Quando acordei senti logo um cheiro de café que inebriava o quarto e não demorou muito me dei conta de onde estava. No quarto do gostoso do Zyan, toda acabada com uma bandana na cabeça , tentei fechar os olhos para fingir que estava dormindo mas , o meu salvador foi logo dizendo:
- Ah ! Você acordou?
Não dava nem para fingir , Zyan me entregou uma caneca fumegante de café e um prato com algumas torradas .
- Obrigada , respondi , e como sempre faminta comecei a comer as torradas enquanto Zyan assoviava colocando um ovo no pão e me oferecendo além do dele . Vi ele dando uma bocada e tomando o café , também o fiz eu adorava pão com ovo.
Zyan comia e me observava e eu enrubecia , mas o fato de me sentir acabada em nada mudava para ele , eu era uma moça normal a quem ele estava ajudando pois estava com problemas. Nossa! Na verdade um problemão.
Comi com gosto e me senti amparada por aquele rapaz gato que mal me conhecia e estava me ajudando , e isto me deixava mais mole do que eu já era.
Depois que fiz o meu desjejum , me levantei da cama e arrumei enquanto Zyan lavava as canecas e os pires .
Arrumei o melhor que pude e disse :
- Agora, tenho que ir , por que preciso ver como as coisas ficaram , e tenho que me arrumar para ir para a faculdade. Eu nem tenho como agradecer a você a caridade. Obrigada mesmo.
Zyan me olhou e disse:
- Quer que eu te leve?
- É do outro lado da rua , não se preocupe , eu me viro , e depois mando notícias. Posso vim aqui te ver?
- Deve.
Sai com esta resposta na minha cabeça e com o gosto do beijo de Zyan em meu rosto.
Entrei no prédio e estava tudo aparentemente calmo.
Subi para o meu andar é fui direto para o meu quarto, peguei roupas e parti para o banheiro , sai minutos depois, passei perfume e saí , antes dei uma olhada na sala e tinha gente dormindo espalhados no tapete , gente que eu nunca tinha visto e Luzia sabe- se lá onde estava.
Saí de fininho como entrei e parti para a minha rotina.
Quando cruzei a rua vi Zyan longe andando em companhia com outras pessoas . Um friozinho se alojou em meu estômago , e fiquei pensando na bondade dele comigo ,além de bonito, mas procurei focar meus pensamentos em minha realidade e segui.
O tempo ruiu e logo chegou o fim do dia , me fazendo temer o que viria dali para a frente , será que Rosely tinha retornado de viagem? E Luzia? Será que arrumou toda aquela bagunça, peguei o ônibus e meus pensamentos ia e vinha , eu estava cansada,precisava dormir mais .
Quando cheguei no prédio, avistei logo o carro de Rosely o que me atemorizou um pouco, mesmo não tendo nada a temer.
Com as mãos trêmulas, apanhei de dentro da bolsa as minhas chaves , e quando entrei vi as malas no chão que achei ser de Rosely, mas na verdade eram de Luzia e num canto, amontoado minhas roupas?
Sim, minhas roupas , as poucas que tinha e os meus livros .
Parei observando Luzia rir cinicamente enquanto Rosely de robe praguejava e quando parou e me viu gritou:
- Eis aí a sua cúmplice, sem vergonha, pensaram que eu não ia descobrir?
- Claro que não, Luzia falava rindo e continuou- dei a festa porque quis e vou embora desta MERDA e você sua fracassada doente e mercenária fique aí com a bosta de seu apartamento , fiz um favor a ti . Olha, a festa estava ótima.
Rosely começou a bater o pé e a atirar as almofadas no chão que eu fitava e sem saber o que fazer .
Luzia disse a mim , : - Se quiser vem comigo , este lugar não é digno de você.
Rosely me fitou com odio: - Sua sonsa! Até você, se juntou com esta vagabunda para acabar com meu apartamento, vou entrar com uma ação contra as duas.
Ao ouvir a palavra ação fiquei lívida e tratei de querer me defender :
- Rosely, eu nada tenho com esta festa, eu nem dormir aqui.
- Pouco me importa, saiam da minha casa, não quero nenhuma aqui .
- Eu, falei - Não é bem assim não, eu tenho direitos, já paguei adiantado.
- Eu devolvo o seu dinheiro, mas não quero ninguém na minha casa.
Rosely abriu a carteira furiosa e me deu , ou melhor quase jogou o dinheiro em cima da mesa:
- Aqui está, agora fora!
Luzia deu o dedo do meio para ela e saiu com ar triunfante batendo a porta .
E eu, bem, eu fui para o canto da sala, onde estava as minhas coisas , fui até o quarto para ver se tinha mais alguma coisa, mas estava tudo ali, eu tinha pouca coisa mesmo.
Peguei o dinheiro que era meu por direito e nem ousei pedir para sair pela manhã, pois a criatura estava braba demais.
Saí para a rua e novamente estava em maus lençóis , sem ter para onde ir, cansada , com fome e com sono e agora?
Seu Teles me olhou com pena , mas o que ele podia fazer?
Me despedi dele e a única coisa que me ocorreu foi procurar Zyan.
Entrei na residência dos universitários e desta vez não fiquei no banco , era ainda cedo e perguntei por Zyan a um dos rapazes que se entreolharam rindo.
Eu estava com vergonha , mas precisava de ajuda novamente até o dia seguinte .
Por sorte, avistei Zyan descendo as escadas e quando o vi , confesso que não resisti e me atirei em seus braços chorando copiosamente.
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Para Deus (Concluído)
RomanceComo fazer para entender os desígnios de Deus? Gabriela trás em sua vida conflitos de vidas passadas que deverão ser resolvidos, para que possa alcançar a felicidade conjugal. E quando encontra Zyan sua vida se transformará, fazendo-a enfrentar se...
