✿ Lee Taeyong ✿
Já havia se passado mais uma semana, e nesse tempo eu e Doyoung tínhamos nos aproximado ainda mais, ele me levava para alguns lugares que gostava quando estava entediado e não queria trabalhar, já inventamos desculpas para a mãe dele por chegarmos depois da 00:00 na sua casa porque quando estamos juntos o tempo passa tão depressa e nem percebemos.
Eu não posso negar mais o quão apaixonado estou, eu sinto que ele sente o mesmo, mas tem certas coisas que não colaboram nessa "relação", eu converso sobre o que sinto com o Ten e ele ainda mantém o pé atrás com Doyoung dizendo que sente algo muito estranho e que eu deveria tomar cuidado.
Aquele sonho esquisito nunca mais se repetiu, mas ainda lembrava perfeitamente aquela sensação de desespero, e para piorar, desde ontem sinto uma dor no peito que não sei da onde veio, eu pensei em contar para minha mãe mas ela anda tão corrida ultimamente já que o Jisung e o Chenle ficaram gripados que eu resolvi nem incomodar ela, meu pai também estava ocupado ajudando Yves e Sanha montar o desfile no quintal de novo, pois é, elus não desistiram da ideia de desfile ainda e querem que seja sábado, ou seja, amanhã.
Todos em casa estavam tão ocupados com outras coisas que eu resolvi não atrapalhar ninguém, é um dor que vai passar logo. Enfim, eu saí de casa cedo para ir ao trabalho, Doyoung tinha comprado uma camisa branca novinha igual a outra que tinha, sorte que a mãe dele nem notou que eu não tinha usado aquela vez.
Estacionei o carro na garagem e entrei na casa, indo para cozinha encontrar a Senhora Choi como fazia todos os dias.
— Bom dia, Senhora Choi — A cumprimento e ela deixa um beijo na minha testa.
— Bom dia, querido, já comeu?
— Dessa vez sim, não precisa se preocupar — Abro um sorriso e me sentei na cadeira próxima a ela — O Doyoung já acordou?
— Já, está se arrumando, logo logo desce para ir a empresa, Tae posso te perguntar uma coisa?
— Claro que pode, Senhora Choi.
— Eu reparei que você e o Doyoung estão bem mais próximos ultimamente, você está seguindo meu conselho daquele dia, sim? Não caiu nos encantos dele, ou sim?
— Por que está perguntando isso? — Eu engoli seco e senti minhas orelhas queimarem de vergonha.
— Eu sei que o Kim é um homem muito bonito, todos os jovens adultos que já trabalharam nessa casa sempre se rendiam aos encantos dele sem pensarem nas consequências, e todos eles se demitiram logo depois, eu não sei porquê, nem Doyoung sabe o porquê dos garotos irem embora tão rápido assim, e eu estou te avisando porque a chefe gosta de você e seria uma tristeza te perder — O meu sorriso sumiu mas tentei não deixar tão aparente a minha tristeza.
— Obrigado por me avisar, mas não precisa se preocupar com isso, eu sei o que estou fazendo, Senhora Choi.
— Eu espero mesmo, querido.
Eu abri um pequeno sorriso para tranquilizá-la, mas na verdade eu não fazia a mínima ideia do que estava fazendo, me sinto no meio de uma corda bamba, de um lado está a necessidade do emprego e do outro o desejo de poder ser amado, e eu não consigo decidir um desses lados e dói tanto.
Eu sempre fui decidido, sempre escolhi o lado certo e agi de maneira correta mas agora eu não tinha rumo, não tinha direção, estava me sentindo perdido e sozinho nessa.
Logo o Doyoung desceu as escadas e fomos juntos para o carro, eu o levei para a empresa e o caminho todo ele contou sobre o novo projeto de melhorar as casas no meu bairro, já tinha se iniciado e eu reparei isso, estava tão grato pela ajuda dele em melhorar um pouquinho a vida daquelas pessoas que convivem comigo desde que eu era pequenino, Doyoung é um anjo.
Fiquei o esperando no estacionamento mexendo o celular, conversando com Johnny sobre o filme que ele estava assistindo, eu desviei o olhar por alguns segundos e foi o suficiente para ver Sihyeon entrando no prédio pela segunda vez, como fez na semana passada. Lembro do seu rosto e como ela se jogava para cima dele o tempo todo, também sei que os pais do Kim gostam dela.
O que ela está fazendo aqui? E por que eu quero saber? Que saco, eu não posso cuidar da vida dos outros desse jeito, é errado.
Talvez seja um pouco de ciúmes da minha parte, e um pouco de medo dela estar aqui para se jogar em cima dele de novo, mas também eu posso estar paranóico e com medo de perder o Doyoung. Desde que eu me quebrei no último e único relacionamento da minha vida eu fiquei ainda mais carente de atenção e ainda mais paranóico.
Sempre sinto medo de perder as pessoas que eu gosto, as vezes acho que vão me abandonar se eu não fazer as coisas direito, caramba, aquela época foi a pior da minha vida e não sei se teria forças para passar por algo parecido de novo.
☆☆☆
Aviso da Rafa: o desfile vai dar coisa boa
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É VOCÊ // Dotae
Fanfiction{🏳️🌈} Lee Taeyong mora em um lar para adolescentes e jovens adultos LGBTs que foram expulsos e rejeitados por serem quem são, mas calma, esse não é o caso dele, é que seus pais são donos do lugar. Taeyong não tinha o que reclamar da sua vida, tem...
