitada de repente, senta-se no colchão e fica de frente para mim. — Eu vou parar de ver ela. — a morena responde, me surpreendendo ainda mais.

       Enquanto fito os seus olhos escuros, posso enxergar as lágrimas começando a surgir nos cantos. Ela tenta segurar o choro a todo custo.

       Eu não sei bem o que dizer neste momento, então apenas a abraço com muito cuidado. Minha amiga nunca foi muito chegada a toques físicos, mas em um momento deste eu senti que ela precisava. Confesso que me surpreendo um pouco quando ela corresponde ao meu ato.

       Shin chora ainda mais, enquanto eu estou praticamente a aninhando como as mães fazem com seus bebês: com ela nos meus braços, a balançando enquanto dou leves batidinhas nas suas costas e murmuro baixinho uma canção qualquer, na tentativa de acalmá-la.

       — Está tudo bem, está tudo bem. — eu a conforto. Ou tento.

       Mais alguns minutos se passam para que ela enfim se acalme, respire fundo e consiga construir uma frase completa.

       — Você se sente melhor agora? — questiono, preocupada com a minha amiga. Mina confirma com um balançar de cabeça. — Então me explica o que aconteceu, eu não estou entendendo nada.

𝐒𝐎𝐔𝐋𝐌𝐀𝐓𝐄; 𝗹𝗲𝗲 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘅Histórias para pegar e não largar. Descubra agora