Capítulo 38- Deus sempre nos surpreende

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Realmente eu estava me  sentindo linda naquele vestido vermelho,  a minha maquiagem estava perfeita
e meu cabelo deslumbrante.

Pela primeira vez na vida eu estava de bem comigo e feliz por Ruanda, minha colega de trabalho que iria se formar.

Formatura de direito é  sempre enfadonha , tem tanto discurso, cada um mais longo que o outro , mas o baile é  bem legal e eu estava disposta a me divertir .

Saí  meio atrasada , mas o trânsito  estava livre e o
taxi  que peguei veio tranquilo, e o motorista veio tagarelando o tempo todo, contando um caso atrás  do outro e quando dei por mim, estava no Teatro principal da cidade, onde ocorria o evento.

O teatro estava lotado, depois dos discursos de praxe foi aberto o salão  onde continha as mesas com doces e comidas de cada formando com os seus respectivos nomes e o de Ruanda estava lá, e a mesa muito bem decorada.

Não  tinha lugar para todo mundo sentar foi o que eu pude notar , mas como tinha uma banda tocando, era só  pegar os petiscos e bebidas e voltar para curtir a música  que ia a todo vapor tocando muitas músicas  boas .

Ruanda estava em êxtase , era só  alegria, muito bonita em seu vestido azul  com detalhes em  dourado. Eu que raramente me divertia  me soltei na pista  de dança  e tudo ia maravilhosamente bem quando alguém  se aproximou de mim por trás , e bateu levemente com as mãos em minhas costas , então meio grogue pelo drink e pela música  que tocava e que me deixava elétrica   me deparei com um par de olhos verdes e quase cambaleei de vez ao me certificar que estava diante de Zyan .

Todo o esforço  que eu tinha feito para ficar bem em todos aqueles meses que ficamos afastados caiu por terra , comecei a tremer e rapidamente fiquei sóbria  e em estado de choque,  consegui lhe devolver um sorriso.

- Como vai Gabriela? Não  sabia precisar qual era o tom de sua voz  mas respondi :

-Zyan  ,  que surpresa   estou bem e você ?

- Bem, e você ? está  linda!

- Obrigada.

Ficamos ali meio que parados na pista de dança  um olhando para o outro   até  que Ruanda me puxou para fazer parte de uma dança  deles , digo dos amigos dela , fiz sinal de tchau para Zyan, com o coração apertado, primeiramente porque não  queria perdê-lo de vista e depois porque, eu estava morta de vontade de saber mais da vida dele  e se ele estava sozinho.

O tempo todo que estava dançando com o povo vi Zyan me observar , até  que ele se foi , aí eu já não  prestava atenção  em mais nada é em ninguém,  parecia que a festa para mim tinha acabado.

Na verdade tinha mesmo. Eu fiquei  muito nervosa, até quase chorei ali, por conta das doses em excesso de álcool que tinha tomado depois do encontro com Zyan , a minha cabeça estava pesando , e resolvi que era hora de ir embora , eu estava enjoada .

Estava pedindo um táxi  na saída  do teatro , tentando acertar a ligar quando aquela voz conhecida, chegou aos meus ouvidos me perturbando novamente.

- Já  vai ?

- Sim, eu respondi no automático,  estava muito enjoada, também  pudera tinha comido pouco.

- Quer uma carona?

- Hum , quero sim, eu tô  muito enjoada, a cabeça  pesada .
- O que você  bebeu ?

- Um pouco de tudo, mas comi quase nada.

Venha comigo , Zyan me pegou pela mão,  como se nós  de repente tivéssemos voltado àquela intimidade de antes  e eu fui com ele  porque  eu  não  sabia nem o que estava sentindo.

Entrei  no carro e Zyan se posicionou no volante, mas nem deu a partida e eu abri a porta colocando os bofes para fora. Quase que vomitei no carro dele.

Pacientemente vi ele alisar as minhas costas , enquanto eu suava  frio, tentando aos poucos retomar o controle, mas a minha cabeça  pesava muito.

- Vou te levar para casa, mas antes vou te dar um  desses remédios  para evitar que você  acorde de ressaca.

- Tá .

Foi a única coisa que conseguir  murmurar, e a outra foi ...  droga! Quando ele me deixou em casa , depois de me medicar e se certificar que eu iria ficar bem.

Zyan esperou eu tomar banho e tirar a roupa para colocar uma roupa para dormir, eu tava tão mal que nem a maquiagem  eu tirei direito e simplesmente apaguei.

Acordei tarde no dia seguinte, ainda com uma indisposição  muito ruim, mas vi que estava toda coberta.

-Zyan ... gemi ...

Aquele homem  sempre me socorrendo, Deus do céu.

Passei praticamente o dia todo na cama  e não  tive força nenhuma para fazer nada para comer , então  foi quando ouvi uma batida na porta.  

Quem disse que eu queria ver alguém ?eu estava mole , e fui abrir a porta, do jeito que estava , de roupa de dormir , que se resumia a uma blusa velha de malha com um urso panda na frente.

Zyan estava ali na minha frente com uma cesta de coisas para comer.

Ele entrou e eu não  me opus, era isto que eu queria há  muito tempo,  não  assim,né   mas ele veio .

Meu coração  ressaquiado deu muitos pulos . 

Para Deus (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora