Capítulo 15- Tentando um novo começo

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Nada do que eu queria eu estava conseguindo , os paqueras eram os caras mais babacas da face da terra , não  conseguia ter nenhuma conexão com nenhum deles.

Eu até  que tentava uma vez que na faculdade,  o que não  faltava era homens bonitos , mas eles eram vazios demais para a minha cabeça.

Depois que soube que Paulo não prestava para mim , tratei de viver a minha vida , e dar prosseguimento em meu plano romântico  de arrumar , digo caçar  a minha alma gêmea que acreditava eu estava por aí  dando sopa com alguém  ou alguéns.

E mais uma vez dava tudo errado .

Os rapazes me achavam bonita, mesmo com o meu diferencial físico, pois andava de lenço, brincos bonitos , maquiada , mas eu tinha um cérebro  e eles não.

Era difícil  para mim ficar ouvindo caras falarem em futebol o tempo todo e política e em garotas gostosas , e em suas performances de homens bons de cama com o pau das galáxias.

Minhas amigas de faculdade fingiam gostar , mas eu detestava e me distraia em algum ponto de mim mesmo até  que me chamavam para a minha realidade. Planeta terra.

-  Gabi, você  está  aí?

Era sempre assim , eu me distraia da conversa e dava um jeito de ir embora.

Após  o término  das aulas eu me reunia com um pessoal novo e umas amigas para beber algo e papear, mas não  via sentido na conversa e não  por pretexto , mas por necessidade  saía  logo porque eu tinha hora para chegar em casa.

Certa vez , um dos rapazes que estava interessado em mim, me ofereceu para me levar em casa e eu aceitei, na volta veio falando de como ele era e contando tanta vantagem que eu ria de toda a sua idiotice e ele ali se achando , pensando que estava agradando, eu, até  que tentei discorrer sobre assuntos que eu gostava , como por exemplo a minha paixão  por filmes e livros , meus sonhos , minha vida etc,  mas o cara de nome Humberto era um nada no meio de um nada e eu desisti  de prosseguir e passei a escuta- lo , num papo enjoativo até  o trajeto de casa .

Ia pensando, que pelo menos não  teria que enfrentar um ônibus cheio.

Humberto tentou me beijar  bem perto de casa quando ia saindo do carro ao me despedir e agradecer a carona , achei normal , mas quando vi que ia acontecer eu travei e fiquei com nojo  dele ,  era muito besteirol e eu não  ia dar minha boca para ser beijada assim de bandeja , portanto me esquivei delicadamente quando ele quis capturar a minha boca e  beijei seu rosto confirmando o meu desejo de sermos apenas bons colegas de faculdade.

Ele, meio que contra a gosto aceitou .
O que mais ele podia fazer? Me atacar?

Dei um tchau cheio de vontade e um sorriso maior do que o céu, por me ver solta  certificando a ele de que não ia rolar nada e  agradeci,pela carona .

Saí  do carro satisfeita por chegar em casa e me livrar de toda aquela conversa enfadonha na classe.

Não,!  não  e não !

Aquele Humberto não  dava para encarar, foi o que eu disse para minhas amigas mais tarde.

Elas ficaram frustradas porque sabendo de toda a minha carequice e de meu meio complexo  com a falta de cabelo torciam por mim. Mas a questão  ali não  era o cabelo em si , tinha a ver comigo , tinha a ver com o fato de que eu não  podia fabricar sentimentos.

Eu queria o amor, a paixão louca  desenfreada, o palpitar do coração e me perder no compasso de amar e ser amada e isto não  ocorreu com Humberto. Química  zero.

Tais, minha melhor amiga achava que era por causa de Paulo. Ela achava que eu tinha que esquecer homem cachorro e que já  estava na hora de parar de gostar do lobo mau.

Ah, qual é, respondi :

- Humberto é  chato pra caramba!

Tais concordou:

- É  sim , mas você  precisa fazer a fila se mexer né? assim desse jeito não  dá.

Um beijo Gabi , não  ia fazer mal algum e depois só  ia te desbloquear, não pode ser tão  ruim assim? O cara tá  a fim de você .

- Isto até  ele saber que eu sou careca, falei.

Almerinda que ouvia a conversa em silêncio  passou a rir e acabamos por rir todas juntas porque  Humberto era vaidoso e bonitão  e vivia se gabando de quantas garotas já  tinha pegado .

Mas comigo foi diferente.

Ele não me atraia, por mais bonito e gostoso que fosse.

Eu estava travada?  Almerinda achava que era pelo lance do cabelo e Tais achava que era pela minha paixão platônica  por Paulo que eu já  nem sabia ao certo se ainda existia.

Eu queria namorar. Mesmo. Mas eu também  queria me apaixonar .

Eu queria sentir o frio na barriga de que os livros falam e de que eu sentia com Paulo.

Quando eu falava isto Tais coçava a cabeça e nada dizia.

Tais era pra lá  de experiente no quesito homem . Já  tinha transado com vários  e se duvidasse até  com o professor de Sociologia, porque  foi a única  que tirou dez , e ninguém  tira dez com professor Orlando , tem gente até  que perde com ele.

Tais passou direto , eu fui para a final e de tanto estudar acabei passando e Almerinda perdeu.

Mas eu nunca discutia como minha amiga conseguia estas façanhas porque ela odiava estudar e não  estudava mesmo, e estava sempre passada e não competia a mim julga-la .

Eu tinha uma outra forma de ver a vida , e procurava respeitar as das minhas amigas.

Mas, tinha que concordar com elas , eu não  estava ajudando muito no quesito caçar  namorado.

Para Deus (Concluído)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora