Capítulo 5 - Ainda na adolescência

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Desejei ardentemente me apaixonar novamente, após a minha desilusão  com Zé.

Nunca mais  o vi e fui esquecendo , mas conheci Sandro e talvez por carência,  comecei  a reparar nele, mais velho do que eu, ele tinha dezenove anos e eu contava com dezessete, fiquei ligada no seu jeito , na sua forma de olhar para mim. É  lógico  que havia reciprocidade , mas o cara parecia que namorava uma garota e eu não  queria me meter em mais uma confusão,  no entanto me deixei levar por um sentimento novo de paixão  que mais tarde não  deu certo, mas o sentimento que nutria por Sandro desceu para o coração,  que MERDA!

Sofri horrores naquele ano na escola,, porque vivia uma paixão  platônica  e sinceramente não  sabia identificar os seus sentimentos que pairava na cabeça do meu mais novo apaixonado, eu via coisas nele, qualidades e formei dentro da minha cabeça  um cara que não  existia, por isto não  conseguia me concentrar nos estudos e naquele ano perdia muitas matérias, na verdade todas , só  passei em história e portugúes.

Eu era fraca nos estudos, e a única matéria que era boa era história e português , que não precisava estudar, era um milagre para quem não  conseguia estudar .

Meu pensamento era voltado para Sandro, mas sabia no fundo que era mais uma ilusão.  Tinha que esquecer.

Estava terminando o terceiro ano médio  e tudo indicava que era mais uma paixão  fracassada.

Eu seguia colecionando paixões frustradas e sofria mais do que o normal.

Na minha cabeça  de adolescente eu não  sabia o que fazer  e fui me arrastando, sem saber como fazer para tirar aquele cara da cabeça.

Lógico que a namorada ciumenta percebeu e ficou furiosa, porque Sandro não  parava de me paquerar , eu estava perdida de amor.

Amava-o  desesperadamente e sofria mais do que o normal.

Sabia que não  era o correto e seguia no meu amor platônico,  era mais forte do que eu.

Eu sabia que um dia tudo aquilo iria acabar e de fato acabou.

Ao final do ano estava cheia de recuperação e tinha que passar,  eu queria prestar vestibular para jornalismo.

Minhamaee  me colocou em uma escola de dança,  a cronopius . E fui descobrindo o prazer de dançar , aquelas aulas me dava conforto e por ser meu professor um homem, eu fazia as aulas às  escondidas,  porque se meu pai soubesse, eu sairia na hora.
Ele não  queria que dansaçe e pela primeira vez fiquei em dúvida  querendo trocar o jornalismo por dança. Tudo em vão.
Meu pai não  admitia que eu fosse uma dançarina,  não  dava dinheiro e quando descobriu foi um Deus nos acuda, porque nada ficava escondido dele .
Ele queria que eu fosse doutora e no mais, os tempos eram difíceis,  com outros filhos para criar e um salário  pouco de professora a minha mãe  não  conseguia pagar, tudo era feito com muito sacrifício  e minha mãe  teve que me tirar, o que me fez ficar frustrada.

Eu não  tinha o amor de Sandro e não  tinha mais a dança,  então  sai das aulas com o coração  partido e com muita raiva do meu pai.

Mas, a minha sorte era que eu era submissa a tudo. Engoli o choro e sai das aulas. 

Ninguém  podia com meu pai e diante das dificuldades financeiras eu aceitei .
Minha mãe não ia poder levar isto adiante, era muito custoso.

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Naquela época  além de escrever muita poesia , porque eu vivia com o coração  partido pelos amores que não conseguia conquistar , descobri uma outra sensibilidade e foi quando passei a me interessar pelo mundo espiritual, 

Vivia agarrada com os livros dos espíritos  e lia muito para poder ter paciência  e saber lidar com meu pai.

A gente era pobre,  de familia classe médica  pobre minha mãe  tinha dificuldades em nos criar.

Estudava num colégio  particular e as prestações  eram caras, apesar de minha mãe  conseguir uma meia bolsa para mim,  mas para que fosse mantida, eu tinha que não  perder  nenhuma matéria,  mas como vivia na lua, sem uma concentração  nos estudos , perdia praticamente todas as matérias,  tanto que tive que ao final do ano sair da escola e ir para uma outra mais fraca que me possibilitasse  passar de ano .

Era chamada de fábrica,  pagou , passou. E foi para lá que eu fui , cheia de tormentos, porque minha mãe  não  podia pagar pelas matérias  e arriscar que fizesse recuperação,  que como estava sem base, provavelmente iria perder de ano , e foi justamente o que aconteceu.

Eu não  queria perder de ano e num destes fracassos de resultados, fui com minha mãe  para o Lurdinha, um colégio que era  uma fábrica.  Pagou  passou!

Ao final do ano letivo eu tinha perdido matérias,  matemática  e uma tal de FBQ , fundamentos básicos de química.
A recuperação  era cara e minha mãe  não podia pagar.

Quando peguei o resultado, não  me conformei e chorei por que eu era fraca nestas duas matérias e com muita dificuldade minha mãe arrumou o dinheiro para que eu fizesse a prova, tudo em vão,  porque realmente eu não  conseguia aprender, principalmente matemática.

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£inha mãe  se prestou a se encontrar com o meu professor em um supermercado,  para ver se ele conseguia aproximar a minha nota, mas o professor que era apelidado de Thecher, revisou a prova e com seu carrinho de supermercado disse a minha mãe ser impossível me passar, pois eu estava muito fraca e não tinha como passar.

Neste dia fui chorando pelo ônibus  em completo desespero e aí  foi que soubemos da escola.

Minha mãe,  incansável  em me ajudar me levou para a tal escola e lá,  foi afastada a matéria que tinha perdido, pois não  fazia parte das grades de ensino deles.

Restou somente a matemática  que me informaram que tinha que fazer dependência,  mas que eu iria para o terceiro ano , e poderia fazer meu vestibular , tinha apenas que me dedicar a matemática,  que eu tinha aulas paralelas além do currículo normal de matérias,  parei de deixar as lágrimas rolaram pelo meu rosto e procurei me esforçar,  para passar.

tudo estava perdido.
Procurei afastar meus sentimentos platônico por Sandro e foquei em estudar.

Como a escola era muito fraca, minha mãe conseguiu uma bolsa para que eu entrasse em um cursinho o UCBA, que ficava no bairro do canela em Salvador.

Minha mãe  achava que eu tinha que ter base para passar no vestibular.

E assim fiz, de manhã  na escola fábrica e à  tarde  no cursinho.
Tudo que eu queria era passar, embora  meu coração estivesse partido .

Eu ia me arrastando  mas acabou dando tudo certo     foi  melhor 0ara mim.

Para Deus (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora