Cap. 26 - Final da 1° temporada

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[AVISO - no final desse capitulo contem gatilho de violência sexual]

Ficamos um tempo ainda acordados assistindo filme na tv do quarto até pegarmos no sono sem perceber. 

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Acordo e vejo que o jj ainda estava dormindo e com os braços em volta de mim, levanto com cuidado para não acorda-lo e vou até o banheiro, lavo o rosto, escovo os dentes e decido tomar um banho não muito demorado, visto um short jeans qualquer e uma blusinha branca, começo a arrumar meu cabelo ainda no banheiro.

- Bom dia gatinha. - O jj fala entrando um tempo depois e beijando meu rosto.

- Bom dia loirinho. - Acabo de me arrumar e o vejo escovando os dentes. 

- Já ta na hora de ir? - Ele pergunta quando acaba de se arrumar. 

- Sim, vamos tomar café la em baixo ainda. - Digo e coloco o celular no bolso. - Temos que descer logo pra não atrasar e...

- Vem cá. - Ele me interrompe e puxa minha cintura deixando nossos corpos colados. - Eu já disse o quanto você é linda? - Sua mão passa pelo meu rosto e arruma o meu cabelo atrás da orelha.

- Hoje? hmmm... ainda não. - Digo brincando.

- Você é linda s/n. - Ele sorri. - Eu sou caidinho por você.

- Serio??? Não me diga. - Digo sarcástica e vejo ele revirando os olhos sorrindo. - Eu tô brincando amor, você também é lindo, e um gostoso. - Sussurro essa parte no seu ouvido então ele me beija.

Não demoramos muito ali, logo pegamos as coisas e descemos encontrando a Kie e o Pope sentados em uma mesa no restaurante da pousada.

- Bom dia pombinhos. - A kie diz quando nos aproximamos.

- A noite foi boa né?? - O pope brinca e sentamos nas cadeiras.

- Vai se fuder pope. - Rimos e eu dou um tapinha no braço dele.

- Vão lá buscar café pra gente vão. - A kie diz e empurra levemento o jj que logo se levanta e o pope o acompanha.

Assim que eles entram na fila do café um pouco longe da nossa mesa a kie me olha sorrindo.

- Me  conta tudo!!! - Diz empolgada. Ela sabia que era a minha primeira vez e etc...

- A... então - Falo e ela ri. Conto algumas partes para a Kie mas não entro em detalhes, eu confio plenamente nela e a nossa relação era como de duas irmãs então não tinha por que esconder ou não falar.

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- E foi bom? - Ela pergunta

- Muito!

- Voltamos madames - O jj fala e coloca os pratos com sanduiches na mesa.

- Aqui o café de vocês. - A pope coloca uma garrafa de café na mesa.

Comemos e conversamos um pouco, quando acabamos nós pegamos as mochilas e saímos andando pela rua.

- No final de tudo o ouro nem está no mar né? - Pergunto ainda andando.

- O Ward foi espero colocando isso no mapa falso mas a verdade é que está enterrado na casa  da família do pirata. - O pope diz.

- Então temos que achar a casa dele? - O jj pergunta.

- Isso ai. - Digo e atravessamos a rua. 

- Temos que pedir alguma informação para os moradores ou alguém que saiba da história sei lá. - A kiara fala.

- Vamos até o museu. - O pope diz e concordamos. 

Andamos em direção ao centro histórico da cidade e procuramos pistas sem deixar na cara o real motivo de estarmos ali, mas, pouca gente conhecia a historia do ouro então não conseguimos  muitas coisas além de uma localização que servia de ponto de encontro dos escravos piratas que fugiam.

Decidimos ir até o lugar para procurar mais e quando estávamos perto, entramos em uma esquina de frente a uma loja e eu me assunto com o que vejo.

- Gente... - Digo e paro de andar fazendo todos parar também. - Eu tô fudida!

- Espera s/n, como assim? - A kiara pergunta sem entender nada.

- Meu pai poha! - Digo impaciente e eles se olham ainda sem entender

- O que tem seu pai? - O pope fala.

- Ele tá ali. - Aponto para um homem alto e forte que estava parado na porta da loja conversando com o motorista.

- Aquele é seu pai??? - O jj pergunta e aponta. - Poha, monstrão!!

- Para jj, não brinca nessa hora. - Digo e tento me esconder na porta da casa que estavamos.

- Qual o nome dele s/n? - Pope pergunta e todos se escondem comigo. 

- Ruan, Ruan Routledge

- Sogrão Ruan, gostei. - Jj brinca e me irrita.

- JJ. - A kiara da um tapa nele e ele para.

- Que merda ele tá fazendo aqui meu deus. - Digo nervosa. - O que vamos fazer??

- Calma. - O pope diz. - Você e eu vamos pelo outro lado, e o jj e a kiara vão por lá e tentam descobrir o que ele tá fazendo aqui tá?

Todos concordam e fazemos o que ele disse. Saio correndo com o Pope pelo lado que chegamos e a kiara e o jj saem do nosso campo de visão indo até a loja que meu pai estava.

Eu pensava repetidas vezes imaginando um motivo plausível para ele estar ali mas nada surgia na minha cabeça. A não ser pelo fato... obvio... ele devia estar me procurando, MERDA! Sair de casa depois de tudo que aconteceu com certeza deixou ele maluco.

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Naquela noite eu estava voltando da escola e vi dois homens me seguindo, tentei ir por um caminho para chegar logo mas, essa ideia só piorou tudo. Tinha um terceiro homem esperando os outros dois na rua que eu entrei e em questão de segundos um deles já estava me segurando e tapando minha boca para ninguém ouvir meus gritos.

Eles me levaram para um beco e começaram a rasgar minhas roupas, eu tentava lutar com todas as forças mas minha visão estava embaçada com tantas lagrimas e eu era ridiculamente mais fraca que eles. Quando me dei conta, já estava só de calcinha sentindo aquelas mãos e as bocas pelo meu corpo. Foi horrível.

Já estava sem forças para continuar me debatendo quando vi em um canto do beco uma barra de ferro com a ponta afiada e não hesitei em tentar pegá-la. Em um deslize deles eu consegui alcançar e bati com força em um deles (o mais magro) fazendo o mesmo cair no chão sangrando. Os outros olhavam aquela cena e tomaram raiva de mim então avançaram mas eu consegui enfiar a barra na barriga de um outro e percebi que conseguiria me defender com aquilo.

O homem que restou em pé tirou uma faca da cintura e veio ate mim acertando o meu braço de raspão. A dor era enorme mas minha raiva e medo eram maior então voltei a tentar acertá-lo, e, com dificuldade, fiz ele deixar a faca cair e peguei a cravando na sua garganta no mesmo momento. O sangue voou no meu rosto e eu limpei assim que vi seu corpo caindo no chão.

Peguei minha camisa que estava um pouco rasgada, vesti e sai correndo até a minha casa, saí correndo antes dos meus pais voltarem, deixei uma carta pedindo desculpas e explicando a versão verdadeira, larguei meu celular lá e comprei outro no caminho para Outer Banks. Eu imaginava que eles poderiam vim atrás de mim mas eu não tenho coragem de voltar e enfrentar tudo, por isso decidi fugir.

...

Always pogueOnde histórias criam vida. Descubra agora