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MARATONA 8/9

LETÍCIA: 🍄

Os dias em Angra dos Reis estava sendo um sonho pra mim, Minha vida sempre foi sozinha, meus pais sempre trabalhando no hospital e raramente estando comigo em datas que eram importantes pra mim, Nunca me viram apresentar na escola.

A gente sempre vivia se mudando para outros lugares, era sempre porque o outro hospital pagava melhor, ou porque um deles tinha um potencial na área que aquele hospital não servia mais, e eu ia porque não tinha escolha.

Por um certo lado eu até entendo, eu tenho tudo que eu sempre quis ter, não é que eu seja mimada, Mas eles trabalham pra me dar tudo, sinto saudades dos momentos que éramos nos três na nossa casa, brincadeiras e tudo mais.

A gente veio morar no morro quando o plano da minha mãe deu errado e ela não conseguiu a vaga, procuramos o lugar que era mais próximo, eu amei o morro de cara, eu curtia desenhar quando tinha dez anos, os desenhos na parede me encantaram.

Eu moro a Cinco anos no morro, foi difícil fazer amigos já que nas outras escolas eu saia em menos de três meses, eu sempre conseguia me virar em relação a prova e notas, depois que fui pra escola do morro, eu me soltei muito e comecei a ser extrovertida com todo mundo, aí pegou, conheci garotos, garotas, fui no meu primeiro baile, perdi a virgindade com um vapor que não faço a mínima ideia se ainda é do morro.

Eu e meus pais, se afastamentos muito depois que contei para eles que ficava com mulheres, meu pai nunca quis aceitar, minha mãe sempre apoiava as decisões dele, depois foi um pouco tranquilo, nunca fui de levar garotas pra casa, meu pai ficou semanas sem falar comigo, aos poucos voltava e era tudo formal, atualmente eu queria contar pra minha mãe o quanto eu tô apaixonada por uma pessoa.

Dizer como ele é, o quanto ele é incrível comigo, as graça que ele faz, todos os momentos juntos por mais que foram poucos, ainda, não sei como eles vão reagir sobre o Peixinho, não sei mais nada sobre os meus pais, mas isso não me deixa ansiosa, porque independente da decisões deles, eu sempre fiz o que eu achava que me fazia bem.

*

Letícia: Bom dia Amiga. — Minha voz sonolenta me entregou que queria voltar a dormir.

Hellena: Bom dia Lett. — Se espreguiça na cama.

Hellena e Pereira brigaram um dia desses, minha amiga está destruída, as vezes quando não estou morta de sono consigo escutar ela chorar de noite, ela está sofrendo pra caramba.

Pela minha pouca experiência, eles deveriam conversar novamente e Hellena ser mais compreensiva nesse caso e não querer viver em baixo de Pereira como se fosse uma asa, eu já disse isso pra ela, mas Hellena diz que eu não entendo o que ela sente, Não mesmo, porque eu nunca agiria nessa dependência.

Letícia: Vamos levantar, hoje você vai sair dessa moleza miserável. — Puxo seu braço.

Hellena: Não Letícia, eu tô morrendo de dor de cabeça. — Se joga na cama novamente.

Letícia: Você está morrendo de saudades de uma pessoa que se chama Gabriel Pereira, E não com dor de cabeça, Bora Hellena, vai se resolver com esse macho, quem está errada é você. — Ela rola os olhos.

Hellena: Eu não estou errada, estou no meu direito, se ele vai me deixar aqui, nem precisa mais me encontrar. — Bufo encarando ela.

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