capítulo 19

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Escobar

Beatriz me olha de cima a baixo com a cara de deboche, que me dá a maior vontade de desmanchar na marra. Antes que eu pudesse abrir a boca pra falar com ela, a Marina entra fazendo um escândalo.

Marina: Vou quebrar aquela vadia mesmo, cadê eles? Cadê o Vinicius e aquela piranha? — ela grita alto o bastante pro meu ouvido doer.

Bia: a sua fiel é bem sem postura — da uma risada irônica, parecia que estava gostando da cena toda.

Marina: sem postura é você que deu pra homem casado — fala indo pra cima da Beatriz e o vapor só entra na frente segurando ela.

Bia: se eu dei foi porque ele quis. Não obriguei ninguém a transar comigo não, muito menos me esforcei pra ficar duro.

Marina: você é uma piranha mesmo, mal sabe que não passa de uma marmitinha. Ele te comeu uma vez e vai te abandonar, não se emociona, fiel é só uma — aponta pro próprio peito.

Bia: lamento em dizer que ele ainda não largou não, olha que já foi mais de uma vez. —continuou sentada sorrindo, mal dessa garota é esse deboche. Até eu fico na vontade de desmontar ela.

Escobar: cala a porra da boca as duas — corto antes que elas voltem a brigar — as duas vão ser cobrada porque não gosto de briga na minha favela, lei é lei. — eu olho pra Marina — e você que é daqui sabe muito bem como funciona as minhas regatas.

Bia: quero ver me cobrarem. Se tua mulher veio me dando tapa na cara, eu que não ia ficar parada não. Eu estava quieta, sentada tomando uma. Mexi com ninguém. Da próxima tu segura ela, se não vai apanhar de novo.

Escobar: Tu Marina, se põe na porra do teu lugar. Já tinha deixado avisado que se tu desse mais uma mancada ia se foder não foi? Pois agora tu vai conhecer um lado que nunca viu. Ninguém mandou botar meu nome no meio da situação.

Tava cansarão de toda vez falar com ela e a garota não dar ouvidos. Ainda mais essa, batendo na mina com a maior ideia torta de dizendo ser fiel, a troco de que? Ela sabe que esse negócio de fiel foi uma ficção que inventou na própria cabeça.

Escobar: pra agora tu vai tomar umas madeiraras pra aprender acatar o que eu mando e entender como funciona a gestão. Mas se você sair falando mais uma vez que é minha fiel ou fazer fofoca com meu vulgo no meio, papo não vai ser só madeirara não. Tô avisando antes, pra não falar que eu não falei. Pode levar Jorge, mete nas pernas a vontade e depois larga na casa dela, tá de castigo.

Marina: eu não acredito nisso Vinicius, tudo por uma puta?

Escobar: isso é pela tua conduta. — minha palavra final pra ela foi essa. O soldado sai tirando ela da sala e o outro eu peço pra ele sair me deixando sozinho com a Bia. Ela me olha com a maior cara de deboche, mas dava pra ver que estava nervosa — e tu se não quiser ser cobrada também larga de deboche.

Bia: você não tem direito de exigir nada, Escobar. Você é casado com essa maluca aí? — apontou pra trás.

Escobar: não. — fui sincero.

Bia: tu tem certeza? Porque não é o que me parece. Já falei que não sou mulher de sair com cara casado. E aquela garota veio na minha reta por causa de você —ela levantou e apontou pra mim— e se rotulou sua fiel. Já adianto que não aceito ser cobrada de nada, sendo que eu estava quieta e ela veio pra cima por sua causa. Não vou me sujeitar a fazer papel de segunda opção, passando vergonha por homem.

Escobar: Marina é ex minha de anos atrás, não tenho nada com ela faz muitos anos. Não ia mentir nisso, sendo que é só tu procurar saber da boca de qualquer um que vai ouvir a verdade.

Bia: homem quando fala isso é porque ainda tá enrolado com a ex, ela pode ser até louca, mas você deve dar condição. Não quero ficar no meio de vocês.  — ela se levanta dando as costas, mas eu puxo seu braço fazendo ela virar pra mim.

Não gosto que ninguém me dê as costas. To falando com ela, ela vai tem que me ouvir.

Escobar: tô dando meu papo pra tu. Tenho mais nada com ela não, se eu tivesse não teria de chamado pra brotar no pagode e muito menos mandando ela sair pra falar com você sozinho.

Bia: eu espero que seu papo seja reto mesmo.

Escobar: e é — desço minha mão pela sua cintura—  mas não me arruma mais briga aqui não, se não vou tem que cortar esse teu cabelão que eu me amarro. — falo passando a mão na nuca dela, entrando dentro dos fios e puxando devagar pra trás.

Bia: queria só ver, você não tem nem coragem.

Escobar: eu tenho, e você sabe. —beijo seu pescoço devagar, vendo seus pelos se arrepiarem. Subo o beijo até a boca dela, aonde domo com vontade.

Beatriz é gostosa, e basta eu olhar pra ela que sinto tesão. Enfio a mão debaixo da sua blusinha e aperto seus peitos com vontade. Puxo o tecido fino pra cima deixando os peitos dela de fora, na mesma hora eu vou chupando sentindo o bico enrijecer. 

Bia: Vi..nicius  — fala com a voz falha.

- chefe — tiro a boca dos peitos dela e olho a porta entra e o Sardinha parado.

Entro na frente go corpo dela, tampando pra ele não ver nada. Encaro ele puto é minha raiva só fica maior quando vejo ele sorrindo.

Sardinha: já cobraram a Marina. Faço o quê com ela agora?

Escobar: leva ela pra casa dela. — sinto a Bia se afastar das minhas costas e acompanho o olhar dele, vejo ela de costas vestindo a camisa. Volto a encarar ele que continua olhando pra ela — tá olhando o que? Pode dar meia volta e fechar a porta.

Sardinha: nada patrão, tô indo já — acena com a cabeça e fecha a porta.

Escobar: podia ter esperado ele sair pra ir se vestir porra. Viu que ele tava aqui.

Bia: e o que ele viu? Minhas costas? — ela coloca a blusa e ajeita o peito no decote — sem ciúmes.

Não diria que era ciúmes, mas eu sou homem, odeio dividir mulher e odeio que fiquem olhando quem está comigo.

Escobar: vamo pra minha casa? — mudo de assunto pra não alimentar o ego dela.

Bia: Gabriel do jeito que é dramático deve está achando que você me matou. Vou voltar pro pagode. — passa a mão em cima da cabeça arrumando o cabelo.

Escobar: e depois vai pra minha casa.

Bia: não, depois vou dormir na minha casa, trabalho amanhã. Tem como você me deixar no pagode ou eu peço pro Sardinha? —fitei ela serinho e só passei na frente dela abrindo a porta sem falar nada.

Escobar: vamo logo Beatriz. —ela da risada, gostava de tirar onda com a cara de vagabundo.

Subo na moto, espero ela subir e se ajeitar pra sair. Assim que a gente chega eu vejo o pagode cheio, rolando solto. Daqui a pouco capaz disso virar até baile.

Escobar: fica na moral aí que depois você vai embora comigo. Se eu te ver com alguém já sabe.

Bia: sei nada, não tô casada com ninguém —ela desce da moto e ajeita a roupa — cara doido.

Ela gosta de gracinha, mas deixa ela achar que tá com essa moral toda.

Intocável - em processo de revisão! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora