Capítulo 18

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Ao ouvir aquilo, somado à cara de de confusão de Simon, a feição de reprovação de Joe e Tristan tentando fingir que não ouviu nada, Brianna foi puxada de volta à vida real.

Foi lembrada do por quê aquele moleque se sentia à vontade de falar com ela daquele jeito.

Ah, é verdade, estavam jogando.

— O que é isso, filho? — Simon tenta amenizar o clima tenso.

— É ciúmes, tio, relaxa! — Tristan deu um sorriso sem graça

— Hector... — Brianna olha para ele,

— Vamos conversar. Vem. — o garoto dá as costas e sai andando para a parte frontal da casa, sendo seguido pela menina, que pediu licença aos outros e foi atrás de Hector.

Ele se sentam num banquinho de madeira no gramado da frente.

— Quer me falar que droga foi essa? Do nada? — Brianna cruza as pernas, sentando-de lateralmente no banco, para que pudesse ficar de frente para o rapaz.

— Desculpe. Sabe, por um tempo eu esqueci de que você é amiga daquele filho da puta. Aliás, nem sei o por quê!

— Sei que você e Troyan tem suas briguinhas, mas eu não tenho nada a ver com isso.

— Se soubesse, de verdade, como ele é, passaria longe dele.

— Entendi. Mas, não quero que se preocupe com ele. Cada um no seu canto, ok?

Hector apenas assente com a cabeça.

— E então? As ruínas...

— Ainda quer ir? — um sorriso pequeno surge. Brianna enfatiza que sim, balançando a cabeça e se levantando

— Seu pai disse que eu iria gostar, fiquei curiosa.

Sorriram um para o outro e saíram pelos portões, após Hector mandar uma mensagem para seu pai, avisando que estavam indo.

Simon, aliás, estava certo. Brianna perdera o fôlego com a vista de Glacières de Cardo. Pensou em seus pais, eram turistas de carteirinha e, provavelmente aproveitariam o passeio mais que a menina.

Deram uma volta pelos restos de construções antigas, Hector contava algumas curiosidades sobre o local e a ilha de Bastia em si.

Ao comprarem garrafinhas d'água, se sentaram numa pedra perto de uma das pequenas casinhas de pedra restantes ali. O tempo começava a esfriar.

— Isso aqui é lindo demais, obrigada por me mostrar esse lugar. — Hector abraçou Brianna de lado.

— Eu gosto daqui. Da ilha, no geral. Só não fico aqui por causa do basquete.

— E o jogo?

— Semana que vem. — suspira.

— Nervoso? — ela o encara, de pertinho.

— Um pouco. É um jogo importante. — ele olhava para o horizonte e ocasionalmente respirava fundo, parecia angustiado — Você vai?

LA PARI (A Aposta) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora