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MARATONA 6/9

MAYARA: 🍀

O dia foi bem animado, todos nós rimos como se fosse a última vez, deixamos as discórdias de lado, tava um clima gostoso de presenciar.

Agora estou deitada na cama, Ph dorme faz um tempo, eu estou sem nenhum sono, me virei para abraçar o Ph, sinto um líquido descer nas minhas pernas e uma dor imensa surgir na minha barriga.

Mayara: Pedro. — empurro ele. — amor, acorda. — Ph se vira pra mim.

PH: O que foi, Amor? — se espreguiça na cama.

Mayara: A bolsa estourou, nossos bebês querem vim ao mundo. — digo tranquila, apesar da dor.

PH: O que? — sentou na cama. — levanta Mayara, vamos pro médico. — eu rir do desespero.

Ele olha de um lado para o outro, mas não trouxemos nada dos gêmeos, estava previsto pra nascer duas semanas depois, mas esses bebês querem vim logo.

Levantei indo até onde a mala estava, peguei um vestido verde, tive dificuldade para vestir, calcei minhas rasteirinha, PH tinha ido avisar ao pessoal, soltei o cabelo e Penteei com a mão.

Arrumei uma bolsa minha para levar, sai do quarto Ph estava me esperando no corredor, Ele me ajudou a descer as escadas, na sala só tinha Érica e Biro acordados, provavelmente ele só disse a eles.

Biro: Quer que a gente vá junto? — Neguei.

Mayara: Tá tranquilo Biro, vocês podem ir amanhã. — ele assentiu. — Mas quero outro favor, dos dois... — Eles me encararam. — Não trouxe nada prós gêmeos, podem comprar algumas coisas? — Biro concordou na hora, depois de um tempo Érica assentiu.

Sorri pra eles, era triste ver como eles estavam, talvez essa ida seja uma tortura pra Érica ou talvez cresça mais essa vontade de ser mãe e aceitar o bebê, Biro e Érica me abraçou e logo depois entrei no carro.

PH tremia e eu só sabia rir, o desespero dele me deixava nervosa, ele dirigiu acelerando em todas as ruas.

Mayara: Essas crianças são espertas né amor. — Ele me encara sorrindo, enquanto o sinal está fechado. — Quiseram nascer em Angra dos Reis, tão mais chique que eu. — Ele passa a mão na minha barriga e me dá um selinho.

PH: Tô ansioso pra ver o rosto deles, cê não sabe o quanto esperei por isso. — Sorri. — Eu acho que vou chorar, Olha pra isso. — me mostrou suas mãos tremendo.

Mayara: Relaxa amor e acelera que está doendo muito, a dor é por dois. — O sinal abre e ele acelera pra o primeiro hospital particular que ele achou.

Ph me ajuda a sair do carro, caminhamos até a recepção, sua fala toda nervosa e atrapalhada, eu amo esse cara, ele sempre será a minha maior certeza, sentei sentindo minhas mãos tremerem por conta da dor, cada vez mais a dor aumentava, mandaram a gente aguardar um pouco.

Ph pegou um copo de água e me deu na boca, eu apertava sua mão tentando controlar essa dor e ele repetia 'Calma amor, vai ficar tudo bem' nem eu nessa hora estava mais calma, Gemi alto de dor sentindo como se as crianças já fossem sair.

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