Eu sempre fui de festa , destas de dar em casa, fazer aniversário , regada a muita comida , e eu queria fazer um caruru que eu gostava muito para comemorar a minha ida para a universidade , então eu e minha mãe resolvemos dar um caruru em setembro , as aulas já tinham começado em agosto , o primeiro semestre, mas era setembro o mês do meu aniversário.
Todos ficaram animados , principalmente meu pai que se ofereceu para dar as bebidas, refrigerantes , nada de cervejas, pelo menos foi o que ele falou.
O dia do caruru foi se aproximando e no dia fomos surpreendidos com um xilique do meu pai que começou a passar mal, dizendo que estava abafado, se tremendo , agoniado com a respiração alterada , dizendo que ia morrer, o que nos deixou apreensivos, sem saber o que fazer , e o pior é que já estava tudo ajeitado, menos a bebida cuja responsabilidade era dele.
Meu pai arfava , dizendo que ia morrer, não podia dirigir, então minha mãe pegou um dinheiro , o pouco que tinha, chamou um táxi e o levou ao hospital mais próximo, e nós ficamos murchos em casa .
Há duas horas praticamente da festa começar e eu não sabia se chorava ou se xingava , mas me contive , porque era um caso de doença.
Uma hora depois, minha mãe chegou com ele , que foi direto para o quarto sem nada dizer.
Minha mãe foi que nos falou que o médico examinou ele todo e viu que o que ele tinha era sistema nervoso.
Receitou um calmante e pronto.
Ele já era reincidente , já tinha feito uma falseta destas , e com tudo pronto, perdemos a graça.
E as bebidas? Ele disse a minha mãe que não tinha dinheiro.
O que fazer?
Mas mãe é mãe e a minha conseguiu juntar , o pouco que restou , do que era da comida e compramos um engradado , a sorte era que era para poucas pessoas .
Quase ninguém veio e eu não sabia precisar se era bom ou ruim .
No final das contas , servimos o caruru para as poucas pessoas que apareceram e rezamos para que elas fossem logo embora, porque não tínhamos clima .
O enfermo que dizia que ia morrer estava no quarto dormindo a sono solto por conta dos tranquilizantes.
Eu não consegui decifrar o que estava sentindo , e depois de arrumar tudo em casa , lavar pratos e tudo mais, demorei a pegar no sono e o choro não veio tão fácil, porque sempre que tinha algum aniversário , meu pai dava um jeito de estragar e este foi mais um , mas , pedi licença a São Cosme e Damião e jurei que enquanto morasse com meu pai , não faria mais nenhum caruru.
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Para Deus (Concluído)
RomanceComo fazer para entender os desígnios de Deus? Gabriela trás em sua vida conflitos de vidas passadas que deverão ser resolvidos, para que possa alcançar a felicidade conjugal. E quando encontra Zyan sua vida se transformará, fazendo-a enfrentar se...
