CAPÍTULO 1 - Renascimento

19 2 0
                                        


  

 SÉCULO XX

Eu serei seu guia, eu serei a sua estrada estarei contigo quando me chamares e estarei ao teu lado quando não me chamares, serei a sua fortaleza e alegria para seus dias, quando a dor da ausência da fé se for, serei seu mar calmo em tempos de tempestades."

A primavera não deixou nada a desejar, as flores estavam mais belas do que nunca , os jardins das mansões carregados de flores silvestres , o ar puro da manhã celebrou a vinda de Gabriela, que após se ver morta em uma recente vida passada , esperou o momento correto  para que pudesse reencarnar novamente e assim o fez em meio às flores de setembro.

  - Um grande  bebê!

 Disse-lhe a enfermeira quando entregou  finalmente á sua mãe que pálida  estava  pelo esforço que fez para trazê-la ao mundo.


Gabriela teve seu nome escolhido por sua mãe , uma vez que o pai estava tão bêbado que  queria registrar a menina com um nome masculino horrível , que soava como uma bofetada  aos ouvidos mais sensíveis , e sua filha era tão linda! e era tão encantadora com aquelas bochechas rosadas  e olhos puxados e vibrantes  que não poderia ter outro nome. Gabriela!!


E assim foi  e assim permaneceu  Gabriela ; quando o pai , já sóbrio ,  viu a notícia se espalhar e todos os parentes a chamar Gabriela , fez um muxoxo , demonstrando todo o seu desagrado  mas quando pegou aquele serzinho em seu colo, de olhos vivos e negros como a noite , não teve dúvidas de que Gabriela era seu nome .


Os meses  foram generosos em sua velocidade  e a menina crescia a olhos vistos , com uma densa cabeleira preta , bem como os olhos  e a pele parda  e luminosa , diferente dos outros filhos de Gaspar e Ina .


Gabriela era diferente em tudo , no falar, no andar , em seu temperamento , ora explosivo e quente , ora sereno e letárgico. O fato era que ela era uma menina intrigante .


Na escola , era comportada , mas não perdia o seu brilho , interessava-se mais por livros do que o que realmente devia , era a primeira da classe a se sentar na roda para que  a professora contasse  as estórias , á qual ouvi-as atentamente  registrando tudo em sua pequena mente , para mais tarde contar ás suas bonecas e aos irmãos que a ouvia desinteressadamente.


Vivia cercada de bonecas , preferia a amizade dos bichos do que a de gente  e vivia em seu mundo de sonhos e fantasias .


Quando dominou as letras , não largava o livro das mãos , era um atrás do outro e seu quarto parecia mais uma biblioteca de tantos livros . As primas   e primos , em seus aniversários e datas especiais já sabiam o que mais lhe agradaria receber  que era os livros .

Gabriela  caminhava feliz em sua jornada , e os anos corriam  ... 


Para Deus (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora