Capítulo 3 - Adolescência

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Gabriela era chamada de Gabí , por todos , e não  era uma adolescente como as outras, não  gostava de se meter em muitas festas, nem era do tipo uma namoradeira.

Romântica,  apaixonava-se com facilidade, mas logo esquecia o garoto, se o mesmo falasse alguma besteira ou aparecesse com alguma ferida na perna.

Gabí  desistia para logo em seguida sonhar com um dos garotos que estavam à  disposição  e não  tinha espinhas no rosto.

Trabalhava dando aulas de banca para os menores e quando recebia seu dinheirinho, ajudava um pouco nas despesas da casa e gastava o resto todo em livros, que comprava em seu

Tanajura, o homem dos livros usados.
O sebo de seu Tanajura depois de descoberto por Gabí,  nunca mais deixou de ter bons livros.

A menina comprava e lia compulsivamente independente da idade , descobriu o sexo através  deles, pois começou  lendo a carne de Júlio Ribeiro e logo se interessou por Xaviera Hollander.

É  bem verdade que a sua inocência  teoricamente foi embora, porqie enquanto sua colega Mabel achava que tinha engravidado porqie um homem encostou o pênis nela para passar para frente , pois o ônibus encontrava-se cheio, Gabí,  mais tarde  tentou lhe explicar como o processo de fazer uma vida funcionava, mas sem muito êxito,  porqie Mabel estava tão  apavorada que não  lhe escutava direito.

Então  Gabriela desistiu de ensinar qualquer coisa que fosse a colega e continuou a comprar seus livros e reler os que já  tinha.

Enquanto as suas outras colegas de escola dava valor às  roupas da moda, Gabriela em seu guarda-roupa, possuía  mais livros do que as tão  faladas roupas da moda.

Certo dia, o pai chegará bêbado  em casa com um violão  que deixou a menina fascinada , e disse-lhe que o presente era para  ela. Lógico  que ela ficou contagiada com a novidade, porqie o violão  era lindo , era preto e mesclado de um tom meio bege, meio amarelo, da marca Tonante.

O problema  era que seu pai não  a deixou sequer tocar no instrumento,  bêbado  que só,  somente ele pegava no violão já  que sabia tocar de ouvido.

A decepção  não  demorou a chegar, porque seu pai de tanto dedilhar o violão,  acabou quebrando uma das cordas destes .

Então  logo depois que seu pai deixou de lado  o violão e foi cair na cama bêbado  como um gambá,  foi que a menina conseguiu  chegar perto, alisou o instrumento , tentou tocar, mesmo com uma das  cordas , quebradas, mas tudo em vão, sobretudo porque não  sabia tocar.

Sóbrio,  no outro dia, o pai disse que iria lhe ensinar a tocar , que não  gastaria dinheiro com professor de violão  algum.

Gabriela não  confiava muito nas promessas que seu pai fazia, pois ele sempre falhava e foi o que ocorreu.
O violão  permaneceu num canto de seu quarto e nunca mais se falou em assunto de aprender a tocar violão,  o que a deixou triste, esta,  tentou aprender pelas revistas da época que eram vendidas em bancas de jornais, no caso dela foi em seu Tanajura que adquiriu  após ter negociado por um dos livros  , a moreninha, de José  de Alencar, ela já  tinha lido três  vezes e achava que já  podia troca-lo pela revista.

Ela não  sabia se era uma troca justa, mas na hora era o que ela mais queria e assim o fez.

Mas, seu arrependimento não  demorou a chegar, pois sequer conseguiu  aprender alguma coisa e não  havia quem te ensinasse, seu pai ? Nem pensar, já  tinha esquecido até  que tinha lhe dado o violão  de presente.

Gabriela então  voltou aos livros, aos romances de amor que tanto lhe faziam bem, descobrindo de Tudo e se viciando em livros de estórias  românticas,  como Sabrina.

Era uma estória  atrás da outra , e se ela não  nasceu romântica,  tornou- Se por conta destes livros, sua cabeça  era povoada de idéias sobre o amor é como o verdadeiro chegaria em sua vida.

Para Deus (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora