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Josh Beauchamp

Não pode ser verdade, minha irmã pela qual chorei durante todos esses anos me lamentando pela sua morte está ali, bem na minha frente, cheia de vida e com uma criança junto dela.

Eu quase me matei em uma depressão por causa dela e ela está viva!

Minhas mãos estão completamente trêmulas e não consigo dizer nada mesmo querendo, odoraria poder gritar ou apenas conversar, mas não consigo nem olhar em sua direção apenas sinto lágrimas por todo o meu rosto, minha cabeça doe.

Só queria sair correndo daqui mas nem isso consigo pois minhas pernas estão trêmulas e sem força alguma, como se meu corpo não respondesse meus pensamentos.

Any está igual a mim aos prantos ajoelhada no chão, já os outros não me parecem surpresos, a menina que sabiam sobre ela estar viva e ter uma criança, e tenho certeza que sabiam, porque a menina corre até minha mãe a chamando de vovó.

Eles não estão ao menos chorando de desespero por todos os anos perdidos ao lado da filha e sobrinha mais velha e sim sorrindo!

Eu estou com raiva da situação toda, meus pais viram tudo o que eu sofri, tudo que eu fiz contra mim mesmo e sabiam que ela nunca se foi de verdade, mas mesmo assim não disseram nada.

-Eu senti tanto a falta de vocês dois!-Joalin fala chorando, mas seu choro era de pesar e me doía, porque agora ela triste? Porque não voltou antes então?

Sem conseguir dizer nada continuo chorando e nego com a cabeça, ela não sentiu falta! Ela mentiu pra mim! A pessoa que ela dizia mais confiar, minha própria irmã, minha melhor amiga, me deixou e junto disso sequelas de sua "morte" estão presentes na minha vida até hoje.

E agora simplesmente está aqui como se não tivesse acontecido nada, sinto minha respiração falhar, o ar está faltando em meus pulmões não posso e não consigo respirar, vejo Any correndo até mim e minha mãe vem para perto também assim como os outros.

-Ei olha pra mim, eu tô aqui, eu estou do seu lado Josh! Não vou te deixar, lembra?-Any fala para mim segurando meu rosto para que eu a olhe, sei que ela quer apenas me passar calma, mas neste momento não consigo e muito menos ela que está como eu.

Seus soluços e choro mostram isso, eu odeio a ver chorar mas nem eu sou forte agora, agarro seu corpo contra o meu de forma forte sentindo seu cheiro doce nas minhas narinas, mas nada me acalma.

Preciso do meu cigarro, talvez um de maconha, mas onde irei encontrar isso nessa cidadezinha? No Rio tenho meus contatos, já aqui não tenho nada.

-Eu quero fumar.-digo baixo em seu ouvido decidido mas vejo Any negar me apertando mais contra ela.

-Você não precisa, eu estou aqui, por favor não me deixa sozinha.-olho em seus olhos e foi como um pedido de ajuda, esqueço o que iria fazer e a aperto forte contra meu peito, mostrando que não iria a deixar.-Vamos sair daqui um pouco?-me pergunta em súplica.

Ela me puxa pela mão e sem falar com ninguém subimos para o quarto.

Fomos para o quarto dela que era mais próximo as escadas, lá dentro trancamos a porta e deitamos na cama juntos, chorando tristes pelo acontecimento.

...

Faz um bom tempo que estamos deitados na cama, não quero me mexer e muito menos sair desse quarto, estamos confortáveis consolando um ao outro em um abraço perfeito.

Isso acaba no momento em que alguém bate na porta, tentamos ignorar ficando quietos porém o som continua ecoando pelo quarto.

-Podemos conversar?-A voz da minha irmã nos chama do outro lado da porta.-Por favor me deixem falar, me deixem ver vocês! Eu odeio ver vocês dois chorando.-não me aguento com essas palavras, levanto da cama indo com raiva em direção da porta

Meu querido primo - BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora