capitulo 9

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Beatriz

Tava de vela, real. A Suzi estava com um cara, e eu aqui de canto quieta na minha, me sentindo toda perdida. Sai de perto indo pro banheiro. Nem estava com vontade de fazer xixi, mas odiava estar me sentindo deslocada no meio de uma festa que eu conheço uma única pessoa, nem o dono da casa eu conheço.

Subo pro andar de cima, procurando o banheiro. Abro as portas devagar, na expectativa de encontrar. Mas uma voz grossa, masculina me faz tomar um susto. Me viro com as mãos no peito e encaro o Escobar.

Escobar: Bagulho feio sair fuçando a casa dos outros.

Bia: Tá me seguindo? — arqueio as sobrancelhas olhando ele de cima a baixo pra reparar na roupa que ele estava vestindo.

Escobar: te seguindo não.

Bia: sabe me dizer onde é o banheiro? — mudo de assunto.

Escobar: aqui — ele se aproxima e empurra a porta do meu lado esquerdo.

Bia: obrigada, pode ir — entro no banheiro, mas antes de eu fechar a porta, ele coloca a mão grossa me impedindo — tá fazendo o quê aqui, bofe? Da licença pra mim usar o banheiro.

Ele me encara sério e segura meu pescoço com firmeza. Minhas pernas fraquejaram na hora. Um medo misturado com prazer pela situação. Mas esse cara é imprevisível, então não sabia se ele tava me enforcando de ódio também.

Escobar: Bofe não. Não mete essa pra cima de mim! — ele encosta o corpo no meu e aperta um pouco mais forte, ainda sem me machucar. Seu polegar alisa o meu pescoço, me arrepiando todinha. Seu olhar fixo no meu, me deixa sem jeito e ele percebe isso, porque na mesma hora me dá um sorriso de quem não presta.

Tomo a iniciativa grudando a minha boca na dele. O nosso beijo foi direto, como se os dois estivessem famintos. Os dedos sobem na minha nuca, puxando meus frios pra trás. Coloco a minha mão dentro da sua camisa, arranhando suas costas. A mão dele desce lenta, deslizando pelo meu corpo até chegar no cós do shorts, abrindo o botão, passando o dedo por cima da minha calcinha. Sua boca desce por meu pescoço, beijando e passando a ponta da língua.

Bia: não dá pra fazer nada aqui — falo com forças que não sei de onde eu tirei, pra relutar.

Escobar: vamo pra minha casa? — pergunta com a voz rouca e o hálito de bebida próximo do meu rosto.

Ele se afasta, aproveito pra me ajeitar fechando os shorts e passando a mão no cabelo pra alinhar. O fogo dentro de mim falava pra mim ficar com ele aqui mesmo, mas o lado racional mandava eu ir embora dessa festa chata.

Bia: vou avisar pra minha amiga, me espera lá fora.

Escobar: não demora.

Desci meio tonta, com coração batendo ainda forte dentro do peito e umidade entre minhas pernas. Passo o olho pela festa procurando a falsa japonesa, mas nada dela. Pego o celular pra mandar mensagem e leio a que ela tinha enviado.

Suzi: tô dando uma saidinha com um cara
Suzi: volto já

Bia: tô indo embora

Bloqueio a tela colocando o celular na cintura e saio da festa. Por sorte ainda encontrei o Escobar aqui, se não eu iria ficar literalmente sozinha. Odeio isso.

Vejo ele encostado em um carro, assim que me vê, aponta com a cabeça e aperta o alarme destravando o carro. Dou a volta entrando no passageiro e ele no motorista. O caminho daqui até a casa dele não é demorado.

Ele fecha a porta atrás dele, e vem me agarrando. Me puxa pela cintura, me colocando em cima da preta de mármore. Sua boca vem beijando meu pescoço, com tanta vontade que parece que ele vai me marcar. A sensação do cavanhaque dele passando na minha pele era de enlouquecer, fazia meu corpo todo ficar sensibilizado. Aonde dava eu passava a unha arranhando o pescoço, as costas dele. Abro um pouco as pernas sentindo melhor seu membro duro.

Sua mão desce pros meus peitos apertando forte. E em um piscar de olhos, eu sinto minha blusinha ser solta e ele puxando. Termino de tirar de uma vez e ele abocanha meus peitos, chupando e mordiscando o bico do peito. Só tirou a boca quando eu afastei ele pra tirar sua camisa.

Ele me vira de costas, empurrando minhas costas, me deixando debruçada no balcão. Ali meu corpo tava todo entregue. Ele tira meus shorts e minha calcinha de uma vez, abro às pernas e jogo a cabeça pra trás gemendo quando eu sinto os dedos dele entrando em mim, em seguida a sua língua quente se encaixando de um jeito perfeito.

Sinto meu corpo amolecer, quando gozando quando ele de repente para, levanta e fica de pé atrás de mim. Sua mão estala em um tapa forte da minha bunda. Mordo o lábio me controlando pra não gemer alto. Olho por cima do ombro vendo a cena dele tirando o shorts e colocando a camisinha transparente, olhando diretamente pra mim.

Escobar: vou te foder gostoso. Até você não aguentar — passa o pau na minha entrada pressionando devagar.

Escobar encosta o peito nas minhas costas, da um beijo na minha nuca e roça o cavanhaque na minha pele. Tudo isso enquanto o pau dele desliza subindo e descendo, me deixando maluca.

Escobar: eu disse que acabava com tua marra fácil, não disse? — passa a mão em cima da minha garganta apertando — pode me chamar de Vinícius, gostosa. Dentro de casa, só eu e você, eu deixo.

Posso estar com muito tesão, mas ainda não idiota ao ponto de cair nesse papinho dele falar o nome pra mim me sentir especial. Deve mandar o mesmo papo pra várias.

Saio dos meus pensamentos quando ele enfia de uma vez, a investida vem forte, ele segura minha segura com firmeza enquanto começa a se movimentar rápido, indo até o fundo. E eu só sabia sentir tesão, sem controle do meu corpo. Movimento o quadril rebolando enquanto ele entra e sai, quando percebo que ele tá gemendo e quase gozando, é como se meu corpo sentisse ainda mais tesão.

Eu podia tá sem controle, mas ver ele assim entregue também era bom demais.

Escobar: agora tu pode gemer meu nome, eu quero que você fala bem baixinho — puxou meu cabelo com força e começou a meter ainda mais fundo. — quero ouvir essa tua voz de vagabunda.

Bia: continua assim, por favor Vinicius — falo com a voz falha.

Jogo a cabeça pra trás, encostando no peito dele. Apoio uma das pernas no balcão. Ele para de forte, e começa a movimentar num ritmo gostoso, seu polegar vai pro meu clitoris esfregando devagar. Meu corpo suado começa a grudar no dele, os dois com as peles brilhando, o cheiro de sexo pairando no ar.

Perco meu controle, gozando tudo no pau dele. E como se fosse combinado, ele goza junto comigo. Fico nas pontas dos pés sentindo aquele misto de sensações, gelo o nome dele baixo e apertando minhas mãos.

Intocável - em processo de revisão! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora