Nada do que eu queria eu estava conseguindo , os paqueras eram os caras mais babacas da face da terra , não conseguia ter nenhuma conexão com nenhum deles.
Eu até que tentava uma vez que na faculdade, o que não faltava era homens bonitos , mas eles eram vazios demais para a minha cabeça.
Depois que soube que Paulo não prestava para mim , tratei de viver a minha vida , e dar prosseguimento em meu plano romântico de arrumar , digo caçar a minha alma gêmea que acreditava eu estava por aí dando sopa com alguém ou alguéns.
E mais uma vez dava tudo errado .
Os rapazes me achavam bonita, mesmo com o meu diferencial físico, pois andava de lenço, brincos bonitos , maquiada , mas eu tinha um cérebro e eles não.
Era difícil para mim ficar ouvindo caras falarem em futebol o tempo todo e política e em garotas gostosas , e em suas performances de homens bons de cama com o pau das galáxias.
Minhas amigas de faculdade fingiam gostar , mas eu detestava e me distraia em algum ponto de mim mesmo até que me chamavam para a minha realidade. Planeta terra.
- Gabi, você está aí?
Era sempre assim , eu me distraia da conversa e dava um jeito de ir embora.
Após o término das aulas eu me reunia com um pessoal novo e umas amigas para beber algo e papear, mas não via sentido na conversa e não por pretexto , mas por necessidade saía logo porque eu tinha hora para chegar em casa.
Certa vez , um dos rapazes que estava interessado em mim, me ofereceu para me levar em casa e eu aceitei, na volta veio falando de como ele era e contando tanta vantagem que eu ria de toda a sua idiotice e ele ali se achando , pensando que estava agradando, eu, até que tentei discorrer sobre assuntos que eu gostava , como por exemplo a minha paixão por filmes e livros , meus sonhos , minha vida etc, mas o cara de nome Humberto era um nada no meio de um nada e eu desisti de prosseguir e passei a escuta- lo , num papo enjoativo até o trajeto de casa .
Ia pensando, que pelo menos não teria que enfrentar um ônibus cheio.
Humberto tentou me beijar bem perto de casa quando ia saindo do carro ao me despedir e agradecer a carona , achei normal , mas quando vi que ia acontecer eu travei e fiquei com nojo dele , era muito besteirol e eu não ia dar minha boca para ser beijada assim de bandeja , portanto me esquivei delicadamente quando ele quis capturar a minha boca e beijei seu rosto confirmando o meu desejo de sermos apenas bons colegas de faculdade.
Ele, meio que contra a gosto aceitou .
O que mais ele podia fazer? Me atacar?
Dei um tchau cheio de vontade e um sorriso maior do que o céu, por me ver solta certificando a ele de que não ia rolar nada e agradeci,pela carona .
Saí do carro satisfeita por chegar em casa e me livrar de toda aquela conversa enfadonha na classe.
Não,! não e não !
Aquele Humberto não dava para encarar, foi o que eu disse para minhas amigas mais tarde.
Elas ficaram frustradas porque sabendo de toda a minha carequice e de meu meio complexo com a falta de cabelo torciam por mim. Mas a questão ali não era o cabelo em si , tinha a ver comigo , tinha a ver com o fato de que eu não podia fabricar sentimentos.
Eu queria o amor, a paixão louca desenfreada, o palpitar do coração e me perder no compasso de amar e ser amada e isto não ocorreu com Humberto. Química zero.
Tais, minha melhor amiga achava que era por causa de Paulo. Ela achava que eu tinha que esquecer homem cachorro e que já estava na hora de parar de gostar do lobo mau.
Ah, qual é, respondi :
- Humberto é chato pra caramba!
Tais concordou:
- É sim , mas você precisa fazer a fila se mexer né? assim desse jeito não dá.
Um beijo Gabi , não ia fazer mal algum e depois só ia te desbloquear, não pode ser tão ruim assim? O cara tá a fim de você .
- Isto até ele saber que eu sou careca, falei.
Almerinda que ouvia a conversa em silêncio passou a rir e acabamos por rir todas juntas porque Humberto era vaidoso e bonitão e vivia se gabando de quantas garotas já tinha pegado .
Mas comigo foi diferente.
Ele não me atraia, por mais bonito e gostoso que fosse.
Eu estava travada? Almerinda achava que era pelo lance do cabelo e Tais achava que era pela minha paixão platônica por Paulo que eu já nem sabia ao certo se ainda existia.
Eu queria namorar. Mesmo. Mas eu também queria me apaixonar .
Eu queria sentir o frio na barriga de que os livros falam e de que eu sentia com Paulo.
Quando eu falava isto Tais coçava a cabeça e nada dizia.
Tais era pra lá de experiente no quesito homem . Já tinha transado com vários e se duvidasse até com o professor de Sociologia, porque foi a única que tirou dez , e ninguém tira dez com professor Orlando , tem gente até que perde com ele.
Tais passou direto , eu fui para a final e de tanto estudar acabei passando e Almerinda perdeu.
Mas eu nunca discutia como minha amiga conseguia estas façanhas porque ela odiava estudar e não estudava mesmo, e estava sempre passada e não competia a mim julga-la .
Eu tinha uma outra forma de ver a vida , e procurava respeitar as das minhas amigas.
Mas, tinha que concordar com elas , eu não estava ajudando muito no quesito caçar namorado.
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Para Deus (Concluído)
RomanceComo fazer para entender os desígnios de Deus? Gabriela trás em sua vida conflitos de vidas passadas que deverão ser resolvidos, para que possa alcançar a felicidade conjugal. E quando encontra Zyan sua vida se transformará, fazendo-a enfrentar se...
