Capítulo 43

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Alto do bode - CE

Nicolly

Se passou uns dois meses que eu estou aqui no Ceará, o plano do meu pai ja estava em prática.

Eles estão invadindo favelas próximas do Canta Galo, sabia que os meninos estavam putos.

A gente tinha um grupo no Whatsapp e eu só via as notificações chegando, não mexia mais naquele número e estava tendo quase certeza que eles estavam me rastreando.

Eu só precisava da confirmação de um dos vapores la da favela, para picar o pé daqui e acabar com essa merda toda.

A mulher que fingia ser minha vó, recebeu o dela e meteu o pé, a veinha foi esperta e ja mudou até de país.

Ligação

Colly?

Alô?

Oi preta, é o pai.

Oi pai, e ai? Como estão as coisas?

Você ja pode voltar, to te esperando em casa.

Ja? Oque vocês ja adiantaram? Oque ta acontecendo ai?

Ta tudo suave pro nosso lado, o pai ta orgulhoso de você, pode voltar!

Tem certeza?!

Tenho e ainda tenho mais uma surpresa, volta rápido!

Tudo bem, te amo, beijo!

Te amo preta, tchau.

Ligação

Eu entendi essa ligação? Não.

Mas eu estava feliz que depois de um ano e pouco eu veria minha familia de novo.

Sei que vai estar muito caôs por la, por eles ja terem pegado o primo, mas ai eu nem vou ligar.

Vou tirar meu descanso com minha familia e o resto ja era!

Nem sei mais se quero fazer parte dessa vida de crime ainda.

Fiz minhas malas, chegou notificação no celular e era um número desconhecido mandando a minja passagem.

Chapadona: Ai que felicidade!

Falei sozinha pulando pelo quarto.

....

Assim que eu pisei meus pés em solo carioca, ja era mais de dez da noite, tentei chamar uber, mas quem disse que aceitavam? Nada pô.

Respirei fundo, mandando mensagem para o número desconhecido vir me buscar.

Sabia quem era? Não, mas é de confiança do meu coroa, então ta tranquilo.

Depois de uma cota esperando fora do aeroporto, vi um farol piscando do outro lado da rua.

Peguei minhas malas e fui em direção, um dos meninos do morro desceu e pegou minha mala, colocando no porta-malas.

Entrei no carro dando boa noite e ficando na minha até chegar na minha favela.

Assim que começamos a subir, ja fui olhando tudo e percebi que não tinha mudado exatamente nada!

Era tudo do mesmo jeito, as casas, as pessoas, tudo, tudo!

Desci do carro assim que paramos em frente a boca.

Pilantra: Seja bem vinda de volta, minha parceira!

Falou sorrindo e na mesma hora soltaram fogos, sim fogos!!!

Chapadona: Ah que saudade de você, pilantrinha!!

Falei abraçando ele e fui falar com o resto dos soldados que eu conhecia.

Chefia: Minha preta, que saudade filha!

Falou e eu sorri indo até ele.

Chapadona: Sem missão pra longe, por favor pai.

Chefia: Nunca mais, nunca mais.

Falei com todo mundo e depois fomos para a sala, fazer a última reunião.

Perninha: Gratidão pela última reunião, se chegamos até aqui foi graças a você, tu mostrou ser pela facção e que ela esta em primeiro lugar na sua vida, chapadona.

Branquinho: O crime agradece e tu tlgd que qualquer bagulho é nós na fita, liga nós qualquer parada minha parceira.

Chefia: Orgulho eu tenho da mina foda que eu criei, tu ta usando seu sofrimento pra coisa certa, descontando em quem sempre quis seu mal, com todo esse comprometimento, ja posso garantir que você vai virar minha gerente.

Chapadona: Gerente?

Chefia: Queria tu sendo meu braço direito, então é isso ai mermo!

Chapadona: Sei nem oque falar, esses meses foram foda lá, mas eu aprendi muito por lá e com a facção, e nós sempre e na próxima ja sabem onde me encontrar. 

Falei sorrindo e eles concordaram.

Chefia: Agora vai tomar seu banho e descansar que de madrugada é nós!

Falou e eu concordei, ficamos conversando sobre varias coisas ainda e depois de muitas horas, fui pra casa, tomei meu banho e capotei.

Vida Bandida (M)Onde histórias criam vida. Descubra agora