capitulo 22

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Beatriz

Chego em casa com a cabeça toda atormentada, cheia de coisa. Parece que quanto mais eu transo com ele, mais eu quero... é difícil de explicar.

Não transei com um monte de gente, mas as pessoas com que eu tive experiência, foram totalmentes diferentes. A maioria dos homens só pensam no próprio prazer e os que eu fiquei eram assim. Mas ele não, o Escobar faz questão de fazer as coisas numa sagacidade, que de certa forma, fica muito gostoso para os dois. Talvez seja isso que esteja fazendo eu me viciar no sexo com ele. A necessidade de gozar e sentir mais prazer.

Subo e vou direto tomar um banho pra me limpar melhor. Coloco um baby doll de seda e deito na cama pra relaxar. Acaba que eu durmo, no dia seguinte eu levanto pra resolver a minha vida e colocar tudo em ordem.

Bia: não precisa sério, Vitor - ínsito de novo olhando ele parado na minha frente.

Vk: não te entendo cara, te dou a maior moral e tu me negando. Te fiz algo Bia? - ele cruza os braços bolado e eu respiro fundo buscando a paciência, arqueando junto a minha sobrancelha esquerda.

Bia: não, você não fez nada. Eu só não quero ficar aceitando sair contigo sabendo que não tô na mesma onda que você — fui sincera — só não quero.

Vk: tudo isso por causa da minha condição? Eu te prometo que se você me der uma chance eu vou conseguir te dar uma vida de princesa — tento não fazer uma cara feia, mas é inevitável.

Bia: meu Deus Vitor, por favor, eu não quero mais porque não tô afim. Não é pelo seu dinheiro ou por você ser quem é, só não quero. Melhor desistir, tá ficando chato demais toda vez a mesma situação. Tem que entender que não é não.

Vk: Então tá tranquilo, Beatriz. — ele levanta a mão fazendo joinha pra mim e me dá as costas nervoso.

Agora pronto, sou obrigada a sair com ele só pro bonito não ficar triste? Eu hein. Ele não desiste nunca, isso que foi só um negocinho de nada, coisa rápida. Vitor é o tipo de homem que não aceita levar um não, parece que o ego dele é maior do que o próprio pau.

Volto a andar até a casa do Gabriel. Abro a porta e me jogo no sofá sentindo o ar geladinho aqui dentro. Lá fora tá um sol para cada um. Já chego começando a conversar com ele, contando o que tinha conversado com Vk.

Gabriel: aí mana, Vk é gostoso, mas é muito carente, sai fora. Tu iludiu ele também, dizia que tava gostando dele e tudo.

Bia: e eu achei que tava gostando, mas só durou duas semanas, posso fazer nada. — bebo meu suco e dou ombros — mas aí, mudando pra um assunto mais interessante do que esse cara... tô com uma proposta pra você.

Gabriel: fala.

Bia: Eu to recebendo mensagem de muitas lojas e não tô dando conta, aí queria saber se você poderia cuidar dos agendamentos e ir conversar com as lojas, porque fico muito sobrecarregada.

Gabriel: Eu posso te ajudar amiga, ainda mais que na recepção do meu serviço eu fico só sentada mesmo, fingindo que tô trabalhando.

A gente conversou e ele foi me dando várias ideias e tudo mais. Pelo calor que estava logo animei irmos tomar um sorvete pelo morro, tava de bobeira mesmo. A gente comeu conversando e depois fomos pro salão, hidratei babado meu cabelo, fiz a manutenção da minha unha, paguei e sai.

Intocável - em processo de revisão! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora