[CONCLUÍDA] • Hinata e Naruto tiveram um romance no passado porém separaram-se devido a brigas frequentes e más influências. O reencontro entre eles traz à tona antigas memórias e sentimentos, mas também traz consigo uma série de desafios e question...
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Narradora
No fundo do fundo, Naruto queria acreditar que era o destino, mas ele achava impossível Hinata ainda ter sentimentos por ele depois de tanto tempo, ele viu ela no altar, sorrindo, ela estava feliz sem ele, ele teve que seguir em frente e agora depois de tantos anos tudo isso retornar, era praticamente impossível!
– Naruto? – A voz doce e calma junto com os dedos entrando nos fios dourados, tiraram o loiro de seus devaneios.
O Uzumaki maneou a cabeça e resmungou um "hm". Kushina levantou a cabeça do filho e sentou-se no sofá. Naruto se aconchegou e se encolheu no colo da mãe.
Kushina começou a fazer cafuné nos fios dourados e seu coração apertou vendo o filho assim, no meio da tarde, jogado no sofá. Naruto não é disso, sempre foi extrovertido e bagunceiro. A ruiva sabia, Naruto quieto, é Naruto doente. Seja fisicamente ou mentalmente.
– Oque tá deixando meu solzinho todo cabisbaixo? – Balbuciou tirando alguns fios loiros da testa do Uzumaki. Naruto ergueu o rosto e encontrou o olhar preocupado da mãe.
– Não é nada – Suspirou voltando a esconder o rosto na camiseta da mais velha.
Não queria ter que preocupar e descarregar coisas, que ele julgava desnecessárias, em cima da mãe. Novamente.
Mal sabia ele que a ruiva já sabia o motivo, ela o conhecia, arrisco a dizer, mais que ele mesmo. Kushina é brincalhona e extrovertida, mas é uma boa observadora, ainda mais quando se trata de seu filho.
– Bem.. — Continuou a ruiva, enquanto brincava com os fios do mais novo. — Ironia do destino, não? — Deixou no ar e atraiu novamente o olhar de Naruto para si. — Nem em um milhão de anos você imaginou que isso pudesse acontecer, não é?
— É loucura demais.. — Sem perceber, Naruto já estava se entregando. — Eu não consigo encontrar lógica pra isso, mãe.
A ruiva sorriu admirando cada traço do rosto pálido do filho, traços estes entristecidos no momento. Odiava ver o garoto assim, mas sabia que só houve e há uma pessoa capaz de deixá-lo assim.
Essa pessoa já fez parte da vida da família, sua antiga nora. Kushina adorava Hinata, soube desde o primeiro momento em que a viu, que ela seria a perdição e a salvação do loiro.
— Lembra uma vez que conversamos.. eu e seu pai dissemos que o destino não falha. Oque tiver que acontecer, acontecerá. Assim como quem tiver que ficar junto, ficará. Independente do tempo? — Desenhou com as pontas dos dedos os riscos de nascença presente no rosto do filho.
– Eu não sei mãe.. – Murmurou fitando o teto. — Confesso que ela ainda mexe comigo de uma forma inexplicável, mas agora não somos mais adolescentes. Temos uma vida, filhos, e o fator mais importante, sou casado. — Sem dar chance a ruiva de falar, ele continuou: — E tem o Kawaki. Meu filho. Mãe, eu sou pai e agora entendo oque sempre me disse. "A sua necessidade é e sempre será a maior prioridade da minha vida"