deadly enemies of natasha ramos.

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𝐁𝐀𝐑𝐁𝐀𝐑𝐀 𝐏𝐀𝐒𝐒𝐎𝐒.
point of view.

— O que aconteceu? — Carol pergunta, assim que eu entro na sala de novo.

— Nobru queria me beijar, Coringa viu. — digo, e já é o bastante para que ela entenda o resto da treta, se é que posso chamar o quebra pau que ocorreu no corredor de "resto da treta".

— E você ia beijar ele? — ela pergunta.

Faço uma cara de nojo e balanço a cabeça que não. Obviamente não.

[...] O resto da aula foi um saco, e a cada minuto que se passava eu sentia mais remorso do que havia acontecido.

Foi assim por dois dias. Ia para o colégio, tinha que evitar falar e olhar para Coringa, voltava para casa e chorava. Chorava porque não sabia o que fazer.

E se ele fizer isso de novo comigo? E se eu nunca puder confiar nele?

O medo dele quebrar meu coração novamente é enorme, mas o de perdê-lo é maior. A necessidade de amá-lo é ainda mais grande.

Por um lado, eu amo o Coringa, amo a pessoa que ele é, cada pedacinho dele...mas por outro, eu tenho medo de um dia ele me deixar, estragar a confiança que tenho por ele...como ele mais ou menos já fez.

Mas isso me esclareceu algo; que eu preciso conversar com ele. Se não nós vamos continuar assim. E eu não quero isso.

Coloco uma calça jeans e uma blusa normal larga, apenas prendendo meu cabelo em um coque. Ando me vestindo assim por dois dias seguidos.

— Você vai no baile, né? — Carol me pergunta, enquanto saíamos na chuva para andar até o colégio.

— Não sei, Carol... — respondo, abrindo o guarda-chuva que nos cobre enquanto andamos.

Embora eu ame chuva, ela não parece tão especial para mim hoje.

— Ah, vai sim! Nada de se enfiar no quarto e se autotorturar com chocolates, filmes românticos, potes de sorvete e fotos dele. Você vai sair por cima. — ela diz.

Como ela adivinhou que eu ia fazer isso?

— Não sei ainda. — é o que digo.

Ela respira fundo e continuamos andando até o colégio. Quando chegamos, Carol vai conversar com Arthur e o pessoal, então eu entro na sala e espero bater o sinal, indicando o começo das aulas.

Como a Carolina fica sempre com a Natasha - embora a mesma tenha sido muito otária e piranha - eu tenho que me sentar sempre com Bruno, já que é o único lugar sobrando da sala. Consequentemente, o babaca me irrita e continua se insinuando para cima de mim.

— Eaí moreninha? — ele diz, entrando na sala e sentando ao meu lado.

— Sem essa de moreninha, Nobru. Por favor. A gente não tem nada. Inclusive, você viu o que aconteceu da última vez que achou isso. — falo.

𝐈𝐓'𝐒 𝐘𝐎𝐔, 𝐛𝐚𝐛𝐢𝐜𝐭𝐨𝐫 ✓Onde histórias criam vida. Descubra agora