Capítulo 09 - Distantes

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Regina encostou a testa na de Emma. Ambas de olhos fechados, respirando de maneira ofegante pelos lábios entreabertos. Seus corpos quentes e suados estavam grudados e a alpha permanecia com o nó amarrado dentro da beta.

Há menos de cinco minutos, Regina quicava sem parar na ereção de Emma, descendo seus quadris em movimentos ásperos para pegar todo o duro comprimento em sua buceta, até que a base inchada do pau passou por seu buraco apertado. Em seu corpo, havia várias marcas de mordidas e dos dedos de Emma. Vestígios dos quase dois dias que esteve acasalando com a alpha possessiva.

A beta lambeu os próprios lábios e respirou contra os cabelos dourados e úmidos sentindo as mãos de Emma presas em seus quadris, mantendo-a firmemente sentada no membro grosso, enquanto os jatos de porra quente continuavam fluindo, enchendo o interior da beta de potenciais filhotes.

O ventre ressaltado de Regina, era uma amostra das inúmeras vezes que Emma veio dentro dela, amarrando-a e reivindicando-a com tanta intensidade que a beta sentia-se mais do que cheia pela semente da alpha. Seu corpo estava dolorido, mas satisfeito. Emma sempre foi uma amante insaciável, mas também muito carinhosa que, mesmo sob a influência da rotina, ainda era capaz de pensar no prazer e suprir as necessidades de sua companheira.

Regina sorriu e cravou as unhas na pele escorregadia das costas de Emma, sentindo novo espasmo entre as coxas, quando outro filete grosso de sêmen a preencheu no mesmo instante que Emma lambeu a marca da mordida em seu pescoço, potencializando a sensação de prazer no corpo da beta.

— Minha! — a alpha rosnou contra a pele marcada de Regina — Você vai me dar filhotes — ainda com o pensamento tomado pelo desejo de procriar, embora seu nó começasse a se desfazer.

A rotina de Emma estava quase no fim, e nenhuma das duas tinha pensado no que aconteceria no momento que o cio da alpha acabasse. Quando o último fio de esperma foi atirado e a ereção, enfim, começou a ceder, Emma se inclinou suavemente para trás, levando a esposa consigo. Em seguida, rolou o corpo de Regina, deixando-a contra o colchão e saiu devagar de dentro dela, olhando para baixo, onde ambas estiveram atadas, sentindo sua alpha interior orgulhosa e exultante por nenhuma gota do seu sêmen escorrer para fora do ventre da companheira.

A perspectiva da beta ter engravidado começava a animar a alpha interior, mesmo que a parte racional e humana de Emma soubesse que havia uma grande chance de Regina tomar supressores anticoncepcionais nas próximas horas para interromper a fecundação.

A sheriff Swan tinha consciência que o fato de Regina tê-la ajudado com sua rotina não significava que tudo estava resolvido entre as duas. Apesar disso, a alpha não conseguiu se impedir de sussurrar:

— Eu te amo! — com o olhar voltando ao tom de verde.

Regina sorriu levemente com a aparência desgrenhada e exausta, mas não disse nada.

Emma abaixou os olhos, sentindo os efeitos do cio em seu corpo terminando de passar e o véu do constrangimento descer sobre elas.

Regina inclinou o rosto para o lado, também embaraçada pela situação, e olhou através da janela semiaberta do quarto, vendo que o sol brilhava lá fora.

— Ainda é cedo! — a beta comentou para desfazer o silêncio incômodo — É melhor comermos alguma coisa, antes de irmos para a cidade — tentou fitar os olhos verdes, mas estes permaneciam tristes e caídos. — O que acha? — mordeu o lábio, nervosamente.

A alpha balançou a cabeça em concordância. Ainda que esperasse que o comportamento de Regina fosse ser assim, vê-la agir novamente de uma maneira fria e distante partiu seu coração.

— Acho uma boa ideia — Emma conseguiu falar num tom quase sumido. A alpha se afastou, saindo de cima da beta, permitindo que a outra rolasse para o lado oposto.

Vínculo [SwanQueen - Universo ABO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora