15 | Uma dor fora do peito

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Narradora

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Narradora

Kawaki tirou o tênis e o encostou ao lado da porta  principal, retirou o casaco e o pendurou no cabideiro que ficava no final do pequeno corredor da entrada, e enfim avançou acendendo a luz.
Estranhou estar apagada, tão cedo. Não era nem 19h da noite ainda.

Respirou fundo esfregando as mãos no cabelo, seu dia não tinha sido um dos melhores, e pior, passou na casa de Sumire pois não queria ficar brigado com ela, queria esclarecer tudo que havia acontecido mas não tinha ninguém no local, estava tudo apagado, então o jeito era esperar pelo próximo dia.

— Pai? — Dispersando os pensamentos, chamou pelo pai, mas não teve resposta. apenas escutou sua própria voz ecoando pelo recinto. — Que ótimo, pra piorar ainda estou sozinho nessa imensa casa. Novamente! — Revirou os olhos soltando um longo suspiro.

A casa era grande, espaçosa e extremamente linda, porém não adiantava nada ao pequeno Uzumaki, já que quase sempre estava vazia. Sua mãe mal parava em casa, sempre viajando, o pai sempre trabalhando, poucas vezes ficava em casa também. Sua única companhia era a si próprio.

Com passos mais lentos caminhou até a cozinha e pegou um copo. Encheu de água do filtro e deu uma golada encostando na geladeira com um arfar  cansado.

— K-kawaki? — Uma voz suave e doce ecoou pela cozinha, fazendo o Uzumaki se engasgar com a água. Conhecia bem aquela voz, abriu lentamente os olhos e encontrou a namorada recostada no batente da porta.

— Su? — Disse incrédulo, achando até que era uma miragem.

— Me desculpa por hoje! — A garota fitou o chão, com pesar.

Assim que o moreno confirmou que não era sua mente lhe pregando uma peça e que sua companheira estava realmente ali em sua frente, ele largou o copo na pia e foi até ela, chegando perto, a abraçou forte e suspirou, ainda nos braços da Hyuga.

— Você não teve culpa de nada meu amor! — disse num sussurro. — que bom que está aqui!!

No momento não queria saber nem o porque ela estava ali e nem como ela chegou, só sabia que era exatamente dela que precisava.

Ela continuou no abraço sem dizer nada, ela precisava daquele abraço mais do que ninguém no momento, e bom, era exatamente de Kawaki que estava precisando também, Seu ponto de paz era aquele abraço e aquele rapaz a sua frente, não sabia explicar tamanha paz quando estava com ele.

— Eu te amo — Kawaki concluiu afastando-se e pegando no delicado rosto da garota — mais do que posso explicar — depositou um lento beijo nos lábios finos e rosados.

— Eu também te amo — Disse após o término do beijo, ainda com as testas juntas. — Muito!

Kawaki a abraçou de lado e foram até a sala de tv, o Uzumaki se sentou no sofá grande e Sumire sentou logo em seguida, deitou a cabeça no peito do mesmo e ele começou a acariciar seus fios violetas.

Uma obra do DestinoOnde histórias criam vida. Descubra agora