capítulo 31

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Bobô: Caralho primo, protege ela porra, não deixa ela dormir!

Primo: Eu vou lutar pelo meu morro, não pra deixar uma safada viva!

Gavião: Tu nunca achou nada contra a mina! Cuida dela porra!

Primo: Não que vocês saibam!

Sai atirando em vários policiais que tentavam se aproximar de chapadona.

Essa filha da puta faz tudo na emoção!

Agora ela tava lá, caída no chão com um alguns tiros no corpo e eu tava rezando pra que ela estivesse viva.

Não ia dar pra levar ela no hospital, ela ia ter que aguentar até a enfermeira do tráfico conseguir ajudar ela!

Gavião: Aí Bobô, a mina ta desacordada.

Bobô: Oque? Não caralho! Temos que levar ela, qual foi - chamei um soldado - toma conta do patrão, tamo levando ela.

Falei e sai correndo em direção a Nicolle, olhei ela e vi a mesma pálida, com dois tiros na perna e um no peito.

Peguei ela no colo e sai correndo pelo morro a cima enquanto gavião e mais um soldado faziam a minha guarda.

Quando cheguei na casa da mina ela não tava, fiquei no puro ódio e senti a pulsação dela cada vez mais fraca.

Bobô: Vou com ela pra pista, pega um carro, o resto eu faço!

Gavião: Que? Tá maluco? Não vai!

Bobô: Vai logo! Não vou deixar ela morrer!

Soldado: Aí patrão, é agora ou nunca! Temos que descer enquanto eles estão concentrados aqui.

Bobô: Então vamo agora!

Sai correndo com ela pra outra entrada do morro e meti o pé pela avenida, os caras pararam o primeiro carro que viram na frente.

Bobô: Mete o pé pro morro, com ela eu me viro!

Gavião: Tu vai ser preso!

Bobô: Antes eu sozinho, do que com vocês!

Soldado: Vai na fé irmão, tudo vai ficar bem!

Bobô: Mete o pé pro hospital parceiro, ela tá morrendo! - gritei pro cara do carro - tu fecha o olho menó, só abre quando eu estiver longe do carro.

Falei pra criança que tava no banco de trás comigo.

Gavião: Fé aí irmão!

Bobô: Fé, fé, fé!

Logo motorista meteu o pé para o hospital e a mulher dele tava no maior desespero, chorando a beça!

Mulher: Não mata a gente por favor!

Bobô: Eu só quero levar ela pro hospital o mais rápido possível, não quero nada com nenhum de vocês!

Ele me deixou na porta do hospital e eu ainda deixei umas notas na mão do menor que nem me olhando tava.

Desci correndo e entrei no hospital, chamei as enfermeiras e logo levaram ela pra dentro da sala de cirurgia.

Fiquei sentado por maior cota esperando notícias dela e nada.

Fui na recepção e ninguém falava nada sobre ela, logo vi alguns carros de polícia chegar e fui pra sala da médica que tinha levado chapadona.

Entrei com tudo e me tranquei com ela lá dentro.

Bobô: Tu pode até deixar os polícia me levar e fazerem oque bem quiserem comigo, mas quero saber como ela tá, se não tu vai morrer!

Falei e ela gelou na hora.

Drª: Eu não sei, eu não vi o quadro dela, desculpa não posso te ajudar.

Falou, eu ri engatinhando a arma e colocando na cabeça da mesma.

Bobô: Como ela tá? Não ouvi direito, me leva até ela agora!

Drª: Por favor, não me mata! Eu faço oque você quiser.

Bobô: Me leva até ela!

Falei e assim ela fez, saímos da sala e fomos direto pra um quarto na UTI.

Drª: Ela está aqui, está instável ainda, vai ficar em coma por um tempo.

Bobô: Um tempo quando?

Drª: Não sei te dizer! Tudo depende do corpo dela, se ele reagir bem aos medicamentos em meses ou até dias ela volta, mas se não, ela pode ficar assim por anos.

Falou e eu fiquei calado vendo ela deitada na cama, mais branca que um papel, sem a pose de durona, nem a cara com o deboche.

Caralho!

Me ajoelhei ali no quarto mermo e orei pela vida dela, peguei na mão dela e fiz minha oração.

Sou vagabundo, todo errado mermo, mas nunca deixei de acreditar no meu bom Deus que a anos me guia e me mantém vivo!

Bobô: Aí minha preta, tô partindo e não sei se vou te ver de novo, mas quero tu viva pra comandar a favela por mim, até mais minha princesa!

Assim que sai do quarto vi vários policiais na porta, com várias armas apontadas pra mim.

Delegado: Deita no chão com as mãos na cabeça!

Assim eu fiz, logo ele algemou e me levou pra fora do hospital.

Não falei nada dali em diante, podia morrer mas não abriria a minha boca pra porra nenhuma.

Vida Bandida (M)Onde histórias criam vida. Descubra agora