capítulo 8

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Canta Galo - RJ

Chapadona: Bobô, cuidado - gritei assim que vi um policial mirando nele.

Loirão: Precisamos fazer a contenção dele, ele parece estar perdido - falou e eu pulei da laje assim que vi um policial atrás dele.

Estava de frente em um confronto com a polícia, na cara uma touca ninja, não ia sujar minha imagem em um morro inimigo né?

Corri e atirei na testa do mesmo, ele caiu atrás do meu chefe que olhou pra ele e depois pra mim.

Peguei no braço dele e sai puxando o mesmo pelos becos da favela, entrei em um barraco qualquer e empurrei ele para a cama que tinha ali.

Chapadona: Cê tá chapando? Quer morrer? Presta atenção, sou soldada sua tô aqui pra te proteger, não sou Deus por até ressuscitar não - gritei com ele.

Bobô: Parceira, eu já tô morrendo - falou e me mostrou um tiro na barriga.

Como eu não tinha percebido isso antes?

Chapadona: E porque não avisou nada? Cê é maluco ? So pode! - falei puta da vida.

Bobô: Tá suave, a hora de todo mundo chega né? - falou rindo e eu fechei a cara.

Chapadona: Enquanto eu for sua soldada, não vou deixar tu morrer, deita aí que vou tirar essa bala de dentro de você.

Meu radinho tocou e eu peguei atendendo enquanto ajudava ele a deitar na cama.

Radinho 📳

De Colfoi? Cadê Bobô porra?

Ele levou um tiro na barriga, tô em algum barraco do morro com ele.

Cuida dele chapadona, se ele morrer, vai foder com tudo, o chefe vai ficar puto!

Eu sei, eu sei!

Fé aí, avisa qualquer coisa.

Pode pá, fé aí

Radinho 📳

Joguei o radinho pela cama e sai pela casa atrás de alguma coisa que me ajudasse a tirar a bala.

Entrei no banheiro e achei uma pinça, peguei, cacei linha de custura e agulha, assim que achei peguei e coloquei no meu bolso, esquentei um pouco de água, peguei vodka no armário e levei tudo para sala.

Chapadona: Vira isso aí e se quiser tem conhaque.

Bobô: Trás tudo de bebida, as mais fortes que tiver.

Sai de lá e fui até os armários de novo, tinha só bebida que botava pra foder mesmo, conhaque, 51, velho barreiro.

Peguei todas as garrafas e levei para a cama, dei pra ele e me sentei passando o pano quente em sua barriga limpando o sangue.

Chapadona: Já vai virando tudo, porque já ameniza a dor quando eu começar - falei e assim ele fez.

Virou em segundos a garrafa de conhaque, virou a de 51 e depois a de velho barreiro.

Vida Bandida (M)Onde histórias criam vida. Descubra agora