capítulo 7

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Canta Galo - RJ

Acordei com a luz do sol na minha cara e alguém falando para eu levantar, estava com raiva e respirei fundo.

Chapadona: Fecha essa janela, não deixei ninguém entrar aqui - falei e me virei dd bruço.

Bobô: Ou tu levanta por que quer, ou eu te levanto na bicuda - falou e eu me sentei na cama olhando pra ele.

Chapadona: Oque você está fazendo na minha casa? É meu chefe, mas não tem direito - falei e ele riu.

Bobô: Bota uma roupa descente e desce, preciso da tua ajuda pra agora!- falou e eu revirei os olhos.

Ele saiu do quarto e eu levantei, peguei uma roupa no meu guarda roupa e fui tomar banho.

Quando terminei, me troquei arrumei meu cabelo e desci para a cozinha, ele estava sentado lá mexendo no celular.

Chapadona: Ainda são oito da manhã, meu turno só começa depois do meio dia, você sabe né?- perguntei assim que vi as horas.

Bobô: Sei, não quero tu trabalhando, mas sei que tu sabe descobrir umas senhas de computador e pá, quero sua ajuda - falou e eu me sentei.

Chapadona: Tu tem vários traficantes para isso, porque decidiu que eu teria que te ajudar?- perguntei respirando fundo.

Bobô: Porque eu confio mais em tu do que nos filho da puta que trabalha comigo, anda logo que eu não tenho tempo - falou e eu passei a mão no rosto.

Ouvir isso fez até meu dia melhor, tava feliz por saber que ele estava confiando cada vez mais em mim a cada dia que passava.

Mas fingi que nem era comigo.

Chapadona: Tá bom, me dá aí - falei e ele me deu o notebook.

Liguei e fiquei mexendo para descobrir a senha, em mais ou menos uma hora eu consegui desbloquear.

Chapadona: Faça bom proveito, se quiser meter o pé pra me deixar dormir, eu agradeço muito - falei virando o notebook pra ele.

Bobô: Se quiser ir pode ir, como sei que aqui não vai chegar ninguém, vou mexer nele aqui, é muito b.o pra ver isso na boca - falou e eu já saquei tudo.

Chapadona: Pegou o notebook de um dos caras que trabalham pra você? Cara cê não confia em ninguém mesmo - falei negando.

Bobô: Se abrir o bico pra alguém, meto bala em tu - falou e eu neguei.

Chapadona: Primeiro que ninguém vai com a minha cara e segundo oque eu ganho falando para o povo que você não confia em ninguém? Isso é normal no tráfico - falei e me levantei.

Bobô: Só quero ver - falou e eu fui saindo da cozinha - vai pra aonde?

Chapadona: Indo dormir, ué.

Bobô: Me ajuda a investigar isso aqui pô - falou e eu ri.

Chapadona: Não sou policial pra isso não, contrata alguém - falei e ele fechou a cara.

Parei e pensei:

Esse será meu único momento com ele sem ninguém por perto, porque não aproveitar né?

Vida Bandida (M)Onde histórias criam vida. Descubra agora