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— Vovó está aprontando alguma... — Camila olhou para a foto que a velha
senhora lhe enviara por celular e suspirou.

Dylan soltou uma risadinha.

— E quando é que ela não está aprontando? Quase sinto pena de Cole.

Ao perceber o olhar irritado de Camila, ele ergueu as mãos, como se estivesse
se rendendo.

— Calma aí, tigresa! Só estou dizendo que vovó pode ser implacável. Quer
dizer, ela está hospedada na casa de Cole.

— Ela também o demitiu.

— O quê!? — exclamou Dylan. — Da Sprouse's Enterprises? Ela pode fazer isso?

— Parece que sim. — Camila deu de ombros e mostrou a foto para  —
Ela também está inclinada a bancar o cupido.

Dylan pegou o telefone e caiu na risada.

— É Lili?

—Sim.

— Vestida de noiva.

— Isso.

— E Cole está atrás dela... olhando?

— Babando — corrigiu a noiva. — Ele está babando.

— Não dá nem para ver o rosto dele, Camila.

— Verdade. — Camila pegou o celular da mão do noivo, mas virou o visor
novamente para ele, como se para fazê-lo ver com mais clareza. — Mas está com essa pose de He-Man.

— O quê?

— Você sabe. — Ela o cutucou. — He-Man.

— Você está falando a minha língua?

Com um suspiro dramático, Camila pôs as mãos nos quadris e imitou a pose
de Cole para Dylan.

— Entendeu? Os caras só fazem essa pose quando estão se exibindo, dando
uma de He-Man. Ocupam o máximo de espaço possível, tentando parecer
maiores e mais protetores.

Alguém buzinou, mexendo com Camila. Ela revirou os olhos, irritada, e olhou
de relance para o carro, que estava cheio de gente. Quando se virou, Ela revirou os olhos, irritada, e olhou
de relance para o carro, que estava cheio de gente. Quando se virou, procurando Dylan, ele estava com as mãos no quadril e as pernas abertas.

— E isto prova meu ponto. — Ela apontou para o noivo e riu.

— Droga. — Dylan fez careta. — Isso não prova nada, e, sejamos sinceros:
se Cole quisesse sair com Lili, já teria feito isso há anos. Ela não é uma
desconhecida, praticamente cresceu com a gente.

Homens.

Camila jogou a cabeça para trás e riu.

— Certo. Você e eu também crescemos juntos, mas acabamos de retomar contato e agora vamos nos casar. Crescer junto não quer dizer nada.

— Viemos correr ou fofocar sobre meu irmão? — deu um tapa na bunda da noiva e a ultrapassou.

— Pode me lembrar de por que eu pensei que fazer esse programa de
exercícios militares para o casamento fosse uma boa ideia?

— Estava em uma dessas revistas idiotas que você tem acumulado como se fosse um esquilo juntando nozes. Eu reparei na barriga de tanquinho da garota e você me deixou com o braço roxo... Obrigado, aliás... Depois disse que queria ficar mais gostosa para o casamento. Por isso estamos correndo oito quilômetros, e agora eu estou sonhando com um bom banho quente...

Camila o alcançou.

— Ah, está certo. E não é minha culpa se você fica roxo com tanta facilidade.
Parece um pêssego.

— Querida, você sabe que não me importo com esses machucados... — Ele mordeu os lábios e parou de correr, puxando Camila para seus braços. — Eu amo você.

Camila fez cara feia.

— Mas o que vamos fazer em relação à vovó?

— Mulheres são estranhas. Estou falando em morder cada centímetro do seu corpo e você quer falar sobre a minha avó. Sério?

— Dyalan.

— Camila. — Ele mordiscou o lábio inferior da noiva e depois a beijou no
nariz. — Vamos vencê-la em seu próprio jogo. Se ela quer bancar o cupido, nós faremos o mesmo.

— Está dizendo que também deveríamos tentar arranjar alguém para Cole? E ver quem ganha?

— Isso mesmo.

— Gostei da ideia. — Camila pôs os braços ao redor do pescoço de Dylan. —Afinal de contas, sabemos o que é melhor para ele.

— O seminário religioso?

Camila bufou.

— É bem provável. Mas, de qualquer forma, podemos convidar algumas
garotas solteiras para o nosso casamento. Garotas que realmente combinariam com Cole.

— Um desafio. Nós contra vovó. Se ganharmos, ela paga a lua de mel. Se ela ganhar...

— Pode cantar no casamento. — Camila suspirou.

— Não! — Dylan encostou a testa na de Cami. — Não sou tão maluco assim. Prefiro dar um barco de presente à vovó, ou então pagar aquelas aulas de
stripper que ela faz toda semana.

— Cantar é o que ela quer.

— Ela também quer comprar um tigre, como fez o Mike Tyson. O fato de vovó querer alguma coisa não significa que sejamos obrigados a atender a todos
os seus desejos.

— Dylan. — Camila beijou os lábios do noivo com suavidade. — Não há nada
com que se preocupar. Ela não vai ganhar.

Resmungando, Dylan a beijou na testa.

— Está certo, mas se vovó ganhar e acabar com um microfone nas mãos, a
culpa será sua. Agora, vamos terminar a corrida e tomar um banho juntos.

— Primeiro, você vai ter que me pegar! — gritou Camila, passando depressa
por ele.

continua...

THE CHALLENGE. (Concluída)Onde histórias criam vida. Descubra agora