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MARATONA 7/9

PH: 🤪

Depois de 3 dias no hospital, estamos voltando pra casa, Os  três dias mais foda, pra ser mais específico, Mayara reclamava de tudo! Da comida, da roupa, do horário de dormir, de não estar com gêmeos e de não poder dormir comigo, E eu tentando fazer ela ficar mais de boa.

Esses dias foram puxados pra todos, os gêmeos queriam mamar na mesma hora e ela não começar a dar fórmulas pras crianças, e eu que não sabia de porra nenhuma? Enquanto eu revezava com um chorando, Mayara amamentava o outro fazendo dormir, era cansativo, mas eram nossos filhos e nossa nova vida.

Biro e Érica vinham sempre, ainda estavam puto um com o outro, mas faziam o máximo por nós e pelos seus afilhados, depois do nascimento dos gêmeos, fui em casa buscar mais roupa e tomar um banho, trouxe todo mundo pra ver eles, foi um alvoroço, mas tava todo mundo feliz e animado, isso que importava.

As vezes quando Mayara dormia, eu ficava admirando ela, tudo que ela passou e o quanto vai ser uma mãe foda prós meus filhos, ela sempre foi forte e determinada com as coisas que queriam, sempre foi casca grossa, pé firme, e isso que fez com que eu me apaixonasse por ela.

*

Peguei as últimas coisas do quarto e segui Mayara, destravei o carro e arrumei tudo na parte de trás do lado dela, A cadeirinha dos bebês estavam na lá favela, guiei o carro com tranquilidade, a todo momento que dava eu tava olhando prós gêmeos pelo retrovisor.

Estacionei o carro na casa e Biro já estava na entrada, ajudei Mayara a descer do carro com os gêmeos e Biro já veio querendo pegar.

PH: Sai daí Biro, não encosta nas minhas cria. — Gastei com ele.

Biro: Sai você otário, essas crianças vão gostar mais de mim do que desse pai cuzão. — Mandei o dedo pra ele. — Já tomei banho pra pegar essa criança. — Pegou uma das crianças e entrou pra casa.

Mayara: Amor. — Me disse com os olhos fixados no bebê em seu colo. — Temos que escolher os nome logo. — Eu concordei.

PH: Você passou nove meses grávida e em nenhum momento paramos pra pensar no nome, e o mais foda, não comentar. — Nos observamos e rimos disso.

Tirei as coisas que faltavam do carro, a casa tava com um barulho gostoso de ouvir, barulho de casa cheia e povo animado, quando entramos veio todo mundo abraçar, Os gêmeos acordados olhando tudo ao redor.

Depois de falar com geral subi pro quarto, coloquei as coisas dos gêmeos em um lugar, tirei a camisa e fui direto pro banho, só precisava desse chuveiro quente e do meu sabonete, sou meio chato com essas coisas, me observo no espelho, preciso de uma noite de sono bem longa, o que não vai rolar porque sou pai e ainda de gêmeos, suspiro rindo, mas feliz com tudo.

Enrolo a toalha na cintura, Mayara estava deitada na cama, essa foi minha visão saindo sai do banheiro, fui até nossa mala de roupas.

Mayara: De quem é esse marido gostoso e pai de um casal de gêmeos? — Dei de ombros.

PH: Não tenho dona, mas de pai Gêmeos. — Parei fingindo pensar. — É, eu sou. — ela levanta uma sombrancelha.

Mayara: Pedro Henrique, eu posso deixar meus filhos sem pai. — Eu rir. — você não tem dona? Que pena então, vai experimentar o sofá da sala e me diz amanhã se é bom. — Ela é tão linda brava.

PH: Você sabe que meu coração só dá Cabritinha, e que essa mulher sempre foi a única na minha vida. — colo nossos lábios.

Mayara: Eu acho bom que seja a cabritinha mesmo, seria triste ver o Pedrinho perder pra qualquer outro do morro, não ser o único a tocar na Cabritinha. — Rolo os olhos e deito na cama.

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