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— Abra a porta, Lili. Não deve estar assim tão ruim... — Cole bateu na porta pela décima vez e esperou. Do outro lado, ela soltou um palavrão. — Lil? Estou esperando. Somos os anfitriões dessa Festa do Prazer.

— Não fale assim — ela pediu, do outro lado da porta.

— Quer que eu fale como?

Reclamando, ela abriu.

— Não ria.

Rir? Ela estava maluca? Parecia uma versão mais gostosa da Britney Spears
— de antes de ficar louca. O cabelo loiro comprido estava alisado, pendendo abaixo dos seios. Ela usava um chapéu de couro que combinava com o vestido curto de couro. Lili botou as mãos nos quadris, e Cole viu que ela usava luvas de renda.

— Entre no banheiro — grunhiu ele.

Lili arregalou os olhos, recuando.

Cole fechou a porta com um chute, e sua boca encontrou a dela. Ele a pôs
sentada na bancada, e Lili passou as pernas em volta da cintura dele.

— Nossa, você ficou muito gostosa! — Cole beijou o pescoço de Lili, que inclinou a cabeça para trás e suspirou enquanto apertava as costas dele.

— Está na hora! — gritou alguém, batendo à porta.

— Não está, não — retrucou Cole, sem tirar os lábios do pescoço de Lili.

— Ah, está sim. — A porta foi escancarada, revelando a atendente da loja. — Testando alguns produtos, é? As fantasias são sempre um sucesso.

Cole se afastou de Lili e praguejou, limpando a boca com as costas da mão.

— Agora é a sua vez. — A mulher entregou uma roupa a Cole. — Todos estão prontos, só falta você.

— Está bem. — Ele pegou a roupa. — Obrigado por lembrar.

Ela ficou lá, esperando Lili sair, para só então fechar a porta.

A roupa de Lili tinha saído direto de suas fantasias mais loucas, então a dele não podia ser tão ruim, certo?

— Você viu Cole? — perguntou Jace, sentando-se ao lado de Lili. — Tenho
algumas perguntas sobre o brinde que ele irá fazer. Acho que também quero
fazer alguma coisa amanhã. Isto é, se ele deixar de ser orgulhoso e falar comigo.

Lili respondeu com um sorriso educado.

— Não o vi ainda, mas tenho certeza de que ele não vai ligar.

— Ele não vale a pena, sabe? — comentou Jace, tão baixo que apenas Lili podia ouvi-lo.

— Desculpe, não entendi. — Lili tomou um gole de vinho e sorriu enquanto
alguns amigos entravam na enorme sala de estar.

— Cole. — Jace se sentou ao lado dela, no sofá. — Ele é um conquistador. É
bom no que faz, mas não gosta de compromissos. Você já devia saber. — O homem suspirou. — As coisas com ele... os relacionamentos com esse tipo de
homem... sempre vão ser difíceis de administrar. E, no fim, tem 50 por cento de chance de que você acabe com o coração partido.

— Obrigada pela preocupação.

— É egoísmo da minha parte, puro egoísmo. Você é linda. Só a conheço há
alguns dias, mas adoraria levá-la para sair.

— Hã, bem, eu e Cole, nós estamos...

— Senhoras e senhores, o padrinho se ofereceu para apresentar uma dança
para a gente!

Se ofereceu o caramba, pensou Lili.

Deve ter sido coagido — ou drogado.

As luzes diminuíram e um holofote foi aceso no saguão. A música “Save a
Horse (Ride a Cowboy )”, da dupla country norte-americana Big & Rich,
começou a tocar no volume máximo.

THE CHALLENGE. (Concluída)Onde histórias criam vida. Descubra agora