Capítulo 2

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Christopher

Crossfire

Alguns dias antes

Meu corpo se tensionara quando um dos guardas viera me comunicar da nossa possível visita, e cada palavra dele me fez querer estrangulá-lo apesar do pobre cavalheiro não possuir culpa alguma apenas por me repassar uma notícia como aquela. Mas de todas as notícias possíveis, aquela seria a última que eu gostaria de ouvir em tempos como aquele.

E eu podia entender perfeitamente o motivo de Elizabetth se irar de vez em quando.

Lidar com tudo aquilo, era o próprio caos.

Trincando os dentes, pediu que fosse comunicado a todos os membros presentes da corte da reunião marcada de última hora, pedindo-lhes que se dirigissem a grande sala de reuniões. Todos estavam naquele momento reunidos no grande salão, bebendo e conversando, em uma recepção calorosa providenciada pelo regente, no intuito de tentar amenizar os alvoroços que começavam a se formar. Mais uma das infames distrações, para que todos se entretecem o suficiente para não pensar muito no desaparecimento de sua rainha e a falta de notícias de seu paradeiro, mas ele não sabia dizer até quando aquilo se estenderia, afinal, já faziam algumas semanas em que as pessoas começavam a perguntar.

Alguns minutos depois quando as portas da sala de reunião se abriram, anunciando sua presença, os presentes acenaram com a cabeça, saudando o regente da rainha Elizabetth.

General Christopher.

Margôt aparecera, permanecendo em pé ao lado da primeira cadeira do lado direito, lançando um sorriso tenso na direção dele, indicando que já sabia o que viria pela frente.

-O que o trás a nos invocar para uma reunião surpresa, caro general? -indagou Gabriel sorrindo ironicamente, um sorriso que morreu quando a porta se abriu mais uma vez, e pessoas de terno entraram no aposento, sentando-se do outro lado da grande mesa.

Pois a maioria dos reis presentes e governantes permaneceram em pé, outros que estavam sentados se levantaram abruptamente, permanecendo somente alguns sentados,  mas ainda sim, empertigados e atentos.

-Olá, general! -sorriu a líder dos conselheiros de Ferryan, a megera Teodora Finley.

-Se eu fosse você iria direto ao assunto. –interviu Gabriel rispidamente em direção a mulher, sem se importar que estava falando diante do regente da rainha. -tenho mais o que fazer do que ficar aqui ouvindo suas baboseiras. -um dos governantes presentes na sala riu com escárnio.

-Ah é realmente uma pena, porque o que eu tenho a dizer, diz respeito a todos vocês, meus caros. -A mulher estava acompanhada de Lysandra e mais quatro outro integrantes que permaneceram em silencio.

-E por que deveríamos dar ouvido a sequer uma palavra que sai de sua boca imunda, conselheira?  -sibilou Margareth, uma das nobres aliadas a Crossfire dando ênfase na última palavra zombando da posição da mulher, que se empertigou no mesmo instante.

-Diga-me general Christopher, onde está sua rainha? -sorriu maliciosamente. Então foi a minha vez de me pronunciar.

-E por que eu deveria lhe dar alguma satisfação? Sua majestade já deixou muito claro qual é sua posição aqui, sra Finley. -determinei calmamente.

-Não é um rei ou uma rainha quem determina a posição dos conselheiros de Ferryan, somos enviados pela igreja, no intuito de fazer o que é melhor pelos reinos, desde aconselhar, até mesmo a ditar as regras se for preciso. Principalmente nos casos onde não se sabe o paradeiro do próprio rei. -enfim sua cartada, podiam ser o que fossem, mas nunca iam a qualquer lugar sem afiar suas próprias línguas antes.

O Rei e a Rainha das Sombras - livro 4 Onde histórias criam vida. Descubra agora