Capítulo 29

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Era uma noite quente, agradável e Hector queria que Brianna morasse longe de Mackenna, para que pudessem caminhar juntos pelo maior tempo possível.

— Hector!

— Oi? Oi! — o rapaz a encarou — Desculpa, eu me distrai um pouquinho.

— Tem alguma coisa que você queira me falar? A gente já deu duas voltas no quarteirão e você não disse nada.

O rapaz parou no meio da rua. Colocou as mãos na cintura e a encarou.

— Quê? — a garota riu da postura dele.

— Você tá meio ansioso com alguma coisa, eu sei. Pode falar comigo, Hector, nós estamos bem, se lembra?

— É, mas... porra, duas voltas? E você não me falou nada? Dava para ter conversado um monte!

Brianna ria do garoto.

— A gente pode conversar ali, olha. — ela segurou a mão dele e o levou até um pequeno parque. Cada um se sentou num balanço e se olharam — Prontinho, agora podemos conversar "um monte".

— Continua engraçadinha. — cutucou a bochecha dela com o dedo indicador. — Se divertiu hoje?

— Foi um passeio legal.

— Eu vi você encolhida na poltrona do cinema, com medinho.

— O filme dava uns sustos, vai!

— É muito bom sair com você de novo, sabia?

— É. É bom sair com você também. Sem todas as preocupações e brincadeiras. Você é um cara legal, Hector.

— Isso é um alívio! — ironizou — Mas, falando sério. Queria que a gente pudesse voltar a ser como antes... sabe?

— Tipo, namorar? — o garoto engasgou com a própria saliva.

— Bom, você é meio direta, não é?

— É a convivência com você, eu acho!

— Mas, já que tocou no assunto, é. Eu ainda gosto muito de você, como já te falei.

A garota respirou fundo.

— Eu gosto de você também, Hector.

— Então por que estamos perdendo tempo fingindo que somos amiguinhos?

— Eu sei lá! É o que as pessoas fazem antes de namorarem, são amigos, não é?

— É mas a gente já passou dessa fase. Na verdade, a gente passou por muita coisa. Já fomos amigos... inimigos.

— Então, acha que a gente tá pronto para isso?

— Pelo menos eu estou. Mas, eu posso esperar até que você me queira. Mas se já me quiser, eu... bem, estou aqui! Mas se não quiser...

Brianna fez o favor de se levantar, ir até o balanço dele, sentar-se em seu colo e calá-lo com um beijo. Foi um tanto singelo, mas foi só para acalmá-lo.

— Espero que tenha entendido. — o rapaz tinha os olhos fechados e ela acarinhava sua nuca.

— Na verdade, não. Talvez se beijar de novo... — deram risada e ele passou seus braços em volta da cintura dela.

Então, a garota distribuiu vários selinhos em seus lábios, ao mesmo tempo que iam se abraçando.

— Nós vamos cair, Hector! — agarrou as correntes do balanço.

— Eu já estou caidinho, Bia! — sorriu como um tolo para ela, que olhou bem para a cara dele e, em seguida, gargalhou.

— Meu Deus, você é muito brega! — se levantou e ele a seguiu, abraçando-a.

LA PARI (A Aposta) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora