capitulo 14

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Escobar

Espero ela sair daqui do camarote e vou atras. Ela sem senso de alerta, nem nota eu seguindo ela. Vejo a Beatriz entrar no banheiro e eu espero batendo do lado de fora.

Avistei ela no baile ha muito tempo, mas ainda não tenho intimidade o bastante pra chegar nela na frente de geral, ainda mais sem saber o que ela tem com o Ogro. Mas ela tava linda, linda e sozinha. Burrice um homem deixar a sua mulher sair assim pra um baile cheio de vagabundo mal intencionado.

Ela me xinga lá dentro, mas assim que abre a porta e me olha de cima a baixo arqueando as sobrancelhas pra mim.

Bia: entrou no banheiro errado, aqui é de mulher. — ela sai da minha frente e indo lavar as mãos.

Aqui era uma área improvisada, um konteiner com alguns banheiros químicos pro pessoal do baile usar.

Escobar: vim falar contigo.

Bia: pode falar — se vira de frente pra mim.

Dou uma analisada rápida no corpo dela, vendo o vestido colado valorizando cada curva que ela tem. O corpo dela é lindo e isso não dá pra negar. Ela toda na verdade, rostinho dela tinha uma beleza diferenciada.

Escobar: o que aconteceu naquele outro dia, foi só aquilo? Um bagulho de momento e coisa rápida.

Bia: e você acha que eu vou te pedir em casamento? — sorri de canto — que maluquice.

Escobar: tô nem falando disso. Escuta quieta, quer falar toda hora e não ouve — ela passa a língua nos lábios, tenho certeza que tá se segurando pra não abrir a bocona — deixa no oculto tudo o que aconteceu com a gente, pra não dar confusão nenhuma. O que rolou, passou e não vai acontecer mais.

Bia: tu é casado? Porque olha, eu fiquei contigo achando que você era solteiro. Sou piranha pra ficar pegando homem casado não. Posso até ser meia sem noção, mas homem casado não é comigo.

Escobar: sou solteiro. Mas te vi com o Ogro e não quero apertar as coisas pro meu lado. Não sei se é mulher, amante, mas é melhor eu e você manter distância. Por isso é bom que ninguém saiba de nada — ela começa a dar risada e eu fico quieto sem entender — que foi?

Bia: tu acha que eu sou o que do Ogro? Tenho nada com ele não, nunca nem tive.

Escobar: papo de piranha esse aí —ela fechou a cara na hora— eu tava pela favela e tu sabe, me viu lá na hora que tava discutindo com ele. Não sou bobo não.

Bia: viu e tirou suas conclusões. Por acaso viu eu beijando ou eu falando com ele? — ela sorri pra mim — ele é meu irmão.

Escobar: e eu teu primo...

Bia: acredite se quiser, tô avisando pra não achar que sou vagabunda. Mas fica tranquilo, ninguém sabe e ninguém vai ficar sabendo —ela passa por mim e abre a porta saindo.

Abro a porta saindo logo atrás, o pessoal que tava na fila me olhando, mas eu ignoro voltando pro camarote. Chego perto do Ricardo e espero os moleques saírem pra mim falar com ele.

Escobar: vou perguntar um bagulho e tu não explana.

R3: pode falar.

Intocável - em processo de revisão! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora