Ah, os clichês! Quem não gosta de um romance entre a nerd e o popular? E se ele apostasse com seus amigos que pode conquistá-la? Melhor ainda! Mas, e se ele não fosse o único que gosta de apostas?
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Livro 2 do Projeto Fanfic em Imagem.
❌ Não tem hot...
-Ao ver Brianna na porta da frente, seu cansaço deu um "até logo" e seu estômago gelou. Era estranho não vê-la durante o dia na escola, e, mesmo que estivesse com ela vinte e quatro horas atrás, estava com um pouco de saudade. Então a abraçou, absorvendo aquele perfume que ela tinha, que o garoto já estava se acostumando.
- Oi. - a cumprimentou quando se afastaram e ela entrou na casa.
- Ei. Está com cara de cansado.
- Ah, vai piorar! - deu risada - Está com fome? A comida já chegou, vamos. - segurou a mão dela e subiram para o quarto.
- O que é isso?!
- É meu forte. Eu tinha costume de fazer isto quando ia assistir algum filme de terror, para os monstros não me pegarem. Virou costume, espero que não se importe...
- Caramba, é muito legal! Minha mãe fazia para mim também. - Brianna entrou na estrutura felpuda - Você faz certinho, eu nunca soube fazer sem que desmoronasse.
- É um dos meus dons. - se gabou, enquanto e trava também, fechando a entrada com um travesseiro.
- Já decidiu o que vamos assistir?
- Ainda não, você pode escolher, mas eu gosto de terror, só para constar. - Hector a entregou o controle da tevê e começou a abrir as caixinhas de comida japonesa. - Ah, que cheiro bom, eu amo isso aqui.
- Eu sou um pouco medrosa para terror, talvez um suspense...?
- Estamos no forte, nenhum monstro vem te pegar. - se aproxima da garota com um sorrisinho no rosto e ela lhe dá um peteleco.
- Suspense.
- Beleza, então.
Brianna fuça no catálogo disponível no serviço de streaming, até achar um filme com uma sinopse interessante e mais duas continuações.
- Já assistiu este? - ela o questiona.
- O primeiro, não. Mas já ouvi falar no terceiro.
- Parece que é um clássico bem famoso, mas nunca vi inteiro.
- Então vai ser este mesmo! Dá play aí! - Hector organiza os aperitivos numa bandeja de café da manhã, e cobriu as pernas de ambos com um lençol.
Enquanto comiam, prestavam atenção no filme. Clássico de personagens burros que caem no papinho de mulheres bonitas e acabam se ferrando.
- Para a época, as maquiagens são bem feitas, né? Que nojo! - Hector exclama, ao ver uma garota asiática com um de seus olhos derretidos por um massarico.
- É... - Brianna tinha um uramaki entre seus hashis, parados no meio do caminho até sua boca, que estava levemente aberta, enquanto prestava atenção na cena agoniante à sua frente. Provavelmente sonharia com aquilo, a garota se impressionava fácil com elementos visuais de forte impacto.
- Bia. - Hector toca em seu braço, a assustando, que deixa o rolinho cair em seu colo - Desculpe! Quer pular o próximo filme e ver algo mais leve?
- Não... Está tudo bem, eu só estava concentrada. Pode pôr o próximo!
Pois bem, comiam sorvete enquanto o segundo filme passava, tão sangnolento quanto o primeiro.
Já no terceiro filme, estavam deitados, Hector deitou a garota sobre seu peito e fazia cafuné nos cabelos dela. O garoto havia colocado um pequeno ventilador dentro da cabana e ambos quase dormiam, de barriga cheia e um vento suave, com gritos e grunhidos de pessoas sendo torturadas bem baixinho ao fundo.
Hector estava relaxado, feliz por estar tendo um momento legal com Brianna. Estava com a o coração um tanto mais leve após ter admitido para si mesmo e para seus melhores amigos que não queria mais brincar com a garota daquele jeito.
Pensava num jeito de contar para ela e decidiu que faria isso antes do jogo mesmo, assim, daria um tempo para ela pensar e poderia jogar com a consciência mais limpa. Não é?
Deixou um beijo no topo da cabeça dela, que ergueu o rosto, então começaram um beijo profundo, lento e íntimo. Hector a colocou em cima de si por completo, intensificando os movimentos dos lábios.
Ouvia a respiração escassa de Brianna e sentia seu peso sobre o corpo dele. Gostava do contato, gostava de tocar a pele dela. Então sua mão invadiu o tecido fino da blusa dela, fazendo um caminho vagaroso por suas costas, quadril e barriga.
Não começara aquilo com intensões sexuais, mas, se ela quiser, ele quer!
Espera, não, porra!
Não transaria com ela! Ele contaria para ela sobre a aposta, transar com ela só deixaria as coisas piores! Ela se sentiria usada. Isso não vai acontecer?
Decidiu que não ultrapassaria nenhum limite imposto por ela.
Mas, e se ela não impor nenhum limite? Ele resistiria?
- Hector, não posso... - Brianna diz, ofegante, acarinhando a nuca do rapaz.
Isso!
- Não vamos fazer nada, relaxa. - deu um selinho e um sorriso adorável para ela.
- Não é isso... - não? - Eu tenho que ir para casa, já deve ser tarde.
Ah, era isso.
- Oh! - o garoto, ainda com uma de suas mãos ao redor da cintura dela, que estava em seu colo, pegou seu celular, checando o relógio. Era oito e quarenta e um. - Tem razão, já está escuro lá fora.
- É... - ela sorri, com os lábios encrispados - No fim, nem prestamos atenção no terceiro filme, não é?
- Foi mal, eu queria muito te beijar. Esperei o dia todo.
Brianna sentiu o rosto arder com o sorriso dele, então se levantou, saindo da cabana, sendo seguida por ele. Calçaram os sapatos.
- Quer levar o resto do sorvete? Você e seus pais podem tomar, não chegamos nem à metade do pote.
- Não precisa!
- Leva, vai! Eu não vou comer tudo isso sozinho.
Desde que seu pai se mudara para Bastia para ficar com sua avó, Hector têm vivido sozinho em casa, então evitava comprar grandes quantidades de algo que pudesse estragar com o tempo, caso não comesse ou enjoasse. Esqueceria de comer aquele sorvete, tinha certeza. Nem gostava muito de sorvete, preferia bolo, mas sabia que Brianna era fã de baunilha com frutas vermelhas.
- Tá bom! - Deu um selinho nela e desceram as escadas para a sala. Hector chamava um táxi pelo celular, enquanto colocava o pote de sorvete numa sacola para ela levar.
Esperavam o táxi no sofá, aos beijos novamente. Quando o motorista buzinou, Hector deu graças a Deus, se tivesse que lidar com os beijos e toques suaves dela por mais um minuto sequer, a deitaria alí mesmo.
- Me avise quando chegar em casa.
- Pode deixar. - deram um selinho e Brianna entrou no carro.
Hector entrou em casa, se certificando de que tudo estava devidamente trancado, então decidiu tomar outro banho. Não tão quentinho quanto o que havia tomado horas atrás. Precisava resfriar seu corpo, que estava fervendo.
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N/A: Boa noite, amgs! Sextou hehehe, quem sabe os filmes que o casalzão tavam assistindo? (vi esses dias e amo, recomendo) Enfim, até amanhã gente, obrigado por lerem e obrigado pelas respostas à pergunta de ontem 🖤
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